ALDRY AKEMI SUZUKI
41 PSICODRAMAS
&
ESTÍMULOS PARA INTELIGÊNCIAS
MÚLTIPLAS
Este livro poderá ser o início de um grande
projeto educacional.
O gosto pela leitura é decorrência de alguns importantes fatores
motivacionais intrinsecos e/ou extrinsecos ao ser humano. Os motivadores
internos são ligados diretamente: à razão, (pensamento, memória, imaginação e raciocínio); ao psíquismo, (emoção, vontade, paixão); e ao intuitivo, relacionado às nossas crenças, cultura e saberes. Despertas e motivadas estas áreas, a pessoa passará compreender e valorizar o mundo das letras.
Um caminho seguro, atraente, atual e rápido para atingir essa meta é este,
escolhido pela brilhante educadora, professora Aldry. Seu livro, repleto de
técnicas e orientações para a correta forma de contar histórias é, também,
uma fonte de encantos e luzes, pois na prática, vai conduzindo o leitor ao
gosto por essa gratificante tarefa. Na simplicidade de uma pessoa dedicada
com esmero ao ensino, a autora se entrega, de corpo e alma, para a
importante e indispensável missão de orientar outros colegas para que se
dediquem, como ela, a expressar as idéias próprias ou de outros autores, nas
páginas dos livros infantis e suas histórias.
Despertar a curiosidade pela imaginação, talvez seja o grande trunfo que
qualquer professor possa ter para conseguir atingir seus sagrados
propósitos. Essa é a essência do presente livro, proposto pela professora
Aldry, contendo as técnicas para contar histórias. Toda pessoa que folhar
suas páginas, com esse específico interesse, certamente encontrará o
subsídio que procura e necessita em sua caminhada como mestre. Mas não só
isso! Encontrará motivação para ser um exímio e brilhante contador de histórias.
O gosto pela leitura é decorrência de alguns importantes fatores
motivacionais intrinsecos e/ou extrinsecos ao ser humano. Os motivadores
internos são ligados diretamente: à razão, (pensamento, memória, imaginação e raciocínio); ao psíquismo, (emoção, vontade, paixão); e ao intuitivo, relacionado às nossas crenças, cultura e saberes. Despertas e motivadas estas áreas, a pessoa passará compreender e valorizar o mundo das letras.
Um caminho seguro, atraente, atual e rápido para atingir essa meta é este,
escolhido pela brilhante educadora, professora Aldry. Seu livro, repleto de
técnicas e orientações para a correta forma de contar histórias é, também,
uma fonte de encantos e luzes, pois na prática, vai conduzindo o leitor ao
gosto por essa gratificante tarefa. Na simplicidade de uma pessoa dedicada
com esmero ao ensino, a autora se entrega, de corpo e alma, para a
importante e indispensável missão de orientar outros colegas para que se
dediquem, como ela, a expressar as idéias próprias ou de outros autores, nas
páginas dos livros infantis e suas histórias.
Despertar a curiosidade pela imaginação, talvez seja o grande trunfo que
qualquer professor possa ter para conseguir atingir seus sagrados
propósitos. Essa é a essência do presente livro, proposto pela professora
Aldry, contendo as técnicas para contar histórias. Toda pessoa que folhar
suas páginas, com esse específico interesse, certamente encontrará o
subsídio que procura e necessita em sua caminhada como mestre. Mas não só
isso! Encontrará motivação para ser um exímio e brilhante contador de histórias.
Amani Spachinsnki de Oliveira
Escritor
Escritor
SUMÁRIO
Pensamentos................................................................................................................................. 04
Apresentação.................................................................................................................................
09
Introdução......................................................................................................................................
08
I. Experiência..................................................................................................................................14
1.1. Fantasia versus
Realidade.......................................................................................................27
II.Característica da idade/ interesse
comuns...................................................................................16
III.Finalidades.................................................................................................................................31
IV. Características essenciais de uma “Boa história e
narração”...................................................34
V.
Utilização..................................................................................................................................
38
VI. Métodos e Técnicas para Contar
Histórias...............................................................................44
VII . As Inteligências
Múltiplas.....................................................................................................79
7.1. As inteligências múltiplas e seus
estímulos.............................................................................82
7.2. Quando usar os
jogos...............................................................................................................89
7.3. Como usar os
jogos..................................................................................................................90
7.4. Jogos para estimulação das inteligências.................................................................................91
VIII.Conclusão.............................................................................................................................128
IX. Bibliografia ..........................................................................................................................
130
AFIRMAÇÕES DE PENSADORES
(Pensamentos relacionados à educação e que fizeram a diferença no tempo e na
história).
“Educar
é a arte de formar homens”
(Rousseau)
“Educação
é o desenvolvimento integral do homem. É o domínio de todas as coisas”.
(Comenius)
“Educar
significa o desenvolvimento natural, progressivo e sistemático de todas as
forças.” (Pestalozzi)
“Educar
é desenvolver proporcional e regularmente todas as disposições do ser humano”.
(Kant)
“Aqueles
que se ocupam da educação, são responsáveis pelo desenvolvimento de todas as
atitudes intelectuais, afetivas e corporais da criança. A separação da educação
e das disciplinas, as quais dirigem-se a um só órgão, ao cérebro ou a
musculatura, divide a personalidade da criança e lhe infligem um dano enorme,
pois o indivíduo é um todo indivisível”.
(Schede)
“Há
quatro coisas que não voltam mais depois de lançadas:
a pedra depois de solta pela mão; a palavra, depois de proferida;
a ocasião, depois de perdida; e o tempo, depois de passado”.
“Ah!
Dois corações que se amam são como dois corações magnéticos, o que se move em
um faz mover o outro, pois é um só impulso que age em ambos. A vista de dois
namorados é um espetáculo digno dos deuses”.
(Goethe)
“A
grandeza de um País não depende da extensão do seu território, mas do caráter
de seu povo.” (Colbert)
“Quando
te encontrares numa situação angustiosa em que tudo parece conjurar-se contra
ti, de modo a não mais poder agüentar-te, não te rendas, porque é o momento em
que começa o refluxo da maré para o triunfo”.
“Se
você se julgar derrotado, derrotado estará; se achar que não tem coragem, nada
fará; se quiser vencer, mas pensar que não pode, é quase certo de que não
poderá; se achar que vai perder, está perdido. Pois, por este mundo afora,
descobrimos que o sucesso depende da vontade do indivíduo; tudo depende do
estado de espírito. As batalhas na vida nem sempre são vencidas pelo homem mais
forte ou mais ligeiro. Porém, mais cedo ou mais tarde, quem vence é o homem que
acha que pode vencer”.
( Norman Vicent Peole)
“Só
a consciência atenta – que nada tem a ver com a atividade mental, que é livre
de todas as referências do passado, livre dos hábitos corpóreos e psicológicos,
livre do dever de escolher, livre da receptividade - e pode abrir as portas da
compreensão espontânea” (Jean Klein).
“Respeite
os que procuram esvaziar-se de toda mentira, que se esvaziam do eu e só
conservam em si o ser puro é luminoso”.
(Rumi)
“Se
tendes o dom de ler as sementes do tempo, e dizer quais hão de germinar e quais
não, falai”.
(Shakespeare)
“Correr
não adianta, é preciso partir a tempo.”
(La
fontaine)
“Seja
a mudança que você quer ver no mundo”.
(Nahatma
Gandhi)
“Pensa
que só dispões de um tempo limitado e que se não o aproveitas para buscar a
tranqüilidade de tua alma, desaparecerá
junto contigo”.
(Marco
Aurélio)
“Os
instantes que perdemos nem a eternidade pode devolvê-los”.
(Sherbrooke)
“Como
tiveres semeado, assim hás de colher”.
(Cícero)
“Apressemo-nos,
o tempo foge e nos arrasta consigo.
O
momento em que falo já vai longe de mim”.
(Bokeau)
“Vive,
sem esperar pelo dia que vem, colhe hoje, desde já colhe as rosas da vida”.
(Ronsard)
“Os
fatos e os tempos ligam-se por fios invisíveis”.
(Machado
de Assis)
“O
nosso futuro não depende só de nossa ciência e inteligência; mas principalmente
de nossa ética e força de vontade”.
(Agustín
Álvares)
“O
futuro é um lugar cômodo para colocar sonhos”.
(Anatole
France)
“Quando
você precisa tomar uma decisão e não toma, está tomando a decisão de não fazer
nada”.
(William
James)
“O
que não se apaga é o futuro”.
(
Machado de Assis)
“Toda
natureza é uma harmonia divina, sinfonia maravilhosa que convida todas as
criaturas a acompanharem sua evolução é progresso”.
(C.
Torres Pastorino)
“Total
uso da palavra a todos me parece um bom lema de bonito som democrático.Não
para que todos sejam artistas, mas para que ninguém seja escravo.”
(Gianni
Rodari)
“Transmitir
conhecimento é uma honra é um dever”.
(Phillipe
Perrenoud)
“Não
corrigir nossas faltas é o mesmo que cometer novos erros.”
(Confúcio)
“Temos
que a cada momento estar vencendo desafios, pois somos mais que vencedores.”
“A
alfabetização inserida na metodologia na resolução de problemas ou seja
desafio, deve ser encarado com reflexão”.
“Professor,
comporte-se como o técnico de futebol: estimule, critique, mas não jogue – o
jogo é das crianças”.
(Lauro
de Oliveira)
“As
aventuras não têm tempo, não têm princípio nem fim;e meus livros são aventuras,
para mim são minhas maiores aventuras.Escrevendo descubro sempre um novo pedaço
do infinito.” (Guimarães Rosa)
“Feliz
não é aquele que nunca leva um tombo; feliz é aquele que levanta, sacode a
poeira e dá a volta por cima”.
(Henry
I. Sabel).
“Ninguém
sabe que coisa quer, ninguém conhece que alma tem, nem o que é mal nem o que é
bem, tudo é incerto e derradeiro, tudo é disperso, nada é inteiro”.
(Fernando
Pessoa)
“O
prof° deve aceitar e confiar em seu aluno, evitando qualquer tipo de ameaça...
deve respeitar a idéia de seus alunos e seus pensamentos”.
(Carls
Rogers)
“Através
de seu trabalho específico, a escola deve levar o aluno a compreender a
realidade de que faz parte, situar-se nela, interpreta-la e contribuir para a
sua transformação”.
(Paulo
Freire)
“Ninguém
ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós
ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre”.
(Paulo
Freire)
“Eu
diria a nós, como educadores: ai daqueles, entre nós, que aparecem com sua
capacidade de sonhar, de inventar, a sua coragem de denunciar e de
anunciar...”.
(Paulo
Freire).
“O
mais importante é que o Profº saiba ver progresso onde antes só via erros”.
(Emilia
Ferreiro)
“Aprender
é descobrir daquilo que você já sabe. Fazer é demonstrar que você o
sabe. Ensinar é lembrar aos outros que eles sabem tanto quanto você.
Vocês são todos aprendizes, fazedores, professores. Educar
não é dar aos outras riquezas. É despertar alguém para alguma coisa”.
(Jean
Rinaud)
“Não
há papel de educador como modelo e sim cada um construir o seu papel após
algumas reflexões.”
“A
educação é uma atividade que supõe... uma desigualdade no ponto de partida e
uma igualdade no ponto de chegada”.
(Dermeval
Saviani)
“Ter
consciência de nossa história de educador é assumi-la na prática, significa
também construir histórias de vida para aqueles que nos foram confiados”.
“Não
há nada como o sonho para criar o futuro”.
(Victor
Hugo)
“A
verdadeira dificuldade não esta em aceitar idéias novas, mas em escapar das
idéias antigas” (John M. Keynes – 1883-1946)
“O
homem tende, por sua natureza, ao saber”.
(Aristóteles
séc. IV a.C.)
“A
principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas
novas, não simplesmente de repetir o que as outras gerações já fizeram. Homens
que sejam criadores, inventores, descobridores. A segunda meta da educação é
formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar
tudo o que a elas se propõe”.
(Jean
Piaget – 1896 – 1980)
“Só
sei que nada sei”.
(Sócrates
séc. Va.C)
“Conhece-te
a ti mesmo”.
(Sócrates
séc. Va.C)
“Se
educarmos as crianças, não será necessário punir os homens”.
(Pitágoras)
APRESENTAÇÃO
Longos anos de experiência e pesquisa em Técnicas de Contar Histórias ou
Psicodramas, planejei e elaborei algumas , adaptáveis a qualquer série e a qualquer formação
escolar.
Meu desejo é
poder oferecer aos professores e alunos um material capaz de promover a
aprendizagem e um ensino eficiente em
qualquer escola, sendo mais uma metodologia opcional, uma das estratégias de trabalho, para o
enriquecimento do professor criativo, crítico e reflexivo, pois, para cada psicodrama é necessário ter objetivos em sua aula, pois em nosso dia à
dia se resume em uma tríplice ação: planejamento, execução e avaliação.
Toda criança é
o corpo de conhecimento constituído a partir de um esforço que nos professores fazemos para compreender melhor o seu mundo e dar-lhe um sentido mais significativo.
Fala-se muito
em melhorar o ensino, transformar a escola, elevar o nível de aprendizagem dos
alunos. Mas não é aí que está o núcleo. O núcleo da
educação não é nem o professor, nem o aluno, nem os pais, e muitos menos os
administradores escolares. O núcleo da educação não é os papéis que
desempenhamos na escola ou na sociedade. Papéis são máscaras. A questão penetra
mais fundo. O núcleo da educação é a pessoa – a pessoa humana.
O ser
humano necessita nas escolas de: hospitalidade, carinho, compreensão, calor
humano, ter perspectiva de vida, e que seja tratada com equidade . (CND)
A educação deve
falar ao íntimo, ao coração da Pessoa. Senão será um discurso que até pode ser
eloqüente, mas vazio e sem sentido. Seria como o surdo de uma estória, contada
pelo grande filósofo judeu Martin Buber, que diz o seguinte:
“O rabino Moshé Haim, que era neto
de um respeitado e santo rabino, o Baal Shem Tov, contava o seguinte: Ouvi isto
de meu avô: uma vez um violinista se pôs a tocar com tal doçura, que todos os
que escutavam, começavam a dançar, e bastava alguém ouvir o som de seu violino
para juntar-se à roda dos dançarinos. Então, apareceu no caminho um surdo que
não conhecia nada de música, e vendo todos pulando e batendo as mãos, aquilo
lhe pareceu um gesto de doidos, sem gosto nem sentido”.(CND)
Só poderá apreciar o gosto e o sentido da educação quem for capaz de
ouvir, com sensibilidade e inteligência, a música que brota do interior das
pessoas – e que faz com que elas sejam o que são. Um educador que não tenha
essa sensibilidade jamais poderá tocar o coração dos seus alunos – e só educa
quem é capaz de tocar o coração.
Contar história é uma arte e foi pensando nisso que me propus a repartir
com vocês o que tenho aprendido em minhas experiências em sala de aula e
pesquisas pela experiência de vida. Procurei apontar os mais importantes na
atualidade, ao qual desenvolvi em minhas experiências, aquelas técnicas que
possibilitem a reflexão à discussão, a tomada de posições por parte dos
objetivos de cada educador em cada técnica de contar história, pois o
importante e a intenção “do objetivo” ao qual quer atingir com a “Literatura
Infantil”, a “Literatura Brasileira”, na “gramática” que é vasta, encantadora
e, sabendo trabalhar, torna-se deslumbrante e inesquecível para as crianças,
jovens e adultos.
É por esse motivo que quanto mais
sabemos mais precisamos aprender,como diz a máxima de Sócrates “Só sei que nada sei”,
isto é, sábio é aquele que reconhece a própria ignorância.
Este é o ponto de partida para se buscar a sabedoria.
Porque o conhecimento, não para e certos conhecimentos, tornaram-se
coisas já ultrapassadas. A questão agora é
aprender a aprender (como diz Vygostky). “E para aprender a aprender basta conhecer e, principalmente, pôr em prática algumas
regras, é indispensável que saibamos nos querer bem, que aprendamos a nos fazer
respeitar e que possamos usar a cabeça, aprendendo a pensar e ser criativo”.[1]
Sendo que estas técnicas não precisam necessariamente ser aplicadas
somente nas “Literaturas” e sim, em seu amplo aspecto: na construção da
cidadania para compreensão da realidade social e dos direitos e
responsabilidades em relação à vida pessoal, coletiva e ambiental.Nessa
perspectiva, entra a aprendizagem dos Temas Transversais nas questões da
Ética, da Pluralidade Cultural, do Meio Ambiente, da Saúde e da Orientação
Sexual(Tenho vários artigos sobre sexo, irei postar posteriormente).
E poderão interagir depois da aplicação das
técnicas, se divertindo com alguns estímulos das inteligências
múltiplas. Estes são jogos de minha longa jornada como educadora e
pesquisadora, cujo intuito, é dar continuidade no processo de desenvolvimento cognitivo e aos desafios de
viver dos alunos, e não como competição entre pessoas ou grupos que possa
implicar em desafio com vitória ou derrota. Esta é uma proposta para professores
que lutam por qualidade de ensino e de vida. Espero que tenham bom aproveito.
INTRODUÇÃO
Todas às vezes que um professor ou
uma professora exerce a sua função - em um lugar específico, a chamada “sala de
aula”, junto aos seus alunos e alunas – entende-se que está ocorrendo uma prática
pedagógica e, sendo assim há a necessidade
de subsídio, por isso apresento a vocês quarenta e dois (42) PSICODRAMAS (“ técnicas de
contar histórias”).
Pode ser o professor do jardim de infância, Pré-Escola,
Ensino Fundamental, Ensino Médio,
da Educação de Adultos, do Ensino Superior, da Educação Especial, da Educação
Profissional, ou de outro sistema, em qualquer parte, com qualquer intenção e
conteúdo.
O sentido e as condições desta prática pedagógica são tão importantes
quanto à aprendizagem dos alunos e das alunas e, quanto à felicidade que se
instala na “sala de aula”, na escola, durante os encontros e nas atividades programadas.
As Técnicas de Contar Histórias, como área de conhecimento que ajuda a
formar o profissional da educação, constitui-se numa oportunidade especial
para a reflexão sobre a prática pedagógica.
Esta reflexão envolve questionamentos
importantes para qualquer profissional da área de educação, que sempre deverá
perguntar-se:
-
Como devo atuar com as técnicas de contar histórias?
-
Que implicações e conseqüências
podem ter o modo como atuo?
-
Como posso escolher e justificar minhas estratégias
para ajudar meus alunos e alunas a aprender?
-
Como posso escolher e justificar os conteúdos e os
objetivos com os quais trabalho?
-
Como posso motivar meus alunos para a luta da
aprendizagem?...
As indagações podem ir mais além. E os PSICODRAMAS, podem ser entendidos
como uma possibilidade de atuar.
Atuar com arte, atuar com conhecimento, atuar com técnica,
atuar com crítica.
Em minha experiência, com crianças de 4 a 6
anos (educação infantil), com alunos de 5ª à 8ª, alunos do Curso Médio
(Magistério), (Antigo Colegial), nesta vasta experiência percebi o
instrumento precioso que são as técnicas de contar histórias, pois através
delas, as crianças podem inventar, desenhar, dramatizar, criar estratégias para
o seu próprio desenvolvimento de aprendizagem nas áreas: de língua portuguesa,
matemática, ciências naturais, história, geografia, arte, educação física e
língua estrangeira, idealizando todos os processos desejáveis e imagináveis,
criando o seu mundo, a sua realidade, o seu conhecimento.
Aristóteles desenvolveu seu conceito de educação, partindo da
idéias da imitação que objetiva levar o educando a adquirir hábitos. Para isso
é necessário que ele tenha disposição para se desenvolver e meios de fazer
acontecer.
“Na
escola, por exemplo, educar é dar aula. O professor imagina-se especialista em
dar aula. Todavia, pode apenas estar treinando os alunos, escamoteando os
desafios propriamente educativos e formativos”. (Paulo Freire)
Perde de vista que seu papel correto não é o de dar aulas, mas o de fazer
o aluno aprender. Onde o aluno é objeto, não há educação.
“Tomamos educação como processo de constituição histórica do sujeito,
através do qual se torna capaz de projeto próprio de vida e de sociedade, em
sentido individual e coletivo”.[2]
Este livro é, por sua vez, uma obra destinada,
principalmente a professores em exercício ou em formação, procurei organizar os
capítulos, dispondo-os em blocos temáticos.
No primeiro bloco, um relato de pesquisa e a importância da
literatura, com sua fantasia e realidade.
No segundo bloco, concentrei os interesses comuns, referentes à
sua faixa etária.
No terceiro bloco, a história, torna-se um recurso valioso para o
desenvolvimento integral da criança, e colocamos várias finalidades.
No quarto bloco, a história tem adquirido, no decorrer dos tempos
a melhor forma de transmissão do conhecimento e tem papel importante na
modelagem do caráter do ser humano. Dentre os papéis que ela desempenha
na educação, a história estimula o pensamento lógico, o poder criador,
o vocabulário, a noção de seqüência, linguagem oral e composição, desenvolvimento
de percepção, desenvolvimento de esquema corporal, coordenação
motora, desenvolvimento das noções espaciais e temporais, afetividade,
compreensão, inteligência, finalidade da literatura, auxiliando na
continuidade de maneira produtiva e desejável.Facilitando a integração de
conteúdos como: atitudes de cortesia, hospitalidade, atitudes de
cooperação, habilidades de disciplina, observação de
independência, observação, discussão, reconhecimento e identificação
de objeto e animais, reflexão na exploração de elementos para compor seu
mundo imaginário, saúde e higiene, o próprio corpo, curiosidade pelo
que cerca, conclusões sem precipitações, mudança de opinião pela certeza
dos fatos, resolução de problemas despertando a criatividade, adquirir
conhecimentos de sua importância ao contar histórias, desenvolver a
capacidade de pensar e desenvolver idéias, habilidades de compreensão de
ordens relativas ao trabalho escolar, enriquecer o vocabulário, socialização,
desenvolver a atenção, observação, reflexão e memória para ter
capacidade de fazer associações, interpretar e compor idéias para a sua realidade.
No quinto bloco, a utilização, as características e os seus
conteúdos respeitando a cultura local e ao mesmo tempo, aumentando suas
experiências, escolhendo um local adequado para utilizar as distintas técnicas.
No sexto bloco, está a explicação singela das 41 técnicas de
contar histórias e algumas variações.
No sétimo bloco, as inteligências múltiplas, seus prováveis
estímulos e alguns jogos (adaptados para as histórias) com o intuito da
estimulação das inteligências múltiplas.
No oitavo bloco, a conclusão e no Nono e último bloco
teremos as referências bibliográficas.
I – EXPERIÊNCIA
Caro
professor, para aproveitar o conhecimento, utilize seus objetivos específicos
para cada história, dando o seu valor e sua real importância para a criança,
juntamente com o seu trabalho pedagógico e doutrinário – dependerá
exclusivamente de seu lado crítico, reflexivo e imensamente criativo como
professor. Há uma explicação para o desinteresse do educando, conforme afirma
Romildo Sant’Ana:
“Observando a atual realidade, todos os educadores reclamam
muito, contra o crescente desinteresse dos educandos de todos os graus pela
leitura. Diferentes razões são apontadas para o fato: descuido familiar,
decadência do ensino, excesso de facilidade na vida escolar, apelos sociais com
muitas formas de diversão, etc... etc... A história tem sido, no decorrer dos
tempos, a melhor forma de transmissão do conhecimento e tem papel importante na
modelagem do caráter do ser humano. Dentre os papéis que ela desempenha na
educação, é importante ter presente seu papel problematizador, estimulador,
animador e provocador. O conto estimula o desenvolvimento do sonho e da
criatividade”.[3]
E deve cultivar a Literatura Infantil na escola e no
ensino, porque ela é um agente de conhecimento, propício aos valores na
sociedade, ao qual desencadeia o horizonte cognitivo ao leitor – “escrita é auto-estranhamento. Sua superação, a leitura do
texto, é, pois, a mais alta tarefa de compreensão”.[4]
Você professor deve:
a)
Escolher as obras apropriadas ao leitor;
b)
Ao emprego de recursos metodológicos eficazes, que
estimulem à leitura, suscitando a compreensão das obras e a verbalização, pelos
alunos, no sentido apreendido.
A história a ser contada nunca deve
ser humilhante, o final sempre feliz e que existem certas qualidades que o bom
contador de histórias deve possuir: ser hábil, versátil, ter expressão viva,
ardente e sugestivo. Deve revelar interesse na narrativa, emocionar-se com o
próprio episódio por ele narrado.
A idade dos ouvintes deve ser levada
em consideração e adaptar as histórias de acordo com o ciclo de interesse da
criança. No jardim I, II, Pré-Escolar e 1ª séries primárias, devem conter
elementos do meio familiar, devendo ser movimentadas, ilustradas... E você
professor poderá fazer de seus contos de fadas – dos clássicos para uma plena
alfabetização.
A necessidade da construção social
das relações, do tecido social, do poder e do trabalho pode ser transformada
por homens e mulheres que acreditem em um mundo melhor, mais justo e acolhedor
para todos. A educação é uma das ferramentas essenciais nesse processo.
Professores e alunos engajados na construção do conhecimento podem contribuir
para experiências existenciais que modelem, transformem e alterem o curso da
história.
A escola é um espaço social legitimado para a
construção do conhecimento, mas também é o templo que se caracteriza pelo
ensinar e pelo aprender. O ensinar é um amplo movimento de vida entre educador
e o educando. Na perspectiva de Morais (1986) “A convivência que caracteriza o ensinar precisa vir dosada
de comunicação humana, e ao mesmo tempo do mais completo respeito pela
privacidade dos elementos nele envolvidos (...) ensinar é um processo que
ocorre no leito do momento histórico com todas as suas condicionantes”.
Vivemos numa sociedade comunicacional, informatizada e
globalizada, com abismos sociais e distribuição de renda injusta. Entretanto é
nesse mundo, nesse espaço temporal que a escola é chamada a contribuir para a
transformação desse mundo, formando um cidadão crítico e consciente.
O professor Joseph Fisher, de Chicago, afirma que os
mais recentes e importantes projetos de transformação de ensino no mundo têm
muitas características comuns, entre elas destacam-se:
1ª. Que o ensino seja mais relevante à vida e
interessante aos alunos;
2ª. Que os pilares da educação possam ser definidos
como, “aprender a aprender, a fazer, a viver juntos e a ser”;
3ª. Que a escola tenha maior autonomia,seja mais
participativa e democrática e que alunos e professores possam produzir
conhecimentos e não apenas consumi-los.
Temos que pesquisar, ler literatura especializada
feita para elas, conhecer seus heróis sejam eles pertencentes aos desenhos
animados ou histórias em quadrinhos, assistir a filmes, conhecer suas
brincadeiras e preferências.
É só desta forma que saberemos escolher, dentro de um
repertório conhecido, qual história se adapta aquele comportamento que
desejamos ou precisamos abordar.
Necessitamos de futuros professores com a
possibilidade de indagar, pesquisar, criar, recriar, de maneira que a
literatura venha a ter uma função atual, verdadeiramente recreativa e estética
sendo social e renovadora entre as atividades das crianças.
1.1. COMO CONTAR HISTÓRIAS?
Neste conjunto das preposições aqui expressas,
responde a necessidade de referenciais aos quais o sistema educacional exige
que a escola se organize, a fim de garantir e respeitar as diversidades
culturais, regionais, étnicas, religiosas e políticas. Catalisando ações na
busca de uma melhoria da qualidade de educação brasileira, não que essas
técnicas resolvam todos os problemas que afetam a qualidade do ensino e da
aprendizagem no País. Pois, na busca da qualidade estas técnicas auxiliam e
“você” professor sendo criativo e qualificado desenvolverá vários projetos
políticos-pedagógicos dentro de sua sala de aula, adote essas técnicas de
contar histórias como um processo reflexivo e crítico sobre a prática educativa
– você professor, investir no seu desenvolvimento profissional e também investir
sem suas reais condições de trabalho, através de um processo dinâmico.
Caro professor, você aplicando o desenvolvimento das
técnicas de contar histórias, você irá desenvolver capacidades como as de
relação interpessoal, as cognitivas, as afetivas, as motoras, as éticas, as
estéticas de inserção social, torna-se possível mediante os processos que você
irá construir e reconstruir com os alunos, através dos conhecimentos prévios de
sua turma. Os conhecimentos que se
transmitem e se recriam na escola através das técnicas de contar histórias
ganham sentido quando são produtos de uma construção dinâmica que se
opera na interação constante entre o saber escolar e os demais saberes, entre
o que o aluno aprende na escola e o que ele traz para a escola, num processo
contínuo e permanente de aquisição, no qual interferem fatores políticos,
sociais, culturais e psicológicos e você professor com todas as riquezas
dessas técnicas que possibilitam adaptações de aplicações onde você colocando
em prática, estará ampliando a sua criatividade e aumentando seu conhecimento,
suas experiências, suas informações, que por sinal têm sido avassaladoras e
crescentes.
Mas queridos professores em relação à formação escolar
devem possibilitar aos seus alunos condições para desenvolver competência e
consciência profissional, mas não se restringir ao ensino de habilidades
imediatamente demandadas pelo mercado de trabalho, é imprescindível que você
discuta e construa seu projeto educativo e você tem aqui várias opções para o
seu projeto educativo, sendo base de diálogo e reflexão para toda a equipe
escolar.
Uma escola eficaz, segundo Mello (1993), apresenta um
clima e uma atmosfera de satisfação, há presença de liderança, apoio e
participação dos pais elevada expectativa em relação ao rendimento dos alunos.
A sala de aula deve utilizar recursos da multimídia, sem perder de vista a
dimensão afetiva (bom humor e alegria) e comportamentos éticos (solidariedade,
liberdade e convivência).
A ação do professor deve superar a rotina e
desenvolver uma prática reflexiva, utilizando as estratégias do diálogo e
problematizarão, estando o professor aberto para o novo e considerando o aluno
como pessoa, com desejos e sentimentos.
Pesquisas recentes têm desvelado as representações
sociais que os docentes carregam sobre os alunos desejáveis e indesejáveis.O
aluno desejável é obediente, disciplinado; entende a comunicação do professor,
é interessado, é assíduo, amoroso, sociável e fluente verbalmente;
enquanto que o aluno indesejável é sujo, calado, desinteressado,
indisciplinado, violento, insubmisso, que possui pouca inteligência (muitas
vezes é grosso, estúpido, sem educação, e quer aparentar saber muita coisa, mas
na verdade e carregado nas costas por amigos, professores ou qualquer outra
pessoa com muito maior conhecimento faça). – nestes casos e realmente
conflitante um relacionamento desta espécie, e nos professores temos que manter
muita calma, segurança, equilíbrio, determinação e muito cuidado com as
palavras, pois temos o “Estatuto da Criança e o Adolescente” que nos deixa de
“mãos atadas” quanto a certas situações que nos professores nos encontramos, e
somos obrigados a ser humilhados, ridicularizados, agredidos, ofendidos... Meu
Deus! Estudamos tanto, temos tanto para
incorporar na construção do conhecimento da aprendizagem de seres como “esses”,
mas tenho convicção que o resultado que se espera é a possibilidade que os
alunos terão uma experiência escolar coerente e bem-sucedida.
Aprender e ensinar construir e interagir, hoje se sabe
que é necessário ressignificar a unidade entre aprendizagem e ensino, uma vez
que, em última instância, sem aprendizagem o ensino não se realiza, é a busca
de um marco explicativo que permita essa ressignificação, além da criação de
novos instrumentos de manuseios como as técnicas de contar história,
fazendo análise das mesmas (uma forma sugestiva da arte), planejando e
conduzindo-as à ação educativa na sala de aula, dentro da perspectiva
construtivista e socioconstrutivista.
Pois, meu companheiro (a) de luta a atividade
“construtivista- sociocontrutivista”, física ou mental, permite interpretar a
realidade e construir significados, ao mesmo tempo que permite “construir”
novas possibilidades de ação e de conhecimento.
Professor na superação do erro, como nada mais é do que
algo inerente ao processo de aprendizagem e ajusta na intervenção pedagógica
para auxiliar o aluno supera-lo, através do processo de incorporação de novas
idéias e de transformação das
anteriores, utilize uma dessas técnicas e seja criativo, de maneira a dar conta
das contradições, levando a níveis superiores de conhecimento.
E cada professor, quanto ao objetivo de atingir uma
aprendizagem para seus alunos, deve
esquematizar 5 (cinco) estratégias com o mesmo objetivo- para que assim possa
atingir sua sala como um todo. Pois sua sala sendo homogenia, seria um método
eficaz para atingir seu objetivo proposto. Pois se esta percebendo que os
alunos não conseguem concluir a 1ª
estratégia proposta, dê a 2ª estratégia, se mesmo assim, ela sentir dificuldade
dê a 3ª estratégia e assim por diante, sempre a incentivando a esforçar-se a
pensar, refletir, analisar, isto tudo de uma forma amável, hospitaleira,
humana, calorosa e com aquela sublime paciência que só uma poderosa SUPERMÃE
tem... amor de Mãe é sublime é este amor devo todo a minha mãezona Sirlei
Adelaide Suzuki. Te amo mãe!
E estas estratégias, com certeza serão o resultado do seu trabalho complexo e
intrínseco no processo de modificações, reorganizações e construções,
utilizando incansavelmente para os
alunos “assimilarem” e “interpretarem” os conteúdos que quiser ministrar para a
sua melhor aprendizagem, mas lembre-se meu amigo professor, nada pode
substituir a atuação do próprio aluno, na tarefa de construir significados
sobre os conteúdos da aprendizagem (quer ensinar o encontro de vogais, deixe os
alunos produzirem seus encontros, encenarem uma ação que represente este
encontro). E ele (o aluno) quem modifica, enriquece e, portanto, constrói novos
e mais potentes instrumentos de ação e interpretação – sendo que esta situação
nunca e absoluta – a aprendizagem significativa implica sempre alguma ousadia.
O aluno com as técnicas e você professor com o conteúdo que quer alcançar,
necessariamente, precisa elaborar hipóteses e experimenta-las, se a aprendizagem
for uma experiência de sucesso, o aluno constrói uma representação de si mesmo,
como alguém capaz. Bem, do contrário, se for uma experiência de fracasso, o ato
de aprender tenderá a ser modificado, com novas técnicas e novas metodologias,
pelas possibilidades do aluno, que englobam tanto os níveis de organização do
pensamento como os conhecimentos e experiências prévias dele mesmo.
Professor, este trabalho é árduo, mas gratificante...
o nível de desenvolvimento potencial é determinado pelo que o aluno pode fazer
ou aprender mediante a interação com outras pessoas, conforme as observa,
imitando muitas vezes, trocando idéias com elas, ouvindo suas explicações,
sendo desafiado por elas ou contrapondo-se a elas, sejam essas pessoas o
professor ou seus colegas. Existe uma zona de desenvolvimento próximo, dado
pela diferença existente.
Você amigo professor, deve ter propostas claras,
sobre o que, quando e como ensinar e avaliar, a fim de dispor o
planejamento das técnicas adequadas para
serem utilizadas ou mescladas entre elas. Dirigindo assim o ensino para a
aprendizagem de maneira coerente com seus objetivos, com sua programação, sua
intervenção de maneira a propor situações de aprendizagem ajustadas às
capacidades cognitivas dos alunos. Enfim, não é a aprendizagem que deve se
ajustar ao ensino, mas sim o ensino que deve potencializar a aprendizagem.
A democratização do ensino implica na qualidade de
ensino. Isto significa uma apropriação
ativa de conteúdos escolares. A escola deverá garantir que seus alunos
realmente aprendam.
Sabe professores, os fatores de permanência,
terminalidade e qualidade estão intimamente relacionadas à avaliação da
aprendizagem. Uma avaliação escolar conduzida de forma inadequada pode gerar
repetência e evasão. Uma avaliação adequada é fundamental para garantir a
qualidade da aprendizagem do aluno. Entendemos AVALIAÇÃO como JUÍZO de QUALIDADE sobre DADOS relevantes, tendo em vista uma tomada de
decisão. Analisando essa definição, vamos verificar o quanto a prática da
avaliação escolar é realizada de forma antidemocrática.
v
O juízo de qualidade: os professores não definem
com clareza qual o padrão de qualidade
que esperam da conduta do aluno.
v
Dados relevantes da realidade: muitas vezes, os
professores tomam dados, irrelevantes como se fossem relevantes e aprovam ou
reprovam os alunos por aquilo que não é essencial a aprendizagem escolar.
v
Tomada de decisão: no cotidiano escolar, a única
decisão que se tem tomado sobre o aluno tem sido classificá-lo. Exemplo: um
cliente: com febre e dores torácicas, vai ao
médico. Este o examina e constata: esta com pneumonia. Faz anotações e se
despede do “cliente”. O médico o classificou. O professor também age assim.
Aplica um teste, corrige-o e atribui-lhe uma menção, classificando. O professor
não encaminha para o crescimento.
v
Concluindo, a prática da avaliação é
antidemocrática. E ainda, a escola possui uma
prática de avaliação que necessita transformar a qualidade em quantidade
– transforma expressões verbais de avaliação em expressões numéricas. A escola
trabalha com média de notas e não com o mínimo necessário de conhecimentos.
Caros professores, isto quer dizer
que é preciso compreender o estágio de aprendizagem em que se encontra o aluno,
para se tomar decisões no sentido do seu crescimento. A avaliação não será,
então, para a aprovação ou reprovação dos alunos, mas para um diagnóstico que
auxilie a definição de encaminhamentos visando à aprendizagem.
O professor, que defende a avaliação
diagnóstica busca a formação de pedagogia – a pedagogia/histórica/crítica.
Além disso, você professor deverá
garantir um certo rigor nas técnicas.Significa que não é qualquer instrumento
que é adequado, mas que cada instrumento deverá:
v
Medir resultados de aprendizagem claramente
definidos e em harmonia com os objetivos instrucionais;
v
Conter os tipos de itens que são mais adequados
para medir os resultados de aprendizagem do aluno;
v
Ser utilizado para melhorar a aprendizagem do
estudante;
v
Portanto professor, exige-se um planejamento
técnico dos instrumentos(nas técnicas e seus reais objetivos propostos) assim
como uma elaboração clara e objetiva das questões.
E para enriquecer para o aluno, que a avaliação fosse
participativa com possibilidade de entender o processo de aprendizagem que se
encontra o aluno, estaríamos superando o autoritarismo e construindo uma
avaliação mais democrática.
E ela deve estar articulada com o projeto pedagógico
da escola. O projeto educativo que defendemos visa o desenvolvimento dos
educando, a partir de uma assimilação ativa ao ligado cultural do
aproveitamento escolar. Os professores realizam três procedimentos:
v
A medida do aproveitamento escolar;
v
A transformação da medida em nota ou conceito;
v
A utilização dos resultados;
A utilização dos resultados: você professor poderá:
v
Simplesmente
registra-los nos diários;
v
Oferecer ao aluno uma oportunidade de melhorar a
nota ou conceito, fazendo nova aferição;
v
Atentar para as dificuldades dos alunos para
trabalhar com elas e, de fato, possibilitar a aprendizagem.
Sendo
a terceira opção a mais rara na escola. Ela exige que o professor esteja
compromissado à aprendizagem é desenvolvimento do aluno. E ai que entra a
diversidade de opções das técnicas de contar histórias.
Pois,
alguns alunos, devido às diferenças individuais, culturais e sociais,
ultrapassarão o mínimo. Porém, outros pelo menos, chegarão ao mínimo. Ensinar o
mínimo não significa não ir além dele. Devemos ir além do mínimo, mas garantir
que dominem o mínimo.
Vou lhes contarem uma verdade que dói no peito, mas é
real: o sistema social não demonstra estar interessado na educação dos
alunos. Investe se pouco, tanto financeiramente quanto pedagogicamente , tantos
professores querendo ser mestres, doutores... só querem... não por falta de
potencialidade, são capazes, mas não encontram oportunidades financeiras para
ingressarem,pois não encontra-se apoio político/ educacional / governamental...
Sendo que a maioria dos professores, pais e alunos
interessam-se mais pela aprovação ou reprovação
do que pelo desenvolvimento dos alunos. Mudar este triste quadro implica
constatar que a verificação é uma configuração dos resultados parciais e finais
e a avaliação exige mais do que isso, um
diagnóstico para a tomada de decisões, visando o desenvolvimento do aluno,
tendo uma prática docente crítica, levando os objetivos políticos, os
princípios científicos e metodológicos
que traduzem a visão política . Se assumirmos o compromisso político de “estar interessado em que o aluno aprenda e
se desenvolva”, devemos fazer mediação a transformação e assimilação ativa dos conteúdos, definindo
um ensino e uma aprendizagem sistemática com base na assimilação receptiva de
conhecimentos e metodologias criativas, bem como seu exercício e aplicação, chegando à inventividade de novos conhecimentos, afim que possamos
construir os resultados satisfatórios com o auxílio do planejamento, execução e
avaliação, auxiliando, o desenvolvimento do aluno, ao mesmo tempo que
processamos nosso auto-crescimento.
É
necessário a tomada de consciência e a reflexão a respeito desta compreensão
equivocada de avaliação.
Educar é fazer qualidade de sujeito, é problematizar
o mundo em que vivemos para superar contradições. Pensar como aluno pensa não é
tarefa costumeira do meu amigo professor.
E sabemos que os
alunos não aprendem da mesma maneira e nem no mesmo ritmo, podem
aprender em uma determinada fase depende de seu nível de amadurecimento, de
seus conhecimentos anteriores, de seu tipo de inteligência, mais verbal mais
lógica ou mais espacial – no cotidiano da sala de aula, convivemos pelo menos
três tipos de que têm “aproveitamento insuficiente” os imaturos, que precisam
de mais tempo para aprender, os que “têm dificuldade específica” em uma área do
conhecimento, é os que, por razões diversas, não se aplicam, não estudam, embora
tenham condições.
Para adquirir o que perdeu, é preciso sair à sua
procura e o quanto antes melhor, inventar estratégias de busca, refletir sobre
as causas, sobre o momento ou circunstâncias em que se deu a perda, pedir
ajuda, usar uma lanterna para iluminar melhor. Se a busca se restringir a dar
voltas no mesmo lugar, provavelmente não será bem sucedida.
O conhecimento é o resultado de um complexo processo
de modificação, de reorganização e de construção realizado pelo aluno, a partir
de propostas e intervenções pedagógicas adequadas.
O compromisso do professor não é somente com o
ensino, mas principalmente com a aprendizagem. O trabalho só termina quando
todos os recursos forem usados para que todos os alunos aprendam.
E lembra-se que tudo na vida vai do hábito, da
prática, se não iniciarmos nunca saberemos se seremos capazes.
É preciso resgatar a necessidade social do professor,
mas não em uma perspectiva saudosista.
Atualmente caros professores, vivem um paradoxo:
nunca se precisou tanto do professor, para ensinar, auxiliar no apoio
psicológico aos alunos e para desenvolver ações relativas a uma série de
questões, como sexualidade, prevenção às drogas, consciência ecológica,
educação para o trânsito e muito mais e nunca se deu tão pouco a ele – tanto do
ponto de vista da formação, quanto esta contradição de trabalho. É preciso
explorar esta contradição. A partir dela, o professor terá elementos para sua
afirmação diante da sociedade, à medida
mais do que nunca ele é necessário.
Necessitamos urgentemente de uma mudança de
paradigma, pois do ponto de vista da classe dominante, é contra-senso oferecer
um ensino popular de qualidade, pois, este ajuda as pessoas a compreenderem
melhor a realidade em que vivem, a desenvolver as relações, a se valorizarem, a
exigirem seus direitos. Isto significa que a escola para o “povo” só tem
sentido numa forma de organizar a sociedade. Não é possível fazer uma escola
para todos dentro de uma sociedade para alguns, ou seja, a democratização da
escola precisa ser acompanhada de um novo projeto social, que supere aos filhos
da burguesia ou comprometer-se com a educação democrática, no bojo de um novo
projeto de sociedade...
Meus amigos, a falta de perspectiva para as crianças
e jovens em relação à sociedade com um todo e, em particular à escola, é um dos
sérios problemas do ensino hoje, Com o desmonte do mito de ascensão social
motivação extrínseca que mobiliza alunos e pais, o educador não tem conseguido
articular um novo sentido para a escola, até porque eles próprios estão sem
perspectivas. Entendemos que o que vai dar a direção da superação para o
professor é também o que vai dar sentido, horizonte para o aluno – e a
esperança de poder construir uma realidade diferente e de que a escola possa
contribuir para a concretização desta sociedade mais humana. O mesmo movimento
que recupera o sentido do trabalho do professor é o que dá sentido ao estudo do
aluno. Estamos ao mesmo barco, daí a importância de ver no aluno – e na
comunidade – um aliado, e não um inimigo, como tem acontecido. Os alunos, desde
cedo, precisam ser ajudados a encontrar um sentido para o estudo; a nosso ver,
este sentido se encontra na tríplice articulação entre compreender o mundo em
que vivemos – viver num mundo que faça sentido, usufruir o patrimônio acumulado
pela humanidade – poder participar das conquistas histórico-culturais e
transformar este mundo, qual seja, colocar este conhecimento a serviço da
construção de uma realidade melhor, mais justa e solidária. É claro que esta
tarefa não é nada fácil no atual contexto social.
Este empenho do educador tema ver com o enfrentamento
da alienação: trata-se de uma luta de perspectivas, de sentidos para
conhecimento e para a vida.
Sendo a escola um espaço de humanização onde se pode
exercer o direito universal de acesso à cultura. Mas... Para que isto ocorra, não
basta o sujeito ter contato com a informação, é preciso ser ajudado no
conhecimento da realidade social contraditória em que vive, buscando
alternativas de superação. Esta função crítica se dá fundamentalmente na
relação com o outro: neste sentido, não existe conhecimento crítico “em si”, o
que vai criticamente ou não são as relações que o sujeito vai estabelecer, a
partir da provocação ao outro (e do meio). Daí o papel de mediação do professor
entre o educando, o objeto de conhecimento e a realidade. Nesta busca de
resgate da dignidade de seu trabalho é fundamental que o professor tenha
convicção de que sua proposta é significativa para os alunos, ou seja, deve
acreditar de maneira profunda naquilo que está propondo, querer de fato ensinar
e mais do que isto, querer realmente que o aluno
aprenda.Pois, caro professor, somos
averbados de várias informações, mas elas só tornam-se conhecimento se as
colocarmos em prática. Como diz: é como uma receita de bolo, esta e a informação
somente serão conhecimento, quando você o fizer e conseguir
come-lo, se não terá que usar outra estratégia para executar o bolo. Enquanto o
bolo não ficar bom você não adquiriu o conhecimento para faze-lo.
É lamentável, mas temos
relatos de professores que passam a dar aulas de acordo com o que ganham. O
professor não pode se igualar ao salário que recebe, precisa ter clareza que
aquilo que está recebendo faz parte de uma perversa lógica social, porém, o que
tem a propor dificilmente o aluno encontrará em outro lugar.
Ao assumir a postura de
compromisso e realizar as técnicas de contar histórias, sendo uma tarefa
de construir uma nova prática pedagógica e social, temos convicção de que o
professor estará resgatando seu papel histórico, sua própria cidadania,
estando, portanto, em condições de favorecer formação da autêntica cidadania
das novas gerações que lhe são confiadas.
“A nossa meta como Educadores não poderá ser outro senão a
de lutar para a construção de uma nova escola, uma escola de cara nova. Uma
escola que sendo séria, não seja chata; sendo rigorosa, não seja enfadonha; que
seja o lugar da autoridade, mas não do autoritarismo; que viva a liberdade, sem
ser licenciosa; que seja exigente, mas que provoque alegria”.[5] Mãos
à obra!
Os estímulos são o alimento das inteligências.Jamais
compare o progresso de uma criança com o de outra. Nunca confunda velocidade na
aprendizagem com inteligência. Andar mais cedo, resolver um problema mais
depressa, falar com maior fluência, sensibilizar-se pelo som de uma música
precocemente não é sinal de inteligência maior, reflete apenas heranças
genéticas diferentes. A história genética de cada um pode fazer com que o
efeito dos estímulos sobre a “abertura da janela” seja maior ou menor, produza
efeitos mais imediatos ou mais lentos.Existe uma janela para cada
inteligência.E os estímulos para abri-la, não atua diretamente sobre a janela,
mas, se aplicado adequadamente, desenvolve habilidades e estas sim, conduzem
aprendizagem significativa.
Com os estímulos das inteligências, as técnicas de
contar histórias, ambas as formas
saberemos escolher dentro de um repertório conhecido, qual história se
adapta aquele comportamento que desejamos ou precisamos abordar.
O treino, a pesquisa e o teste de uma história
à outra, vocês vão adquirindo habilidade e estarão aptos a fazerem adaptações
as técnicas desejadas ou mesmo criar novas estratégias, pois, dispomos de
diversas fontes: histórias de fadas, fábulas, lendas folclóricas, passagens
bíblicas, fatos históricos, fatos cotidianos, narrativas de aventuras, etc.
A história é sem dúvida uma das atividades
mais ricas e que mais agrada as crianças de qualquer idade, principalmente as
que estão entre os 3 (três) e 10 (dez) anos. Embora o gosto por diferentes
temas varie conforme a idade e o nível social das crianças. Alguns como, por
exemplo, as histórias de animais, são de interesse universal e devem ser dados
no início do ano letivo, até que o professor se familiarize com a preferência
das crianças. No entanto é preciso insistir que ao escolher uma história, é
importante que se leve em consideração à idade e o estágio de desenvolvimento
em que se encontra o grupo a que se destina.
Muitas das velhas histórias de fadas e contos
folclóricos que encantavam as crianças de gerações passadas são apreciadas até
hoje, há, no entanto, uma tendência salutar no sentido de se retirarem os
aspectos de “horror”, “tristeza”, dessas histórias. Ex. o lobo de “chapeuzinho
vermelho” escondeu a vovó dentro do armário em vez de devora-la. Qualquer idéia
que leva a criança de jardim à sensibilidade exagerada (medos, temores,
angústias) deve ser omitida da história.
1.2. FANTASIA VERSUS REALIDADE (idade Pré-escolar)
Algumas
crianças trazem a escola edições populares de contos infantis para serem lidos
em aula, e se o professor modifica alguma parte deles é corrigida pelas mesmas.
Neste caso é importante que a criança seja convencida que muitas histórias são
de”faz de conta” – que dragões não existem na realidade, que os lobos vivem
longe das cidades.
Outro tema
comum das velhas histórias é a crueldade das madrastas, irmãos ou irmãs mais
velhas. Essas histórias são impróprias à medida que a Pré-escola procura
desenvolver na criança atitudes de apreciação à vida familiar.
É importante a questão da realidade versus fantasia, alguns autores
pregam que as crianças devem ouvir apenas histórias da vida real, cujos
personagens só podem fazer coisas que acontecem de verdade. Mas como o adulto
que escolhe um romance ou livro de aventuras para descanso mental, as crianças
também necessitam experimentar histórias fictícias. Recomenda portanto, a importância de se estabelecer um
equilíbrio entre temas reais e imaginários, que auxiliam as crianças a
distinguirem a verdade da ficção e da fantasia.
II - CARACTERÍSTICAS DA IDADE/
INTERESSE COMUNS
Embora crianças de diferentes faixas etárias ou níveis sociais não se
interessem pelos mesmos temas ou histórias, observa-se que algumas
características de idade conduzem a interesse e/ ou necessidades comuns.
Características
da idade –Pré-Escolar
|
Interesse/necessidades
– escutar e conhecer
|
Até 3 anos, fase Pré-mágica
|
Palavras
simples, rimas, palavras disparatada, escutar breves relatos e sua repetição.
História de bichinhos, brinquedos, objetos de seres da natureza(humanizados)
falam usam roupas, têm hábitos humanos. História de Crianças
|
3e 4 anos
Desenvolvimento de uma atividade contínua: breve momentos de atenção,
comportamentos egocêntricos, curiosidade por conhecer o mundo; construção de
conceitos através de atividades concretas; animismo.
|
Participar
de relatos e poesias, nomear personagens e objetos, repetir frases ou breves
relatos; ouvir relatos nos quais se identificam nos personagens e na ação.
História simples de crianças como elas mesmas, suas casas, acontecimentos da
vida diária (aniversários, profissões, tarefas caseiras) contos e poesias com
personagens animados.
|
4e 5 anos
Busca de afeto e segurança em relação ao adulto.
|
Relacionamento
estreito com a mãe ou a professora durante a audição do relato; justiça nos
contos e finais felizes; histórias que envolvem ações.
|
5 e 6 anos
Firmação
da personalidade; independência em relação ao adulto; aumento do período de
atenção; aquisição de habilidade.
|
Enredos
mais complicados; prazer nos episódios engraçados; histórias que contenham
informações(sobre a natureza, os animais), histórias de crianças de outros
lugares com hábitos ou profissões diferentes, histórias de repetição e
acumulativas, histórias de fadas.
|
Escolares 7 anos
|
Histórias
de crianças, animais e encantamento aventuras no ambiente próximo, família,
comunidade, história de fadas, fábulas.
|
8 anos
|
Histórias
de fadas, história vinculadas à realidade, que utilizam a fantasia de forma
mais elaborada.
|
9 anos
|
Histórias
de fadas com enredo mais elaborado, história humorísticas, aventuras (selva,
oriente, fundo do mar e narrativas de viagens, explorações, invenções).
|
10 anos
em diante
|
Fábulas,
mitos e lendas narrativas de viagens,
exploração, invenções, ficção.
|
HOWARD GARDNER, o psicólogo americano de 56 anos é professor de Cognição
e Educação, integrante do Projeto Zero, um grupo de pesquisa em cognição humana
mantido pela Universidade de Harvard. Também leciona neurologia na Escola de
Medicina da Universidade de Boston. Escreveu dezoito livros. Dezoito anos se
passaram desde que o livro Estruturas da Mente:Teoria das Inteligências
múltiplas, de Howard Gardner, foi lançado nos Estados Unidos. Publicado no
Brasil em 1994, ele causou um boom. De lá para cá, a teoria do psicólogo
americano, que propõe a existência de um espectro de inteligências a comandar a
mente humana, suscitou muitos comentários, contrários e favoráveis.
Os estímulos das inteligências múltiplas são o alimento das
inteligências – E estímulos excessivos atuam como “desestímulos”. Temos
hoje 10 inteligências. De acordo com Gardner, as
nossas noves inteligências seriam estas:
Lógico-matemática: capacidade de realizar operações matemáticas e
de analisar problemas com lógica. Matemáticos e cientistas têm essa capacidade
privilegiada.
Lingüística: habilidade de aprender línguas e de usar a língua
falada e escrita para atingir objetivos. Advogados, escritores e locutores e
exploram bem.
Espacial: capacidade de reconhecer e manipular uma situação
espacial ampla ou mais restrita. É importante tanto para navegadores como para
cirurgiões ou escultores.
Cinestésica-corporal: potencial de usar o corpo para resolver
problemas ou fabricar produtos. Dançarinos, atletas, cirurgiões e mecânicos se
valem dela.
Interpessoal: capacidade de entender as intenções e os desejos dos
outros e, conseqüentemente, de se relacionar bem com eles. É necessário para
vendedores, líderes religiosos, políticos e, o mais importante, professores.
Intrapessoal: capacidade de a pessoa se conhecer, incluindo aí
seus desejos, e de usar essas informações para alcançar objetivos pessoais.
Musical: aptidão na atuação, apreciação e composição de padrões
musicais.
Uma das últimas competências por Gardner e não presente
em suas primeiras obras é a inteligência Naturalista ou biológica que,
como seu nome indica, está ligada á compreensão do ambiente e paisagem natural,
uma afinidade inata dos seres humanos por outras formas de vida e identificação
entre os diversos tipos de espécies, plantas e animais.
O professor Nilson José
Machado, doutor em Educação pela Universidade de São Paulo, onde leciona
desde 1972, inclui ainda a competência Pictórica que se manifesta em
qualquer criança através de seus desenhos ou outros signos pictóricos, ainda
antes que a linguagem escrita lhe seja
acessível. Presente em grandes pintores é típica do cartunista cujos
personagens “falam” por suas expressões não
verbais.
A escola deve valorizar as diferentes
habilidades dos alunos e não apenas a lógico-matemática e a lingüística, como é
mais comum.
Um alerta para que as diversas inteligências
sejam desenvolvidas, a criança tem de ser mais que uma mera executora de
tarefas. É preciso que ela seja levada a resolver problemas. É importante
que o professor favoreça essas múltiplas inteligências. Por isso, todos os
estudantes passeiam pela diferentes estações. (Elaine Moura ).
A
inteligência Existencial: Como é uma inteligência transcendental, ela
desenvolve através da maturação, interesse e evolução de cada ser humano. Pois
inclui o processo emocional, psicológico, social, político, educacional e nada
mais e nada menos que sua própria existência neste mundo de obtenção.
A Inteligência Pictórica: fase de
2 a 5 anos, não possui referências explícitas – são símbolos de risco e rabiscos
que a criança desenvolve conforme sua
maturação.
III -
FINALIDADES
A história se
torna um recurso valioso para o desenvolvimento integral da criança, abrangendo
várias finalidades:
3.1.
Objetivo Geral:
Conscientizar
os educadores idealizadores de projeto, com as técnicas de contar histórias a
compreender sua realidade e serem capazes de levantarem hipótese sobre o
desafio dessa realidade (ao qual vivemos) e procurar soluções. Sendo que
através de seu trabalho poderá criar um mundo próprio –“um mundo para o seu EU
e suas circunstâncias”.
O ser humano
tende a captar uma realidade, fazendo objeto de seus conhecimentos. Assumindo
assim a postura de SUJEITO CONGNOSCENTE (que conhece) de um OBJETO COGNOSCÍVEL
(que pode conhecer), isto é próprio dos seres e não privilégio de alguns (por
isto a consciência reflexiva deve ser estimulada).
A cultura
consiste em RECRIAR e não em REPETIR, o professor pode faze-lo por que tem uma
consciência capaz de captar o mundo transforma-lo. Um projeto educacional que
pretendesse adaptar o educando estaria matando suas possibilidades de ação,
transformando-o em abelhas. As técnicas de contar histórias com suas
metodologias devem estimular a opção e afirmar o “educando” como homens.
Adaptar é acomodar não transformar. Sendo que, que este livro tem como objetivo
auxiliar no trabalho dos professores quanto as suas dificuldades em trabalhar
as diferenças individuais de alunos em um mesmo ambiente a um mesmo tempo. Para
tanto estaremos integrando aos conteúdos que levem a reflexão da prática
educativa, proporcionando situações que envolvem: Pensamento lógico,
criatividade, vocabulário, seqüência, memória, linguagem oral e composição,
percepção, esquema corporal, saúde e higiene,coordenação motora, noções espaciais e temporais, afetividade,
socialização, gosto pela leitura, atitudes de cortesia, disciplina, direitos,
deveres, obrigações, independência, resolução de problemas, imaginação, poder
criador, noção de mora, atitudes desejáveis.
Sabe caros
professores quanto mais dirigidos são nossos alunos pela propaganda ideológica,
política ou comercial, tanto mais são objetos e massas. Quanto mais o educando
é rebelde e indócil, tanto mais é criador, apesar de em nossa sociedade se
dizer que o rebelde é um ser inadaptado.
Nossa era é
constituída por determinados valores, com formas de ser ou de comporta-se que
buscam plenitude. Enquanto estas concepções se envolvem ou são envolvidas pelos
homens, que procura a plenitude, a sociedade está em constante mudança. Se os
fatores rompem o equilíbrio, os valores começam a decair, esgotam-se não
correspondendo aos novos anseios da sociedade, não podemos deixar morrer esses
anseios devemos buscar sua plenitude.
Não há
transição que não implique um ponto de partida, um processo e um ponto de chegada.
Todo amanhã se cria num ontem através de um hoje. De modo que o nosso futuro
baseia-se no passado e se corporifica no presente. Temos de saber o que fomos e
o que somos, para saber o que seremos.
A técnica de contar histórias é um processo de
mudança, por meio de um método ativo, dialogal e participativo, nutre-se de
amor, de humanidade, de esperança, de fé e de confiança. Assim, mediante a
conscientização dos executores do projeto e da própria conscientização social
das técnicas de contar histórias, que nada mais é do
que um processo de mudança dialética que o Brasil necessita.
Portanto, com
estas técnicas de contar histórias todos os educadores trabalhando com os
educandos a auto-estima e a valorização como ser, isto será a base de toda uma
educação: digna, honesta e incentivadora, deixando o educando a refletir, ter
opções e não querer que os educandos adaptem ao sistema, pois adaptação é
acomodar, estas técnicas de contar histórias é mudança é transformação de uma
política educacional que é pelo desenvolvimento de uma consciência crítica que permite ao aluno transformar a
realidade e isto se faz cada vez mais urgente.
Na medida em
que os alunos dentro de sua sociedade vão respondendo aos desafios do mundo,
vão temporizando os espaços geográficos e vão fazendo “história” pela própria
atividade criadora, vamos agilizando a educação por uma melhoria de qualidade
de vida.
Caros
professores, Paulo Freire diz: “Entre saber e ignorância: a educação tem
caráter permanente não há seres educados e não educados. Estamos todos nos
educando. Existem graus de educação, mas estes não são absolutos”.[6]
Apresento-lhes vinte valores imprescindíveis para as
atividades educacionais e desejo-lhes um bom trabalho e grande sucesso:
1.
Alegria
2.
Disciplina
3.
Amor
4.
Honestidade
5.
Compartilhar
6.
Igualdade
7.
Confiabilidade
8.
Justiça
9.
Cooperação
10.
Lealdade
|
11.
Coragem
12.
Limpeza
13.
Cortesia
14.
Misericórdia
15.
Paciência
16.
Paz
17.
Respeito
18.
Responsabilidade
19.
Solicitude
20.
Tolerância
|
Formação:
Através do psicodrama as crianças são estimuladas e desenvolvem hábitos e atitudes desejáveis – bondade,
solidariedade, delicadeza, compreensão, prática do bem, repúdio do mal e muito
mais.
Informação: Os psicodramas, são amplos e podem englobar várias
áreas do conhecimento, ao qual, prepara a criança para adquiri-los e são
recomendáveis para motivação das aulas. Use e abuse de sua criatividade, e das
fontes existentes;
Recreação: Qualquer psicodrama interessante, bem narrado, alegra
as crianças, e o professor através dele conquista os alunos, fazendo com que
percebam que na escola há alegria e não somente deveres e obrigações.
Atendimento as diferenças individuais: Á medida que existem muitos
gêneros de histórias, devemos explorar “todos” incansavelmente, diversificando
as técnicas para atingir o nosso maior objetivo “a aprendizagem de nosso aluno”
– quando temos um objetivo a ser alcançado, devemos utilizar diversificadas
estratégias, por que muitas vezes: Você escolhe! somente uma estratégia e
alguns alunos não conseguem entender, falta mais o restante...- sendo assim,
você aplicando várias estratégias para o mesmo objetivo, com certeza sua sala
será privilegiada.
IV
– CARACTERÍSTICAS ESSENCIAIS DE UMA “BOA HISTÓRIA E NARRAÇÃO”
O narrador se
encontra diante dos ouvintes para iniciar a história. Antes porém, é
conveniente estabelecer uma breve conversa que facilite o entendimento do
enredo e evite interrupções.
![]() |
#
um cartaz –indicando que você está contando história;
#
que não deve ser interrompida naquele momento.
·
Se a história gira em torno de animais
domésticos e começamos diretamente, sem
preâmbulos, os ouvintes poderão interromper, dizendo: “eu também tenho um
gato”... como sei disso, vou contar. “O gato de botas”, eles ficam felizes em
contar sobre seu gatinho de estimação. Nem
todos falam, não importa, escutam essa conversa que não deve ser longa, só o
tempo necessário para que as crianças se predisponham a escutar a história de
um gato que não é o deles, mas bem que poderia ser. Isso facilita também a
identificação e a integração da mensagem.
·
Em história de brinquedos, bonecas, irmãozinhos,
deve-se permitir à criança falar sobre a
própria vivência. É uma conversa informal estabelecendo portanto, a empatia
indispensável e ainda permite ao narrador conhecer melhor as crianças, além de
dar-lhes oportunidade para falar.
·
Contar histórias é uma arte, por conseguinte
requer a prática de certa tendência inata, uma
predisposição latente, aliás, em toda pessoa, mas é preciso despertar naquelas
que se propõem lidar com crianças. Em primeiro lugar, o contador deve estar
consciente de que a história é que é importante. Ele é apenas o transmissor,
conta o que aconteceu - e o faz com
naturalidade, sem afetação, deixando as palavras fluírem.
·
Contar com naturalidade implica ser simples, sem
artificialismo. São, também, indispensáveis a sobriedade nos gestos e
equilíbrio na expressão corporal. Se o contador vivencia o enredo com interesse
e entusiasmo, ele estabelece sintonia com o auditório. As emoções se transmitem
pela voz, principal instrumento do narrador. Há vários tipos de vozes: adocicada,
sussurrando, suave, cálida, arriscada (perigoso, temerário, intrépido),
espinhenta, sem vibração, sem modulações, inertes, sem consistência,
inexpressiva. O narrador tem de expressar-se numa voz definida, inconfundível
tem de saber modulá-la de acordo com o que está contando, considerando os
seguintes aspectos:
Intensidade: o timbre de voz varia na
razão direta da distância de quem fala a quem ouve, varia também conforme a
emoção que se quer passar, juntamente com o ritmo, a inflexão e as entonações.
Durante cursos de treinamentos, algumas pessoas perguntam como se faz a voz do
“Lobo” ou do “Porquinho” e sendo o “Lobo” um animal de maior parte que assume
na história um papel violento, o narrador engrossa a voz, torna-se mais grave.
Se o foco da narrativa gira em torno de crianças, flores, seres delicados, o
narrador reveste-se de ternura, sem falsear a voz. Isso é muito importante,
saber modular a voz e torna-la expressiva, deverá constituir um treino
constante que ela possa ser utilizada em toda a sua plenitude.
Clareza:
Ela deve falar por si, sem necessidade de explicações. Significa boa dicção,
correção de linguagem, evitando repetições desnecessárias, os chamados “tiques”
de linguagem, daí, nés, os cacoetes (certo?, então?, ai!, entenderam?, etc),
defeitos esses que podem ser corrigidos com disciplinas, impostação de voz.
Conhecimentos:
Apreciar os comentários das crianças e avaliar as suas reações. Entretanto,
nada disso funciona se você não gosta de crianças, se não se diverte tanto
quanto elas com a história. Funciona, assim, quando é capaz de sentir que o ato
de narrar é uma interação integral de captar com sensibilidade a mensagem na
narrativa. A criança por si, encontra em cada uma dessas histórias um motivo
que a toca particularmente de maneira íntima e pessoal.
Simplicidade:
Simplicidade de linguagem. Períodos curtos e em ordem direta. Crianças e
adultos entendem bem o que é simples e claro. Só prestam atenção no que lhes
interessa e reagem da mesma forma diante das histórias. Só o tema as interessa,
se sua linguagem está de acordo com suas necessidades e compreensão, então vem,
participam e aprendem. Caso contrário, simplesmente as ignoram.
Se
aprende fazer... fazendo,
Se aprende andar... andando,
Se aprende falar... falando,
Se aprende a contar história ...
contando história.
4.1.
Cuidados que contribuem para o êxito da narração
A
melhor arrumação consiste em senta-las em semicírculo, numa posição
descontraída, onde todas possam ver o narrador e o material a ser
apresentado sem forçar o pescoço.
Prefiro que os ouvintes fiquem sentados no chão. Mesmo arrumados, ainda assim
um acotovela o outro, mudam de lugar. Se o narrador fica pedindo silêncio ou
atenção possivelmente a história acaba
antes de começar. Então no começo costumo cantar com eles assim:
Agora
minha gente
Uma
história eu vou contar
Uma história bem bonita
Que
todos vão gostar
Ei
ei ei trá lá lá ei ei ei trá lá lá
Isso
exerce um efeito mágico. Era uma vez... a expectativa de emoção e emoção da
expectativa. A atenção se concentra e se fortifica. A emoção prepara e reforça
o aparelho receptivo. Quanto ao horário, toda hora é boa, menos a que antecede
de imediato, a refeição ou o sono, isto é, se a criança estiver com fome ou
sonolenta, não é recomendável contar-lhe histórias. Com fome é difícil
acompanhar a narrativa.Com muito sono, a criança logo adormece ou se mantém
acordada mediante um esforço, contraria as solicitações de seu organismo
naquele momento.
A
técnica evidencia a vantagem de contar-se na hora em que a criança esteja bastante
esperta para avivar-lhe a imaginação, facilitar a identificação e dar-lhe o
prazer inefável que a história proporciona, no sentido de que não fique somente
a divertir-se, chegue também no pensar e
no assimilar.
Em
nenhum caso, o contador interrompe a narrativa. (O cartaz na porta). Se
acontecer um “penetra” adentro, confirma-se com um sorriso, uma palavra, um
gesto de assentimento. Na segunda hipótese, fixa o olhar na direção de que
interrompeu, sorri e com um gesto pede-lhe para aguardar.
Concluída
a narração, imediatamente pergunta-lhe o que estava querendo dizer ou indagar,
dando-lhe oportunidade de expandir-se. As crianças que interrompem com freqüência e mostram sinais de indisciplina são as que
mais necessitam ouvir histórias.
Há
um tipo de interrupção que acontece quando se começa a contar “há esta eu já
sei” é freqüente advertir: “não foi assim” – “eu sei de outra forma”
(chapeuzinho vermelho, por exemplo).
Chapeuzinho
Vermelho é um exemplo típico. Como sei que cada qual ouviu de uma forma,
pergunto-lhes, no início, o que o chapeuzinho levava na cesta
para a vovó: maça, leite, pão, manteiga, doce, biscoito, geléia. Pois
então, prossigo, chapeuzinho levava na cesta para a vovó... e coloco tudo o que
citarem. Desse jeito, não há quem não acompanhe a menina pela estrada afora...
Quando o lobo chega a casa da vovó, interrompe novamente e pergunto-lhes o que
aconteceu na história que ouviram antes:
“a vovó se escondeu debaixo da cama”; “dentro do armário”... “o lobo engoliu a
vovó”... e continuo deixando a vovó onde eles preferem, na maioria das vezes na
barriga do lobo. Chapeuzinho chega encontra o lobo na cama da vovó e os convido
a fazer comigo o célebre diálogo... eu faço a vez de chapeuzinho a eles, a do
lobo:
-
Vovó, para que estes olhos tão grandes?
-
Prá te olhar melhor minha netinha (arregalam bem os
olhos)
-
Prá que estas orelhas tão grandes?
-
Prá te “orelhar” (risadas)
E assim chegamos à ultima pergunta:
-
Pra que esta boca tão grande, vovó?
-
Pra te comer. (cada qual abre uma boca bem grande)
E o final da história, segundo a versão que
conhecem, será como preferirem, desmistificando-se o medo do lobo. É
divertidíssimo!
(Coloca-se a vovó no armário em vez de
engolir; E se engoliu a vovó, depois de tira-la coloca-se pedra dentro da
barriga do lobo e joga-o no rio...)
Esta história do Chapeuzinho tem várias
formas de ser contada, depende de seu público.
A força da história é tamanha que
narrador e ouvintes caminham juntos na trilha do enredo e ocorre uma vibração
recíproca de sensibilidade, a ponto de diluir-se o ambiente real ante a magia
da palavra que comove e enleva. A ação se desenvolve e nós participamos dela,
ficando envolvidos com os personagens, mas sem perder o senso crítico, que é
estimulado pelos enredos.
Por
isso – e ai vai mais um segredo – o narrador deve estar consciente de que
importante é a história, ele apenas conta o que aconteceu, emprestando
vivacidade à narrativa, cuidando de escolher bem o texto e recriando-o na
linguagem oral, sem as limitações impostas pela escrita. A história é que
sugere o melhor recurso de apresentação, sugere inclusive as interferências
feitas por quem a conta.
É gostoso quando contamos a eles dizem:
·
Eu gostei. Pensei que fosse boba.
·
Eu gostei! Fiquei até com pena de acabar.
·
Quando você vai contar outra?
·
Que jóia !!
·
Que história linda!
·
Ela não devia ter ido com o príncipe..
·
Devia sim. Ela ficou mais feliz
Há professores que pensam que não têm jeito para contar uma história. Se
experimentarem, descobrirão qualidades novas em si mesmas, reacendendo a
própria criatividade, o que as incentivará a modificar a prática de ensino,
obtendo resultados positivos. Há quem conte histórias para enfatizar mensagens,
transmitir conhecimentos, disciplinar, até fazer uma espécie de chantagens –
“se ficarem quietos, conto uma história”, “se isso”, “se aquilo” – quando o
inverso é que funciona.
A história aquieta, serena, prende a atenção, informa,
socializa, educa. Quando menor a preocupação em alcançar tais objetivos
explicitamente, maior será a influência do contador de histórias. Compromisso
do narrador é com a história, enquanto fonte de satisfação de necessidades
básicas das crianças. Se elas as escutam desde pequeninas, provavelmente
gostarão dos livros, vindo a descobrir neles histórias como aquelas que lhe eram contadas.
V -
UTILIZAÇÃO
Contar
histórias, todo mundo conta, contar bem uma história seria tão fácil assim?
Todo professor – deve ser
necessariamente um bom contador de estórias...)
“um fazer para quem conta...”
“um prazer para quem ouve...”
As características
das crianças justificavam o valor e a razão de se incluir histórias nas nossas
atividades.
Durante o seu
crescimento a criança vai participando, aos poucos da vida em grupo.
As histórias, com suas situações reais e imaginárias, devem despertar na criança: prazer, agrado,
interesse.
A linguagem
da criança está em fase de evolução e ele está se socializando. A história vai
contribuir para este desenvolvimento, observando, ouvindo com atenção,
perguntando, respondendo, enfim aproveitando todas as oportunidades, a criança
vai adquirindo palavras novas que vão ser incorporadas, aos poucos, com vida ao
seu vocabulário.
Nesta fase,
realidade e fantasia se confundem. Cabe a professora escolher as histórias que atendam às necessidades e aos interesses
das crianças. Aos poucos as próprias crianças irão percebendo o que é real e o
que é fantasia.
Para se
escolher a história – o conteúdo deverá estr ligado as coisas que a criança
conhece respeitando a cultura local, e ao mesmo tempo aumentando suas experiências.
Assim as estórias deverão contar acontecimentos da vida real, da família, da
casa, da comunidade, dos parentes, dos animais domésticos, do circo ou do
jardim zoológico, do campo, fazenda, férias, festas de aniversário e todas as
outras que estimulam a sua fantasia.
DEVE-SE
PROCURAR:
A.
Gostar de contar histórias;
B.
Conhecer bem as crianças;
C.
Saber dosar a voz;
D.
Introduzir quadrinhas ou pequenas canções nas histórias
facilitando a dramatização espontânea;
E.
Dar um pouco de você mesmo ao contar história;
F.
Falar pausadamente sem exageros;
G.
Usar linguagem clara, simples;
H.
Explicar todas as palavras novas;
I. Preferir enredos simples;
J. Aproveitar repetições;
ESCOLHER UM
LOCAL PARA A HISTÓRIA
A.
A própria sala;
B.
Um cantinho sossegado;
C.
O fim de um corredor;
D.
Um banco de jardim;
E.
Em um quintal, terreno ou área externa (à sombra de uma
árvore);
F.
O principal é que a história não seja interrompida.
E MAIS
A.
Sentar as crianças em semicírculo no chão;
B.
Você professor: poderá sentar-se numa cadeira baixa
(para que as crianças possam ver as ilustrações); Você pode sentar no chão, mas
tomando cuidado para que todos possam ver a ilustrações;
C.
Procurar falar o nome das crianças como se fossem
personagens de histórias;
D.
Criar um clima propício no início da história;
COMO
APRESENTAR AS HISTÓRIAS
1.
Usando a imaginação infantil... contar histórias como
faziam os antigos contadores;
2.
Escolher bem a história (uma história folclórica por
ex.);
3.
Procurar evitar os: “ai”, “então”, “ta”, intercalados
na história;
4.
Conhecer bem a história;
5.
Usar a mímica (expressão facial, transmitindo seus
próprios sentimentos);
6.
Variar a voz de acordo com os personagens(você
conseguirá);
7.
Aproximar-se mais das suas crianças;
8.
Conhecer melhor seus sentimentos;
9.
Criar um elo afetivo professor/ criança.
CUIDADOS NECESSÁRIOS QUANDO FOR USAR O LIVRO DE HISTÓRIA
1.
Ler antes cuidadosamente a história;
2.
Contá-la sem exageros – voz adequada;
3.
Mostrar uma ilustração de cada vez e de maneira que
todos vejam e não precisem reclamar;
4.
Usar o livro com cuidado e respeito, preste atenção à
maneira como virar as folhas e como segurar o livro;
5.
Levar a criança a gostar de livro.
OUTRAS FORMAS
DE CONTAR HISTÓRIAS
1.
Flanelógrafo
2.
Fantoche
3.
Desenho no quadro
4.
Cartaz de prega
5.
Mímica
6.
Livro
7.
T.V.
8.
Dobraduras
9.
Maquete
10. Bocão
11. Figuras
ou gravuras
11.1. gravuras de sentido completo
11.2. gravuras apresentando histórias mudas
11.3. gravuras que contam dois ou mais movimentos
de uma história
11.4. gravuras de sentido incompleto
11.5. exemplos diversos de sentido completo
11.6. gravuras que você deixa lacunas em aberto
12. Música
13. Radionovela
14. Álbum
seriado
15. Máscaras
(dramatizações)
16. Desenho
feito pelo aluno e o profº como escriba
17. Tema
18. Objetos
e plantas
19. Teatro
de vara
20. Dedoche
21. Marionete
22. Teatro
de Sombra
23. Narração
com efeitos especiais
1 - os efeitos sonoros
2 - os efeitos sensitivos
2.a - perfume
2.b - ventania
2.c - abelhas
3 - o final da história
3.a - em grupos
24. Narração interativa
1.a - caixa
1.b - interior da caixa
1.c -
pedaços de esperança
1.d -
manuseio da caixa
2 – aparição da fada esperança
25. Histórias matemáticas
26. Problemas
27. Através de variadas atividades o
Profº trabalhará a linguagem oral com seus
alunos
1. Em grupos
2.Variação
28. Quebra-cabeça
29. Salada
de Contos
30. Criança
como protagonista
31. Criação
de final para a história
32. História
em quadrinhos
33. Conte
um conto e faça um ponto
34. Levantamento
das histórias conhecidas pelas crianças
35. As
crianças sugerem um elemento para se criar uma história
36. O
Profº com a ajuda das crianças – criam textos
37. As
crianças confeccionam livros com palavras
38. Reproduzir
histórias através de desenhos, colagens com sucatas
39. Técnica
rodízio do papel
40. Kirigami
41. Casinha da imaginação
Aproveitando as atividades de
enriquecimento decorrente da história estimular as crianças a reproduzirem a
história, sozinhas ou em grupos através de:
v
Aproveitamento de seus comentários;
v
Confecção de um filme para o cineminha;
v
Criar novas histórias;
v
Dramatizar novas histórias espontaneamente...
v
Passeios;
v
Feiras de ciências;
v
Excursões;
v
Cartazes, denunciar, folder informativo,
pesquisa, entrevista...
Realmente á
princípio, as crianças talvez tenham dificuldades em reproduzir as histórias,
comece então, com histórias de enredo simples e poucos personagens, já os adolescentes você poderá extravasar com
seus alunos.
Ao convidarem
a criança a reproduzir a história, você pode e deve auxiliar: vá mostrando as
ilustrações, facilitando a seqüência de fatos ou qualquer outro recurso que
você professor tenha utilizado, pois com este livro, você terá várias opções e
para seu melhor desempenho na sala de
aula.
Dependendo do
objetivo que quer atingir, por ex: meio ambiente - poderá ser feito a
dramatização e mais tarde faça um passeio com seus alunos, vá com eles conhecer seu ambiente, sua cidade, se acharem
irregularidades de a eles a oportunidade de desempenhar sua cidadania e instrua
este processo de cidadão: denunciar, falar, fazer cartazes, criticar, discutir
alternativas para solucionar o seu problema, dê uma gincana de conscientização,
faça feira de ciências, entrevistas, pesquisa de campo, excursões, palestras com
órgão competente... Com a história, podemos criar e desempenhar nosso papel
como educador de uma forma extraordinária, sendo um herói , sendo um mediador
de todo esse processo de aprendizagem global que necessitamos hoje. A água esta
escassa, o ar esta poluído, constatamos a existência materiais recicláveis perdidos por ai, e
nosso planeta necessita urgente de tratamento de água, pois tem que acabar esta
poluição nos rios... Falta ética, honestidade, determinação, objetivos
humanitários, solidariedade em nossa sociedade. E nesta hora que não esqueço
jamais deste verso: “A grandeza de um País não depende dê sua extensão
territorial e sim do caráter de seu povo”.[7]
Não preciso falar mais nada...
VI- MÉTODOS E TÉCNICAS PARA CONTAR HISTÓRIAS
1. FLANELÓGRAFO
Um recurso visual muito prático,
o flanelógrafo é um quadro de forma retangular em madeira, compensado ou de
papelão grosso, com uma fase coberta de flanela ou feltro de cor clara, verde
ou azul de preferência, por que servirá
de cenário (verde, amarelo, marrom...), enfim o que tiver para improvisar pode
ser até flanela . As figuras podem ser confeccionadas em feltro ou
papel-camurça, outra opção é usar recortes de revistas, personagens recortados
em papel ofício, revestidos de papel de lustro de cores variadas ou em
cartolina, nesse caso, colam-se pedacinhos de lixa no verso para fixar onde o
personagem principal entra e sai de cena, movimenta-se num vai e vêm
durante o enredo.
2. FANTOCHES
São muito apreciados pelos alunos e podem ser usadas por mais de um narrador. Outra vantagem é que se pode ter o
roteiro escrito, o que facilitará a tarefa. Os fantoches também podem ser
usados de forma interativa com as crianças, elas mesmo manuseando-os, ou mesmo
fazendo os bonecos de cartolina, com roupas de papel crepom, sacos de papel,
meias velhas, frutas, verduras e tudo mais que sua imaginação almejar.
O fantoche é uma das técnica mais antiga e rica em suas formas de
expressão, que engloba a literatura, expressão corporal, a comunicação e a arte
plástica. Nessa atividade, os alunos poderão confeccionar os personagens e o
palco, tornando-a uma fonte de prazer que favorece o desenvolvimento da criança
e da coordenação motora. Devemos trabalhas com intensidade deixando fluir
espontaneamente sua emoção, o seu mundo imaginário, recriando sua própria
realidade para construir seu conhecimento. Vamos fazer com que nossas crianças
sonhe, fantasie, e deixe extravasar suas expressões espontânea do aluno, é uma
forma do aluno se evoluir como ser humano sensível e mais completo.
Sendo por tanto o fantoche uma atividade gostosa e interessante na
construção dos personagens pelos alunos é uma técnica simples e materiais de
fácil aquisição e uso, podemos criar vários personagens.
Alguns exemplos de fantoches:
# Fantoche de dedo:- Utilizar tinta guache ou caneta esferográfica para
fazer o rosto do personagem no dedo indicador. Usar pedaços bem pequenos de
pano ou papéis coloridos para se fazer: gravatas, laços, chapéus, etc.
# Fantoches com meias velhas:- Colocar a meia na mão e marcar os lugares
para desenhar a boca, olhos e nariz, costurar então os botões no lugar dos
olhos e nariz, desenhar a boca com canetinha ou colar tecido. Acrescentar os
detalhes costurando ou colando retalhos de panos ou papéis.
# Fantoche com sacos de papel:- Utilizar tintas ou canetinhas para fazer
o rosto. E para dar o acabamento usar: lã, tiras de papel, Bombril, retalhos,
fitas, etc. Quanto pronto, deve ser amarrado ao punho e a mão do manipulador
deverá estar fechada para dar o formato rosto.
# Fantoche feitos com tubos de papel higiênico:- Cobrir o tubo ao papel
higiênico com papel fantasia acrescentando, olhos, boca, cabelos de lã, papel crepom ou Bombril.
# Fantoches com legumes:- Utilizar cenouras, chuchu, batata, pepino,
etc... introduzi-los numa vareta e montar os detalhes com botões, lãs, retalhos
de tecidos ou papel, tintas, etc.
# Fantoches de varetas:- fazer os desenhos dos personagens ou colar gravuras em um papelão. Enfeita-los e
cola-los em palitos de churrasco.
Pode ser feito um palco improvisado para apresentação dos fantoches da seguinte forma:
-
Colocar 3 cadeiras lado a lado e cobri-las com um
lençol.
-
Utilizar uma mesa e colocar duas cadeiras em cima da
mesa viradas uma de costa para a outra e em seguida cobri-las com um lençol ou
tecido deixando as aberturas das duas costas das cadeiras para a encenação da
peça.
-
Mini palco com caixa de papelão – (utilizar caixas de
papelão, fazendo uma abertura para as crianças apresentarem o teatrinho).
3. DESENHO NO QUADRO FEITO PELO PROFESSOR
O professor antes de iniciar esta técnica tem que planeja-la, pois ela não deve ser lida, copiada, pois se
copiar poderá dispersar a atenção dos alunos e tira-los de motivação do
raciocínio, de sua seqüência. Esta situação fará o aluno perceber que existe
momento para tudo: brincar, se divertir e também prestar atenção, e o que é
melhor, que vale a pena prestar atenção! Nos desenhos que a professora desenha pelo quadro
com o seu enredo deslumbrante, interessante feito para elas.Esta técnica
não é necessariamente somente para histórias e um instrumento que abrangem
todas as disciplinas.
4. CARTAZ DE PREGA
Papel KRAFT fazer pregas para colocar os personagens, os alunos ouvem
atentas a narração e com isso acompanham visivelmente . Nesta técnica professor
você consegue situações verdadeiramente formidáveis, com ela podemos transitar
pelo tempo e o espaço. Estando ora na Pré-história, ora pisando em galáxias
estranhas. Podemos “bater um papo com Hércules, participar de rituais indígenas
ou conhecer a Selva”. Nas histórias tudo é possível.
O exemplo da imaginação traz grande aproveito às crianças, primeiro
porque atende a uma necessidade muito grande que elas tem de imaginar e depois
vai de seus objetivos que pretende atingir em suas aulas pedagógicas, ao qual
poderá viajar sempre que puder sem sair
do lugar.
5. MÍMICA
É uma pantomima, sendo uma técnica divertida, de descontração, espontânea
que têm o intuito de despertar no aluno o espírito artístico, desinibi-la,
faze-la representar sem utilizar a voz, somente com gestos, movimentos do corpo
utilizando sua criatividade, imaginação e sua expressão corporal, não deixando
de utilizar acessórios, máscaras (opcional) sem falar, mas isto é para
desenvolver sua desenvoltura, destreza, inteligência, habilidades, etc...(nesta
técnica pode-se utilizar recursos de outras para suprir suas necessidades
estratégicas)
6. LIVRO
Há textos que requerem, indispensavelmente, a apresentação do livro, pois
a ilustração os complementa. Examinando-se livros onde se destaca a
apresentação gráfica e a imagem é tão rica quanto ao texto.
Devemos mostrar o livro para a classe virando lentamente as páginas com a
mão direita, enquanto a esquerda sustenta a parte inferior do livro, aberto de frente para o público.
Narrar com o livro não é propriamente, ler a história. O narrador deve ter o
conhecimento da história apresentada, e vai contando com suas próprias palavras
sem titubeação (sem dúvidas), vacilações ou consultas do texto, o que
prejudicaria a integridade da narrativa.
É uma forma de apresentação que, observada
a técnica, favorece o narrador inexperiente. Recomenda-se evitar observações do
tipo: “estão vendo o gato?” “olhem o pé da vovó na porta!”. Os alunos observam
e percebem tudo enquanto escutam, sabendo fazer a leitura simultânea da imagem,
os comentários dessa natureza atrapalham. Mas a história não acaba ai e é uma
das grandes vantagens do livro: é possível, por exemplo, reabri-lo. (pois você
professor pode utilizar sua criatividade e aumentar esta história, diminui-la
colocar suspense...).
7. TELEVISÃO
O cineminha é um “projeto”, que através das figuras de um livro ou
desenhos confeccionados, recortados..., poderá colaborar como um recurso que
exponha melhor, as folhas sendo originais ou cópias, são anexadas umas às
outras, formando um “rolo de filme”, que é apresentado as crianças através da
“tela” de uma caixa de papelão ou madeira, conforme as condições da escola ou
da criatividade do professor / nesta
técnica, muitas vezes o narrador segure o texto original, sem a necessidade de
fazer adaptações.Porém, se a fizer, esta deve aproximar-se o máximo do que as
gravuras descrevem.
Nesta técnica não são necessários vários
personagens para contar a história, pois necessita somente de um bom narrador
(com boa dicção, boa entonação, uso dramático dos gestos e da voz).
E nesta técnica não é aconselhável
trabalhar com um número grande de crianças e sim para um grupo pequeno – e para
você deixar mais interessante e despertar a atenção, imaginação, informação
cultural, senso do belo e criatividade rode o filminho com as gravuras e deixe
as crianças contarem a sua história. No cineminha pode-se desenvolver o teatro
de sombras. Uma luz, projeta figuras em uma superfície opaca. A sombra de
bichinhos feita com as mãos exerce grande fascínio sobre as crianças e com as
figuras recortadas não é diferente. Elas
são muito fáceis de fazer e a apresentação pode conter músicas e efeitos
especiais.
8. DOBRADURAS
Outra arte que pode representar tantas figuras quanto nossa imaginação
permitir e alcançar. E verdade que não é uma técnica acessível a todos, mas há
os que fazem...(trouxe vários livros de origami do Japão que lá ensina, que
através de um simples papelzinho podemos fazer desde uma simples florzinha e
flores de várias espécies, casa, pessoas (samurais, ilustres imperadores,
humildes operários, crianças pequenas e recém nascidos, etc..., dragões e
animais de várias espécies, portas trecos, baús, copos, lenços, algodão, lixas,
esmaltes, rashis, cartões para várias finalidades, enfeites para datas comemorativas,
carrinhos, barcos de diversos formatos até lancha e navios de grande porte,
aviões desde pequeninos até enormes, brinquedos diversificados, utensílios para
casa, robôs, monstros japoneses que representam suas lendas orientais: UMI, crianças em suas várias atividades japonesas,
esquiando, sentados, montados em ursos panda, orando etc... o efeito é
surpreendente, proporciona uma boa interação com as crianças quando a narrativa
acompanha a sucessão de dobraduras feitas
por elas. Ou pode-se fazer painéis com os devidos episódio da história - eu
conto sempre a lenda do “TSURU”, e vou dobrando o papel, quando chega ao final
da história o pássaro TSURU está completo, e utilizo dois bonequinhos (ela
vestida de noiva e ele de traje a rigor de casamento japonês) para interpretar
o casal da história e logo após a
história, ensino a fazer a dobradura do pássaro sagrado do Japão.Não é difícil
tudo é uma questão de habilidade e treino.
9. MAQUETE
Também alcança resultado. E é mais simples do que parece. Uma floresta de
papel crepom, uma casinha de papelão e pequenos bonecos de feltro comandados
por um contador habilidoso, ao qual irá fazer as manobras maravilhosas
para uma boa execução da história. Caros
professores tudo vai de sua criatividade e estratégias de ações, Os cenários
onde se desenrolam as cenas são reproduzidos em pequena escala, os personagens
são bonequinhos que o contador movimenta à medida que narra o enredo.
As adaptações são fáceis de serem feitas para este tipo de técnica, o
narrador pode ater-se ao texto original. Observar somente para as
possibilidades de se reproduzir os cenários.
Quando o enredo é complexo o cenário ajuda nas explicações. E quando sua
caracterização e complexa também os pequenos bonecos podem auxiliar com suas
confecções de roupas simples e econômica.
Quanto a habilidade dos operadores, é necessário muito treino e
conhecimento da história, para ter desenvoltura no decorrer da narração. Boa
dicção, volume de voz. Coordenação entre os membros da equipe. Habilidade
manual para confeccionar a maquete.
E quanto ao local pode ser uma mesa ou tablado de altura suficiente para
que as crianças vejam todos os detalhes. Os espectadores podem acomodar-se em
pé e locomover-se à sua volta. E o número não pode ser muito grande de crianças,
pois senão não terão a oportunidade de ver cada passo de seus personagens. E se
você professor quiser fazer uma interação com seus alunos, você pode trabalhar
com seus alunos na confecção da maquete. Podem protagonizar alguns dos
personagens juntamente com os adultos.Podem ouvir a história básica e depois,
em pequenos grupos, desenvolverem uma história similar, uma variação ou a
continuação. E desenvolve no aluno o senso estético, criativo, habilidade
manual (nas interações).
1 Lembretes para a utilização da maquete:
-
Fazer a maquete com cuidado e material que possa
resistir a sucessivas montagens.
-
Na confecção da maquete, preste atenção à proporção
entre os elementos do cenário e os bonecos que serão os personagens.
-
Se existirem cenários diferentes e que não sejam
interligados, monta-los em locais distintos (duas mesa, separadas por um espaço
maior, etc).
-
Tomar maior cuidado na produção do cenário onde a cena
principal se desenvolverá.
-
Deixar os bonecos em lugar de fácil acesso para troca.
-
Esconder os bonecos (personagens) que não estão sendo
usados em determinada cena.
Não necessariamente uma floresta a sua maquete vai ser o que desejar que
ela seja, tudo é construídos com carinho dedicação e muito amor, pois você se sente um personagem lá dentro
daquele mundo encantado cheio de bons pensamentos, coisas positivas, pode ser a
criação de uma melhora no nosso Ecossistema, porque não, ou pode ser uma
colocação de não discriminação, bons hábitos, bons costumes, cultura, música,
festival, de pessoas que possuem deficiência(mental, visual, auditiva ou
física) todos somos iguais e merecemos ser tratados com tais, como pode
perceber meu caro professor e a partir de sua realidade que vai surgir o seu
ambiente de trabalho.Bom trabalho.
10. BOCÃO (tipo ventríloquo)
São poucos profissionais que tem o hábito de trabalhar com bonecos
grandes que ficam sentados no colo do narrador que faz a sua voz. Mas é um
trabalho que chama à atenção do aluno, ele acha divertido, engraçado e ri a
toa. Torna-se gratificante.
O boneco pode ser só um (uma vovó, um duende, etc), que contará a
história... ou tantos outros que você professora achar melhor, será que irá
preferir um ventríloquo para cada ação,ou irá preferir um somente para narrar a
história.(depende de sua estratégia de trabalho e seu objetivo).
A história pode se desenrolar através de diálogos dos diversos
bonecos(esses necessariamente precisará de auxiliar ou você professor terá que
usar várias tonalidades de vozes) ou um boneco que narre uma histórias. Quando
você inicia com o boneco deve terminar com ele.
E para que a pessoa que for manusear o ventríloquo teve ter uma boa
memória, volume, dicção e entonação de voz.Ter um bom ritmo: perceber o quanto
as crianças estão gostando, para aumentar ou diminuir a participação de um personagem(se
houver mais de um). Boa coordenação para movimentar o boneco e não o próprio
corpo. Ter familiaridade(muito treino) com o boneco, para fazer os gestos que
imprimem as emoções que os diálogos pedem.
E um recurso que pode ser usado tanto como um grupo de 5 pessoas, com em
um palco.Criar uma história simples e fazer a apresentação. O boneco pode fazer
parte do ambiente da classe, tornando-se um mascote aparecendo sempre quando
determinado assunto por discutido. Desenvolve nas pessoas sua afetividade,
atenção e imaginação.
Você perceberá que as crianças ficam encantadas com o efeito e
praticamente esquecem-se do mundo. Você pode aproveitar desse efeito de forma hábil, mesmo que seja o seu primeiro
trabalho com o bonecão... e assim poderá ir acostumando, quem sabe em festinhas
de amigos para treinar.
11. FIGURAS OU GRAVURAS
Aconselha-se o uso de gravuras reproduzidas. As imagens indispensáveis
podem ser ampliadas em cartolina, que é um papel resistente, sendo possível
também preparar o material para a
colagem das mesmas. Costumo utilizar esse para contar história a partir das
figuras do livro, as personagens são ampliadas em
papel camurça colorida, faz-se a montagem em cartolina, com os
complementos: céu, nuvens, gramas, flores, etc. Depois deste cenário podemos
utiliza-los para outros objetivos das histórias inventadas ora por mim ora
pelos alunos.
Um ótimo recurso desta técnica de contar história e a história ilustrada,
que você utiliza desenhos e palavras e pede para a criança descobrir a história que quer contar( diferente, criativa
e pede para que a criança seja observadora, pedira que os alunos leiam a
história e depois escrevam os nomes embaixo dos desenhos ou figuras que você
professor for utilizar.
Em grupo, ou individualmente, eles irão criar uma história ilustrada para
colocar no mural de histórias.
Mas, voltando a história que vem numa revista, recorta-se as cenas da
própria revista e faz a montagem em quadrados ou retângulos de cartolina,
duplex, complementando-se o necessário para obter o efeito visual mais bonito,
considerando sempre os elementos essenciais da história. As gravuras favorecem,
sobretudo, as crianças pequenas, permitem
que elas observem detalhes e contribuem
para a organização de seu pensamento. Isso lhes facilitará mais tarde a
identificação da ideia central, fatos principais, fatos secundários, etc.
Antes da narrativa, empilham-se as gravuras em ordem, viradas para baixo.
Á medida que vai contando as coloca uma
a uma no suporte próprio. Este movimento se faz com naturalidade, uma gravura
substituindo a outra no momento exato, sem atropelos, a narrativa deve fluir
interruptamente, mesmo durante a colocação e troca de
gravuras.
Concluída a narrativa, se o número de ouvintes
não for muito grande, distribua as gravuras entre eles e pergunte de que
parte da história eles gostaram mais. Assim, peça a quem tiver a figura
referente a parte de que mais gostaram e coloque no chão a sua frente.
E
inicie a indagar sobre a história.
-
Foi assim que a história começou?
-
Continue...
-
Quem que tem o início da história queira trazer para
nós.
-
E o que aconteceu depois?
-
Assim vamos reconstituindo a história e se alguém erra
na disposição dos quadros os outros o
alertam.
-
Agora, com todas as gravuras dispostas em seqüência ,
prosseguimos os comentários.
-
Vocês acham que se poderia retirar alguma gravura sem
fazer falta?
-
Alguém mudaria o final?
-
Olham, observam, discutem e concluem que tudo é
importante, à compreensão do enredo esta concretizada, consegui chegar ao meu
objeto.Sem saberem , automaticamente estão se familiarizando com noções de
introdução, enredo,clímax e desfecho.
Cada
recurso, portanto, é valioso em sua peculiaridade, permitindo variar a apresentação e recriar de modo original.
As
gravuras são recursos, onde podemos levar as crianças
de várias maneiras a inventar suas
próprias histórias. “Criação de histórias originais”.
1. Interpretação de gravuras.
As gravuras oferecem contribuição valiosa ao ensino. Muitas histórias
podem ser inventadas a vista de um quadro sugestivo, de uma cena familiar a
criança.
Há gravuras de sentido completo que contam toda a história. Há
outras que, apenas, incluem um
movimento, um fato, deixando que o observador em liberdade para idealizar os
episódios que antecederam ou que sucederam aquele acontecimento. Há séries de
gravuras, organizadas logicamente,
encerrando uma história completa. São as histórias mudas.
As gravuras são apresentadas em quadros, flanelógrafos. Podem ser
desenhadas no quadro, na falta de outro material.
2. Gravuras de sentido completo:
Apresentando uma história. A professora poderá guiar a criança,
perguntando-lhe: “que há de engraçado nesta gravura?” “que lhe conta esta
gravura?” - Uma gravura de sentido
completo traz toda a história, o desenvolvimento lógico do acontecimento do
início ao desfecho.
3. “Gravuras apresentando histórias mudas”:
Mais complexas, quer pelo tamanho, quer pela interpretação das próprias
gravuras. (produção de texto dirigido, completar de acordo com a característica
de cada bichinho. Macaco, Gato e Coelho
-
Nome: Macaco, seu
corpo e coberto de..., ele gosta de comer..., ele mora..., de quem é amigo...,
ele é engraçado, por quê...;
-
Nome: Gato, ele
mora..., ele gosta de comer..., ele tem medo do..., seu corpo é coberto de...,
ele faz...;
-
Nome: coelho, a sua
cor é..., ele gosta de comer..., a sua orelha é..., seus olhos são...
4. Gravuras que contam dois ou mais movimentos de uma história:
- Ficando o último á criação do aluno.
5. Gravuras de sentido incompleto, sugerindo, apenas, uma cena da
história:
As crianças inventam um enredo completo, em torno dessa gravura,
organizando os movimentos que faltam. A professora precisa guiar a classe na
interpretação dessa gravura. Ajuda-la na observação e estudo cuidadosos de
certos pontos importantes.
Por exemplo, uma menina com um guarda-chuva e uns cachorrinhos se
molhando na chuva. “Chii...i ...i ! que azar! Mariana ia passear com seus
cachorrinhos. O que aconteceu? Vamos escrever?”
a)
Análise de expressões fisionômicas;
b)
Escolha de palavras e expressões que descrevam
sentimentos e ações de tais personagens;
c)
Caracterização dessas personagens;
d)
Análise do que teria acontecido antes e do motivo que
levou tais pessoas à aquela cena;
e)
criação dos demais movimentos da história: começo, e
fim; começo e meio ou meio e fim.
6. As gravuras de sentido completo apresentam o fato integralmente, em
uma só cena.
“É desenvolvida a linguagem ora, proporcionando a associação rápida de
idéias e a capacidade de interpretar (a figura é uma galinha no ninho com um
pintinho debaixo de sua asa).
O professor conduzirá as crianças a destacarem o fato principal e as
orientará a:
#
Observar cuidadosamente cada detalhe da
gravura.
# Analisar a expressão da fisionomia de cada
personagem: alegre, triste, assustado, medroso, etc.
# Observar o cenário da gravura e
descreve-lo.
# Imaginar o que teria acontecido
antes e depois.
#
Aproveitar a gravura para noções espaciais e conceitos matemáticos:
Exemplos: quantos bichinhos? Quantos
passarinhos no ninho? Quantas flores? Quem quer mostrar na gravura o pintinho
que está atrás da galinha? Mostrar a árvore que está à direita da menina.
7. São histórias que você deixa em aberto para o aluno criar.
Você coloca a primeira seqüência da história e
a última e deixa uma “lacuna no centro” para que ela crie o que imaginar. Esta
lacuna poderá ser no início ou no final.
12
- MÚSICA
A música completa a narrativa, estudar uma história é também inventar as
músicas ou adaptar as letras das músicas conhecidas, conforme sugestões do
texto, que são introduzidas no decorrer do enredo ou no seu final.
É interessante como o próprio personagem nos inspira: poderá ser feita
uma canção para ser usada em momentos chaves no perigo ou quando aparece
determinado personagem.
O
gatinho
É
uma história engraçada-da, da de um gatinho, nho levadinho, nho ele corre, re
atrás do rato, to, mas não consegue, não consegue mais pagá-lo, que legal!
(música: atirei o pau no gato)
|
Os
três porquinhos
Os
três porquinhos, muito bonitinhos, fizeram suas casinhas e o lobo apareceu. A
primeira casinha, que era de palha o lobo soprou e a casinha derrubou. A
segunda casinha, era de pau, o lobo soprou e a casinha derrubou. Mas a última
casinha, que era de pedra, o lobo soprou, soprou e a casinha em pé
ficou.(música: marcha soldado)
|
Chapeuzinho
vermelho
Chapeuzinho
vermelho foi levar doces pra vovó encontrou pelo caminho um lobo mau que a
assustou. O lobo engoliu a vovó mas o caçador chegou foi dando logo um tiro e
a vovó ele salvou. (música: pirulito que bate, bate.)
|
JESUS
Nasceu em Belém o menino Jesus
que aos pequeninos quer bem.
O bom Jesus, o bom Jesus!
nasceu em Belém.
Natal! Natal!
Soam alegres os sinos.
Na gruta de Belém Jesus nasceu.
Natal! Natal!
Cantam doces os sinos
na alma dos fiéis,
Jesus nasceu
|
NATAL
Na árvore linda de natal
Vamos ver Jesus pequenino.
Ao Bom Jesus, ao bom Jesus!
O nosso coraçãozinho...
Nasceu em Belém o menino Jesus
Que aos pequeninos quer o bem
O bom Jesus, o bom Jesus!
Nasceu em Belém
|
SAPO CURURU
Sapo cururu,
Na beira do
rio,
Sapo quando
grita, maninha,
Diz que está
com frio.
Sapo cururu,
Na beira do
mar,
Sapo quando
grita maninha,
Diz que quer
casar.
A mulher do
sapo
Diz que está
lá dentro,
Fazendo
rendinha, maninha,
Para se casar.
|
BRUXA CAXUXA
Caxuxa é uma
bruxa
Baixinha e
feliz
Tem uma pinta
roxa
Bem na ponta
do nariz!
No seu xale
xadrez
Embrulhou o
Pixoxó
Seu peixinho
voador.
Ele é o seu
xodó.
(música: eu
estava na peneira)
|
13-
RADIONOVELA
Para um modelo sofisticado, pode-se revestir uma base feita de madeira
compensada com uma lâmina fina de EVA e posteriormente colar figuras de pacas
de EVA de cores contrastantes, ou poderá ser feito de uma forma simples:
papelão e com todos os artigos disponíveis na hora.
O operador ficará atrás narrando a história e manuseando os efeitos
sonoros à vontade. Sendo que está técnica incitará a imaginação das crianças,
que sentirão mais prazer em ouvira a história. Esta técnica e parecida com o
cineminha, mas este você ficará atrás deste caixote ou dentro como preferir
confecciona-lo. E, conforme você for narrando a história,
poderá utilizar recursos de efeitos sonoros e musicais a parte. Onde
você deverá ter um assistente nesta hora, para auxiliar em determinados pontos
da história dar mais impactos.Se sua história houver vários personagens você
deverá escolher pessoas que possuam tonalidade diferenciadas, para que as
crianças percebam a presença das diferentes personagens.É uma técnica que
permite pouco uso de recursos além dos sonoros.Sendo que para esta técnica ter
um bom efeito e resultado e necessário habilidades dos operadores como uma boa
dicção, capacidade de interpretação dramática utilizando a voz. Coordenação
entre os elementos da equipe.
Esta técnica pode ser usada para 5 pessoas como para um número grande de
100 crianças, o teatro deve ficar próximo das crianças e se for um público
grande o “rádio” deve ficar em um local bem alto com uso de microfone. Neste
trabalho podem ser realizadas várias dinâmicas após ela, desde a identificação
dos sons existentes, que comentem o que mais gostaram do início, meio ou fim,
etc, onde desenvolve nas crianças sua imaginação, atenção, criatividade
memória.
Lembretes para o narrador:
# Encontrar um local que permita ler o texto e operar o aparelho de som e
demais utensílios que forem usados para os efeitos.
# Certificar-se de que as vozes de todos serão ouvidas por todos.
# Ter um adulto (do lado de fora do teatro) para motivar as crianças,
sentarem e dar início a apresentação, manter a ordem, etc.
# Escolher uma entonação de voz diferenciada para cada personagem e tomar
cuidado para não muda-la no decorrer da narração.
# Preferencialmente uma pessoa para cada personagem e outra somente para
fazer a sonoplastia.
# Falar alto.
# Dar um espaço maior que o habitual entre uma fala e outra. Ficar atento
quando o texto provocar risada, recomeçar a falar quando as manifestações
cessarem.
# O rádio ele poderá ter uma decoração engraçada, lembrando um rádio
antigo. Isto será muito mais atraente para os meninos.
14
- ALBUM SERIADO
É uma pasta distinta, confeccionada pelo professor, não apresentando legendas e, para acompanhar, terá,
somente, os desenhos distribuídos nas páginas em suas seqüências respectivas, o
que levará, o educando, ao encanto, à magia de sua história e ao objetivo
pretende atingir.
É uma pasta como um caderno espiral ou com
barbantes ou fitas, que se coloca em uma altura tal que os alunos possam ter
visão e você, de costas para o álbum, conta a história, deixando o desenho
exposto somente aos alunos.
Nesta técnica o professor deve dominar todo o
conteúdo da história e saber os detalhas sobre os seus desenhos para não se
atropelar durante sua narrativa as páginas que virão.
15- MÁSCARAS
A história não acaba quando chega ao fim. Ela
permanece na mente da criança, que a incorpora como um alimento de sua
imaginação criadora. As máscaras são produzidas na medida da existência de seus
personagens. Suas adaptações podem ser feitas conforme a sugestão do grupo que
irá apresentar a dramatização, e se quiserem podem, até, acrescentar cenários,
para enriquecer o ambiente de trabalho da equipe. Quanto a quantidade de
personagens, será conforme a necessidade da história. Se a equipe da
dramatização quiser utilizar um narrador para a sua apresentação, será mais uma
máscara que a equipe discutirá que imagem ele ou ela terá.
Conforme a complexidade do enredo e dependendo
do público a quem irão apresentar, as máscaras ajudam nas explicações. Se a
equipe quiser, além das máscaras, poderá usar roupas confeccionadas, o que não
deixa de ser criativo e habilidoso, com materiais recicláveis: jornais, papeis,
saquinho de leite, caixa de leite, câmara de pneu usado, lacres de latinhas e
muito mais.
E a equipe que irão apresentar a dramatização
com máscaras deve ser muito habilidosa, pois deve ser compreendida em seu todo mesmo que a equipe queira
desenvolver esta técnica como pantomima, através de suas expressões corporais
acrescido da fabulosas máscaras e roupas típicas.
O local para a apresentação é a combinar, pois esta apresentação pode ser
em um palco ou mesmo dentro de uma sala de aula, no pátio da escola, existem muitos locais que poderão ser utilizados para essa
técnica.
Sempre que possível, convém propor atividades
subseqüentes como, por exemplo: as chamadas atividades de enriquecimento. Elas
ajudam a “digerir” esse alimento num processo de associação a outras práticas
artísticas e educativas. Essa técnica atua como agente desencadeador de
criatividade, inspirando cada pessoa a manifestar-se, expressivamente de acordo
com sua preferência. Esse exercício deve ser espontâneo, jamais funcionará como
imposição e na dramatização de máscaras participam apenas os que quiserem.
16
-DESENHO FEITO PELO ALUNO E O PROFº O SEU ESCRIBA
Não há limites para a criatividade. Coisas
simples, usadas na hora apropriada podem enriquecer a história.
Utilizamos está técnica para despertar nos
alunos a sua imaginação, sua criação, seus sonhos, desejos sendo um recurso
riquíssimo que podemos participar desse mundo encantado que cerca nossos
alunos.
Você
professor pode partir de um desenho livre ou dar um tema, para que a partir
desse tema ele possa desenvolver sua história e, para que sua imaginação se
enriqueça e cresça e sua criação chegue a ser uma linda história. Pode se
iniciar com os seus alunos individualmente, em grupo ou por temas ou como
desejar, como a criação de livros de histórias, não precisando encadernar o
material do trabalho feito durante o ano
ou semestre pode ser feito de forma manual, somente com fitas coloridas, porém,
sem deixar de colocar uma capa bem registrada: com o nome da instituição, que
série esta cursando, o nome do aluno, “Título do livro”, (que o professor e o
aluno deverão escolher juntos e chegarem a um consenso), nome do pro ? pode ser
escriba, cidade, ano. E um trabalho tão gratificante, que, inclusive, já fiz os
meus alunos. Hoje sinto saudade.
Recentemente realizei um trabalho parecido, no CEFAM - Centro Específico
de Formação e Aperfeiçoamento do Magistério de Penápolis, trabalhando a
literatura Brasileira (movimentos literários), cada qual referente a um
desenho que refletisse: cantiga de
amigo, (lírico-amorosas/trovadorismo), cantigas de maldizer
(Satíricas/trovadorismo), Prosa-Poesia (Romantismo), sonetos-poemas
(parnasianismo, simbolismo, Pré-modernismo, modernismo).
Neste caso não fui uma escriba mais uma orientadora do grupo ao qual
registramos esse trabalho na biblioteca Nacional do Rio de janeiro, com o nome
“Um pouquinho de Nós”, até hoje sem patrocinador para o mesmo. Queridos
professores, tudo que e feito com amor e gratificante.
17. TEMA
Criar
história a partir de um título. A
história contada tem a vantagem de oferecer, num plano de idealização estética,
a oportunidade de um jogo emocional que,ao lado da aprendizagem condicionada da
conduta, terá sua função terapêutica. E nesta técnica podemos diversificar com estratégias criativas e estimulando as
Inteligências Lingüísticas ou verbal, lógico-matemática, visual-espacial,
sonora ou musical, cinestésico-corporal, naturalistas e pessoais de seus alunos
(depende o objetivo de cada tema para estimular as inteligências, nem todos os
temas atingirão todas as inteligências de uma só vez).
Através do
tema integrador da aula prevista a técnica pode mesclar-se utilizando máscaras,
pantomima, dobraduras, músicas, maquetes, tv... incentivando um enriquecimento
de atitudes, criatividades e participação de toda a turminha. Escrever é uma
arte, pois, devemos “unir a simplicidade de concepção a simplicidade de
linguagem, sem que haja redução artística” conforme diz: Maria Antonieta Antunes
Cunha.
18. OBJETOS E PLANTAS
Esta
técnica é divertida e cheia de imaginação e sua estratégia criativa pode dar
vida e sentimentos aos objetos e plantas, no mesmo estilo de “A bela é a fera”,
você utiliza no real os objetos e plantas e faz a criação dos textos orais ou escritos encima do que utilizará
podendo colocar-se encima de um palco,
ao qual uma mão preta(luvas) manipulará os nossos animados personagens, podem
ser desenvolvidos dentro da TV, e da Radio Novela.
Inventando histórias, as crianças desenvolvem suas possibilidades de
criar e adquirir certa estabilidade emocional pelo prazer, pelas alegrias que a
auto-expressão lhes proporciona.
19. TEATRO DE VARA
Teatro
de vara já diz “uma varinha” e nesta haste e agregada os personagens que irá
compor sua história, e cada personagem tem seu valore relativo. Estas hastes
são movimentadas em um teatro semelhante ao fantoche. As histórias textos de
preferência devem ser transformada em diálogos. E o narrador da história deve
utilizar uma voz bem distinta, daquelas empregadas para os personagens.
Esta técnica
deve ser rica em conteúdos, pois deve ser média para alta, pois se for de
recurso muito simples pode tornar-se chata e sem graça. Pode ser usada várias
fantasias pois isto enriquece a história, ao qual este técnica permite a
utilização de músicas e feitos sonoros especiais, cenário de fundo, pois nesta
técnica você também poderá se utilizar da Tv, do palco ou da Radionovela.
Desenvolve a imaginação, atenção e a criatividade.
Lembretes:
# Se for uma
história com vários personagens preste atenção procure uma posição confortável
para os braços.
# Deixe as
varinhas com os personagens prontos e em lugar de fácil acesso para a troca.
# Se
necessário o texto escrito em letras grandes, em local visível para todos e de
forma que não seja preciso virar as folhas.
# Usar
entonações diferentes para cada personagem.
# Manter o
personagem em uma altura suficiente para não ver a mão do operador do
personagem.
# Entrar e sair os personagens sempre pelas laterais.
# Ter um
operador auxiliar para os efeitos especiais e sonoros se tiver.
20 – DEDOCHE
São
pequenos fantoches utilizados nos dedos. A vantagem é que têm um custo de
material muito baixo, o que permite ter uma grande variedade deles, também podem
ser feitos e posteriormente apresentados pelas próprias crianças. A
desvantagens é que não podem ser usados para uma platéia muito numerosa (cinco
ou seis no máximo) ou TV, onde você grava o teatrinho e repassa para seus
alunos (exemplo: programação da TV escola/ Ratibum) O cenário é um palco pode
ser na Tv, Cineminha onde possa apresentar somente seus dedinhos enfeitados. E
o texto deve ser curto de fácil entendimento, conforme o seu público alvo.Pois,
caso contrário torna-se cansativo para o operador do dedoche. Você poderá usar
os 5 dedos para a encenação ou alguns dedos, depende exclusivamente do
contexto. Se preferir poderá utilizar um
narrador e você desenvolve os seus dedinhos fantasiados. A caracterização dos
dedoches é importante e de fácil confecção, econômica. Nesta técnica poderá ser
usado efeito sonoro e com isto necessitará de um auxiliar para tais
efeitos.Onde desenvolve a atenção, criatividade, habilidade manual. Nesta
técnica poderá ter um “memo” para eventuais esquecimentos do texto, ao qual
deve deixar em local de visível acesso.
21
– MARIONETE
São
bonecos comandados por fios presos na cabeça, nas mãos e nos pés. A cena
desenrola-se no chão e os operadores ficam colocados atrás de um pequeno
cenário. As histórias com vários movimentos engraçados são as que melhor se
adaptam a esta técnica. Como os bonecos
são esguios, eles prestam as mais diversas caracterizações e podem inclusive,
trocar de roupas conforme a cena. As histórias de em ser transformadas em
diálogos entre os personagens. Para descrever uma cena utiliza-se o próprio
personagem. Em uma história que tenham 3 a 5 personagens, utiliza-se 2 a 3
operadores que não devem manusear mais que 2 personagens. Deve-se fazer um
planejamento na divisão de papeis de modo a cada operador estar somente com um
personagem no palco por vez. Quando na história houver um narrador este por sua
vez, deve ficar do lado de fora par liberar espaço atrás do teatro. Na
utilização de um narrador marionete deve-se usar um personagem bem diferente
para não dar confusão: um bichinho ou um mestre de cerimônia...Para este tipo
de evento, a caracterização das marionetes deve ser bem sofisticada, pois além
de chamar atenção fica apreciável de assistir, pois são simples de fazer e
econômicos.E o uso de fantasia e aceitável, pois com as marionetes pode-se
fazer praticamente tudo e elas fazem movimentos incríveis. Permitindo o uso de
músicas e de efeitos sonoros diversos.E os operadores das marionetes devem
possuir uma boa coordenação motora, e coordenação de movimentos com os outros
operadores, boa dicção, volume de voz e interpretação. Esta técnica é adequada
para os narradores tímidos. Sendo recomendável para poucas crianças(no máximo
20). É uma técnica que explora o encantamento e permite pouca interação com a
platéia, desenvolver o senso estético, atenção e a imaginação.
Lembretes:
# Os
operadores devem procurar uma posição
confortável em pé atrás da cortina.
# Treinar
muito o controle dos movimentos dos bonecos através dos fios, Fazer movimentos
coordenados com as falas.
# Testar antes
do início o volume de voz adequado, lembrando que a cortina abafa o som.
# Movimentar
as marionetes com corpo ereto para proporcionar melhor clareza na voz.
# Deixar os
bonecos prontos e em lugar de fácil acesso para troca.
# Se houver
troca de roupas, uso de objetos e de som, utilizar um assistente.
# O texto
poderá ser escrito com letras grandes e afixado em local visível para todos, de
forma que não necessite virar as folhas.
# Dar uma
entonação de voz para cada personagem e não muda-la durante a narração.
# Cuidar para
que a mão e o antebraço fiquem ocultas atrás das cortinas.
# Entrar e
sair com os personagens sempre pelas laterais.
# Movimentar o
boneco de acordo com a história: virar o corpo na direção de quem está falando,
abrir os braços nas exclamações, colocar a “mão” na boca nas surpresas, etc.
22 – TEATRO DE SOMBRAS
Uma luz
projeta figuras em uma superfície opaca. A sombra de bichinhos feita com as
mãos exerce grande fascínio sobre as crianças e com figuras recortadas não é
diferente, tem o mesmo fim proposto. Elas são muito fáceis de fazer e a
apresentação pode conter músicas e efeitos especiais, cenários e efeitos:
recortes de estrelas, fitas balançando, caleidoscópio de luzes, retroprojeção
de slides de paisagens e o que mais
desejar...
E
pode ser desenvolvido também através de silhuetas dos personagens da história
em diversas posições afixadas em uma haste. Estas figuras são movimentadas em
um teatro semelhante ao de fantoches, com uma lâmina na janela e iluminação por
trás. A sombra das figuras é que ilustra a narração. As histórias devem ser
transformadas em diálogos. Para descrever uma cena utiliza-se o próprio
personagem. Pode se utilizar um narrador para
dar o “fio” condutor da história. Deve-se usar de 4 a 7 personagens, utilizando
assim 2 ou 3 operadores e planejar bem a distribuição de papéis, a fim de não
ter um operador com mais de uma figura em cena. Para histórias simples e com
menos personagens, um operador pode dar conta.E quando você quiser usar um
narrador auxiliar, não usar figuras para representa-lo e ele precisa ter uma
voz bem distinta dos personagens. Nesta técnica a complexidade da história terá
que ser média para alta pois se for muito simples poderá tornar-se enfadonha.Quanto
a sua caracterização, de qualquer tipo, uma vez que só se utiliza de silhuetas.
Pode-se usar de muita fantasia, pois o recurso de sombra é rico e fácil de ser
preparado.Os operadores devem ter boa dicção, volume de voz e interpretação.Boa
coordenação motora e excelente coordenação entre os membros da equipe. Permite
a utilização de um texto de apoio. Adequada aos narradores mais tímidos. É um
recurso recomendado para poucas crianças no máximo 20. O teatro deve ficar de
50cm a 1 m acima dos olhos das crianças.Se desejar uma interação com os alunos
peça para ajudarem fazendo as silhuetas, para criarem e apresentarem uma
história. Pode-se fazer um jogo com reprodução de figuras de animais com as
mãos. Com esta técnica desenvolve a atenção, imaginação e criatividade.
Lembretes:
# Encontrar
uma posição confortável para toda a equipe antes do início da apresentação (ter
certeza de ter livre movimentação dos braços).
# Deixar os
bonecos prontos e em lugar de fácil
acesso para troca.
# Se
necessário, afixar o texto escrito em letras grandes, em local visível para
todos e de forma que não seja preciso virar as folhas.
# Usar uma entonação de voz para cada
personagem e não muda-la durante a narração.
# Manter o
boneco em uma altura suficiente para não se ver a haste que segura a figura ou
o antebraço do operador.
# Entrar e
sair com os personagens pelas laterais.
# Ter um
operador auxiliar para os efeitos especiais e sonoros.
# As luzes
poderão ser apagadas enquanto são feitas as mudanças.
23- NARRAÇÃO COM EFEITOS ESPECIAIS
Esta
técnica é muito interativa e de alta participação constituindo quase uma
atividade, um jogo ou em alguns casos, uma dramatização. A história é narrada
com os participantes sentados em círculo (preferencialmente em cadeiras) e com
os olhos fechados.Esta história é somente um exemplo vocês podem montar
qualquer história dependendo o objetivo que querem atingir, pode ser em todas
as áreas e setores:político, social ou econômico. Se possível usar vendas nos olhos. A história
deve ser narrada com muito ênfase e os efeitos sonoros e sensitivos irão
ocorrendo conforme a marcação constante na história.Esta é uma técnica que
utiliza vários auxiliares e deve ser bem planejada, organizada em detalhes para
dar mais emoção, suspense, expectativas o que será que vai acontecer agora...
despertando a plena imaginação e a criatividade dos operadores – na realidade é
uma técnica deslumbrante. Experimenta, experimenta, não é cerveja mas irão
gostar ...
1 – OS
EFEITOS SONOROS – deverão preferencialmente, ser gravados anteriormente em uma
fita. O ideal é que eles sejam gravados com intervalos suficientes para a
narração que acontecerá entre um som e outro. Pode-se usar o recurso de dar
pausas no gravador - a cada som. Mas
isto será necessário um operador auxiliar o mais durante a narração.
O narrador deverá ensaiar com esta fita
(rodando continuamente ou dando pausas, conforme a fita foi produzida). Desta
forma o narrador irá se familiarizar e
poderá controlar a cadência da narração.
2 – OS EFEITOS SENSITIVOS – Para aplicação
destes efeitos, necessita-se de dois ou mais auxiliares que deverão agir de
acordo com a marcação da narração. O efeitos usados são perfumes, ventos,
abelhas e borrifos de cachoeira, conseguidos da seguinte forma:
2.a – PERFUME
– utilizar spray para ambientes, de perfume suave. Tomar o cuidado de borrifar
pouco e na direção do teto, pois um jato direto nos participantes poderá causar uma sensação desconfortável,
estragando a apresentação. Prestar atenção se não existem alérgicos ao perfume
no grupo.
2.b –
VENTANIA – Utilizar um ou dois ventiladores que deverão ser direcionados lentamente para toda a platéia,
a uma distância de cerca de 1 metro do rosto de cada participante. Os
ventiladores poderão ser de porte pequeno, afixados
em uma haste de madeira e o seu manuseio será mais confortável e melhor direcionado.
2.c – ABELHAS – As abelhas são feitas com pedaços de
barbantes fininho, de comprimentos diversos e presos a uma haste de madeira.
O desenho poderá ilustrar melhor. Segue anexo. No momento da narração, a ponta dos barbantes deverá tocar
levemente a face do participante. Poderá haver dois “enxames” de abelhas,
manipulados cada um por um auxiliar. Se desejar uma sensação mais confortável
pode-se colar ou amarrar floquinhos de espuma (do tipo usado para encher
almofadas) na ponta dos fios (neste caso pode usar linha grossa).
3 – O FINAL
DA HISTÓRIA – a história é interrompita em um momento surpreendente, em que
ninguém tem muita idéia do que irá acontecer – isto é proposital para que, com
a “mente exercitada”, os participantes possam criar o final.
3.a – Assim,
divididos em pequenos grupos de 4 a 6 pessoas, eles devem reunir-se e criar o
final da história. Dou 15 minutos para isto e reúne-se novamente todos em uma
grande roda – onde um representante de cada grupo irá contar o final da sua
história dos demais.
24
– NARRAÇÃO INTERATIVA
É
uma técnica de história como o nome já
expressa e tentarei ser clara nesta técnica,
pois exige atenção, criatividade, imaginação, assumindo uma postura de sujeito
cognoscente (que conhece) e de um objeto cognoscível (que pode conhecer) é uma
aventura pura de muita adrenalina. Esta técnica de história trabalha muito com a curiosidade do que está contida
na caixa de PANDORA. Assim, trazer a caixa até a narração enriquece o conteúdo
e aprende a atenção.
1.a – CAIXA – a caixa poderá ser simples, mesmo uma
de sapatos, com uma decoração que chame a atenção:forrada exteriormente com
papel laminado ou papel colorido (somente não utilizar a cor verde) como
decorações vistosas por fora da caixa. Ao passo que esta caixa deverá ficar
escondida, porém “à mão” do narrador que deverá coloca-la no centro do círculo
somente no momento da narração, na qual, ZEUS a entrega a PANDORA para que seja
levada a PROMETEU.
1.b – O INTERIOR DA CAIXA – o interior da caixa
deverá ser forrada com papel verde, para estar de acordo com o final da história, demonstrando
que no fundo da caixa restou a esperança.
1.c – Os
pequenos “PEDAÇOS DE ESPERANÇAS” – Desejando-se, pode-se “materializar a
Esperança” colocando no interior da caixa alguns pequenos objetos que a
simbolização: pedaços de papel laminado ou em forma de dobraduras (a de um
pássaro por ex.), balas, bombons embrulhados em papel ou tule verde amarrado
com fita da mesma cor. Esses objetos
enriquecerão a mensagem e funcionarão como pequenos talismãs.
1.d – O
MANUSEIO DA CAIXA – Este manuseio é muito importante, pois é o que irá
transmitir a importância da caixa no contexto da história, valorizando a sua
presença. O narrador deverá fazer alguma encenação com a caixa nos momentos em
que ela é citada: olhar, tocar e sacudi-la enquanto narrar estas ações feitas
por EPIMETEU. No momento em que EPIMETEU abre a caixa pela primeira vez, o
narrador deverá abri-la só uma
frestinha, afim de que a platéia não veja o seu interior verde e a surpresa
seja antecipada. No final quando EPIMETEU encontra a Esperança, e a caixa
deverá ser totalmente aberta e o seu conteúdo distribuído entre todos. (cada um
poderá guardar a “sua esperança”, pois afinal ninguém sabe quando irá
necessitar de um pouquinho dela).
2 – APARIÇÃO
DA FADA ESPERANÇA- Havendo o interesse de aumentar o impacto, pode-se
personificar a Esperança na forma de uma fada. Para isto, deve-se utilizar-se
uma auxiliar que se vestirá como uma fada, totalmente verde. Ela deverá ficar
escondida em um lugar de onde possa escutar a narração. No momento em que
EPIMETEU está arrependido por ter aberto
a caixa, o diálogo que se estabelece com a voz feminina no interior da caixa
pode se desenvolver com a “fada”, sem que ela “apareça” ainda. No momento em
que EPIMETEU cede a tentação e finalmente abre completamente a caixa. A fada
“aparecerá” no interior de uma nuvem de fumaça verde surgida com a abertura da caixa
pela segunda vez. Esta fumaça poderá ficar “por conta” da imaginação dos
meninos ou mesmo ser produzida.
25 – HISTÓRIAS
MATEMÁTICAS (DESENHOS)
Inicialmente,
o professor deverá propor uma atividade coletiva em que os alunos, a partir de
elementos pregados no quadro-de-giz, possam inventar uma história com bichinhos
móveis. Após a elaboração oral da história matemática, os alunos escrevem e
ilustram no caderno.
O
professor deverá trabalhar inicialmente com histórias que envolvem somente adição.
Á
medida que forem elaborando suas histórias matemáticas, os alunos irão
descobrindo os signos e as representações matemáticas. Aqui você encontrará
exemplos de algumas adições e operações para o desenvolvimento lógico de seu
aluno ou até mesmo para concurso, muitas vezes algo tão lógico as pessoas,
ficam tão nervosas que não conseguem responder.Pode acreditar...
EXEMPLOS:
1 – Havia 3
borboletas no jardim, chegaram mais 2.
#
Frase matemática : 2 mais 2 é igual a 5
# Operação: 3 + 2 = 5
2 - Continuar
essa história matemática, através de desenhos para ser completados:
# Estavam 2 coelhinhos brincando no bosque.
#
Chegaram mais --------- coelhinhos.
# Frase matemática:
# Operação:
3 – Observar
e Responder:
# Havia no campo --------- carneirinhos.
# Chegaram---------- cachorrinhos.
# Agora existem------- animais no campo.
#
Frase matemática:
# Operação: -------------
4 – Escrever
uma história matemática sobre a ilustração:
# História matemática:
# Frase matemática:
# Operação:
5 – Continuar
essa história matemática:
# No chiqueiro havia 5
porquinhos.
# Saíram ------- porquinhos.
# Agora existem ---------
porquinhos no chiqueiro.
# Frase matemática:
#Operação:
26
– PROBLEMINHAS
São problemas de matemática, que através das figuras ou
desenhos feitos pelo professor, poderão ser manifestado pelos alunos a
capacidade de discernir padrões lógicos ou numéricos e a capacidade de
trabalhar com longas cadeias de raciocínio.É
um trabalho rico, interessante e diferente para o aluno, quem não gosta do que
é novo? e quando possui uma pitada de criatividade
1 – Observar
o desenho e responder: (supostamente, imagine, não tenho o desenho)- são
problemas que deverá ter no desenho borboletas sobre as flores e algumas
voando, que através deste desenho o aluno poderá fazer as contas – através do
processo construtivismo.A observação pode ser individual ou coletiva.E o
desenvolvimento desta técnica pode ser no quadro de giz ou folhas
mimeografadas.
·
Quantas borboletas estão sobre as flores?
·
Quantas borboletas voaram?
·
Escreva o numeral em cada quadrinho.
·
Agora faça a continha:
2 – Observar
e responder: (supostamente, pois não tenho o desenho)- neste são abelhas
que estavam sobre a flor, e algumas que chegaram. Fazendo a operação em
seguida.A observação pode ser individual ou coletiva.Os desenvolvimentos desta
técnica podem ser feitos no quadro de giz ou em folhas mimeografados.
·
Quantas abelhas estavam sobre a flor?
·
Quantas abelhas chegaram?
·
Fazer a operação abaixo:
3 – Observar
e responder: (supostamente, não tenho o desenho) – neste são balões de ar
ao qual a menina esta consigo, e alguns estouraram, depois de observar e para
os alunos escreverem, inventarem uma história matemática, sobre a ilustração
(pode ser em grupo ou individual).O desenvolvimento deste desenho pode ser no
quadro de giz ou em uma folha mimeografada, que a partir deste desenho que o
aluno vai desenvolver sua história, que pode ser tanto oral como escrita.
·
Quantos balões tinham a menina?
·
Quantos balões estouraram?
·
Agora, escrever uma história matemática, sobre a
ilustração.
27 – ATRAVÉS DE VARIADAS ATIVIDADES O PROFº
TRABALHARÁ A LINGUAGEM ORAL COM SEUS ALUNOS
# As crianças inventarão suas próprias
histórias com temas sugeridos ou não pelo profº;
# Recontar a história contada ou lida pelo
professor;
#
Recontar a história através de uma dramatização;
# Modificar o princípio ou o fim da
história;
# Fazer pantomimas de cenas da história;
# Dramatizar os diálogos da história;
1 –EM GRUPOS:
os alunos realizam mudanças na história contada, apresentando cada grupo.
Ø
Mudança no meio;
Ø
Mudança no final;
Ø
Mudança no princípio;
Ø
Mudança de personagens;
Ø
Mudança de situações da história.
2 – VARIAÇÃO:
dizer um trecho de uma história para que os alunos a identifiquem.
Ø
A mãe deu a cesta de docinhos;
Ø
O menino tocou a flauta encantada;
Ø
Quando o menino mentia seu nariz crescia;
Ø
Ou o profº fala o nome de uma história e os
alunos contam uma parte da história.
28–
QUEBRA-CABEÇA
Com
desenhos bem ilustrativos de sua escolha, que envolva início, meio e fim de uma
história.Este trabalho pode ser desenvolvido individualmente ou em grupo
dependendo do que irá propor a eles.
# E esta
técnica envolve vários momentos de trabalhos, dependerá exclusivamente do objetivo
proposto pelo Profº nesta aula distintamente:
-
Você pode contar uma história encima deste
quebra-cabeça;
-
Dê o quebra-cabeça, peça que montem e depois peça que
inventem uma história sobre o que montou;
-
Dê um “tema específico”, depois peça para que procurem
uma figura que represente este “tema”, produzindo um quebra-cabeça e
inventem uma história criativa cheia de imaginações pode ser de ficção,
aventura, romance, problemas sociais, políticos
ou atuais.
Nesta
técnica você utiliza a imaginação, criatividade, pesquisa e desafios... As
adaptações dependem do que irá propor e o que o aluno irá criar. Quanto aos
seus personagens seria o narrador de seu próprio quebra-cabeça, de sua história
(imaginação, criatividade). Caso ele queira um auxiliar dependerá como ele
produzirá e conduzirá a sua história.E
este quebra-cabeça poderá ter um enredo
complexo ou simples. E nesta técnica não utiliza caracterizações pois não
haverá roupas e nem acessórios tudo será desenvolvido em cima de um jogo de
quebra-cabeça. Quanto aos recursos de música, efeitos especiais, se usar
dependerá de um auxiliar.E nosso habilidoso contador de história deverá ter uma
boa dicção, um bom volume de voz,entonação dramática e se possuir uma auxiliar deverá treinar
bastante para haver uma coordenação em todo o contexto de seu singelo
quebra-cabeça.
29 – SALADA
DE CONTOS
Esta
técnica e hiper interessante, pois leva
o aluno a sonhar, criar, imaginar o impossível, criar palavras e dar sentenças
verdadeiras edificando a beleza do falar. O estímulo dessa técnica se
desenvolve enquanto um PROJETO que prevê continuidade e frequência levam as
pessoas a se expressar com maior lucidez e clareza e dessa forma fazer do
instrumento de sua fala um meio de sua realidade de seus sonhos e das relações
interpessoais. Pois, mistura-se várias histórias ou vários personagens para que
montem um contexto de uma única história com início, meio e fim.
Sabe
de uma coisa, quando estou escrevendo sobre estas técnicas eu viajo no espaço
eu sonho neste mundo a fora, de sonho. Meu Deus como adoro história e ela é o
início da educação onde há valorização, resgate, estimulo para criatividade,
imaginação, e muito mais, socializa o ser humano não somente a criança, gostaria
de ser normal , mas creio que as vezes pareço que não.
Caro
profº, desta técnica de salada de contos
você pode correr o mundo comunicando com todos os povos e nações descobrindo
suas tradições culturas e comidas. E através desta salada de contos você pode
contar a nossa salada folclórica de um povo, que traduz um pouco de como esse
povo vive seja brasileiro ou outros paises, daí surgira também a pesquisa que é
muito gratificante.Onde nosso aluno vai trazer em suas histórias criativas, com
ou sem efeitos sonoros e especiais, pois nesta técnica engloba tudo deste
auxiliar, recursos, adaptações, enredos simples ou complexo, fantasias, e com
certeza desenvolverá a imaginação, desinibição, criatividade, senso estético,
valoriza , aprende e aumenta sua auto-estima. Pois através desta salada de
contos se for folclórica pode trabalhar com festas, costumes, danças,
provérbios, quadrinhas, frases populares, músicas, comidas típicas, frases de
pára-choques de caminhão, lendas, adivinhações, brinquedos, brincadeiras,
mitos, cantigas, artesanato, remédios caseiros, etc...Este é um exemplo de tipo
de projeto das saladas de contos, mas você professor dependendo do seu tema
gerador do bimestre,poderá trabalhar infinidades de saladas de contos.
30
- A CRIANÇA COMO PROTAGONISTA
Misturar o nome das crianças como parte de personagens
da história, sendo para auxiliar, ajudar, socorrer... de uma forma interativa e
gratificante para o aluno.O cenário que
desenvolverá esta história não importa pode ser qualquer história até mesmo do
chapeuzinho vermelho onde o “William” pode ser o priminho do chapeuzinho
vermelho que veio passar as férias na casa do chapeuzinho vermelho, no entanto
qualquer história, mas que inclua algum ou vários alunos na história também com
certeza elas irão acompanhar você profº por todos os lugares que inventar,
mesmo que você esteja ensinando geografia, história, português, matemática,
arte, inglês... enfim, todas as disciplinas não importa inclua este aluno para
participar de sua história, pois caro professores e todas essas disciplinas com
criatividade você pode montar histórias, dramatizar para explicar sujeito,
adjetivo, substantivo... em literatura trabalhando as classes literárias em
dramatização, encenação, da história literária que é riquíssima.Em matemática
já citei exemplos, geografia, esta está inserida em todos os momentos de nossa
vida, desde ao levantar(ar, gás carbono, atmosfera, água-’para escovar os
dentes , lavar o rosto, ira ao banheiro’, local de seu quarto, local do
banheiro, da cozinha... endereço de sua casa, de sua escola, de seus amigos, de
seus avós, de seus tios...) percebem como a geografia, faz parte de nossa
existência e nosso aluno é protagonista, de sua própria história, de sua rotina
diária.E na história também desde quando foi concebido (meu filho diz ele foi
feito no Japão mas nasceu em José Bonifácio- São Paulo), quem são seus pais,
seus avos, seus amigos, sua escola, sua casa...Profº crie, sonhe, imagine.
Andem nas nuvens, passeie nas florestas
encantadas, onde possam ver duendes, sininhos,Peter pan, príncipes e princesas
e de uma passada no mundo da história
atual onde vai ver Digmom, Medabots, Dragon Ball, Arquivo X, Toy story, Street
fighter,Space ghost e muito mais.
31
– CRIAÇÃO DE FINAL PARA HISTÓRIA
O
profº contará uma história, quando faltar pouco para termina-la ele fecha o
livro e as crianças que irão dar um novo final para a história.Nesta técnica o
que importa é a criação do final da história como será desenvolvido o cenário
dependerá dele ou da equipe, poderá usar uma das técnicas citadas até o
presente momento, as adaptações dependerá como eles irão criar e existem X
maneiras. Poderá aumentar ou diminuir os personagens.Tudo o que for feito
necessita de planejamento e deve ser bem feito e bem organizado para sair um
trabalho de destaque, profº incentive seu aluno para ser prestativo,
organizado, querer ser um vencedor, tudo o que for fazer que seja bem feito.’Se
“dê” pequeno ele adquirir este hábito, crescerá um ser filho de Deus perfeito.
“(Quem falava assim, era meu pai Massao Suzuki, in memoriam)”.
32 – H ISTÓRIA EM QUADRINHOS
Essa técnica basta o professor escolher uma
história de preferência dos alunos.. e mãos a obra.. boa sorte.
33 – CONTE UM
CONTO E FAÇA UM PONTO
Esta
técnica é diferente, interativa,
dinâmica, criativa e de certa forma deslumbrante.O profº conta a história aos
alunos de maneira a envolve-las através de expressão corporal, expressão
facial, tonalidade, ritmo de voz.
Os alunos podem reproduzir a história contada
através da técnica do pontilhismo.
Num
primeiro momento as crianças, fariam bonecos de papel ou fantoches (sucatas).
Em
seguida depois dos bonecos e fantoches prontos o profº utilizaria para
construir uma história agora com o auxilio dos bonecos (teatro de fantoche) com
cenário é tudo.Pode usar o palco’improvisado com lençóis, cortinas, carteiras’,
Tv., ou cineminha.
O
aluno ouve uma história contada pelo professor com os fantoches. Em seguida a
história e reproduzida em quadrinhos, utilizando desenho em pintura( como
gibis, que seria o pontilhismo: você faz algo e a outra pessoa apresenta outra
coisa mais criativa). Aja imaginação, senso criativo, humor, amizade, amor,
carinho, sonho e ideais, com todas estas técnicas chegaremos ao ideal educando
crítico e reflexivo, não precisamente esta de “conte um conto e faça um ponto”
digo todas as 42 pelo menos é um começo.
34
– LEVANTAMENTO DAS HISTÓRIAS CONHECIDAS PELAS CRIANÇAS
Está técnica é
simples mais criativa, de fazer aplicação – depois de fazer uma mesclagem de
todas as histórias conhecidas pelos alunos, distribui papeis (máscaras, roupas,
acessórios...) 2 ou 3 elementos conhecidos e 1 elemento desconhecido, sugerido
pela criança. Ex: 3 porquinhos, o lobo mal e uma nave espacial. O aluno deverá
criar uma história. Sendo que a criança apresentará a sua história através da
mímica. O cenário onde será reproduzida a história deverá ser criado pelos
alunos, dê material de sucata para desenvolverem esta riqueza, as suas
adaptações serão ricas com certeza, se necessário precisar de efeitos sonoros
referente a alguma cena que irá fazer sua encenação, com certeza precisará de
um operador assistente. Nesta técnica não utiliza narrador e nem haverá a
complexidade do enredo, mas poderão enriquecer nas caracterizações que poderão
ser complexas, de confecção simples e econômica.Fantasias no que for
necessário.E que nossos habilidosos alunos tenham desenvoltura nas expressões
corporais e fisionômicas. Quanto a interação dos
alunos, podem participar na confecção do cenário, fantasias, roupas, e se houver músicas terá que ser no áudio,
pois eles somente poderão participar com suas mímicas, nesta aplicação de
técnica será riquíssima em criatividade e destreza nos movimentos.
35
–AS CRIANÇAS SUGEREM UM ELEMENTO PARA SE CRIAR UMA HISTÓ
RIA
O
profº trabalha o tema integrador do bimestre com as datas comemorativas e
inicia o ano com o Carnaval: onde o qual, pode ser extremamente abrangente, A descrição do
ambiente ele pode fazer com se fosse em um filme, ou contar através de cartazes
de fundo preto e vai criando o seu carnaval ou os carnavais que assiste na
televisão que são riquíssimos, cheios de cores e vidas, dependerá
exclusivamente de sua criatividade ou do seu grupo se assim o for.As adaptações
desta técnica podem ser, desde uma história de um palhaço de uma bailarina, de
uma dançarina, o pierrô, os frevos da região
norte do país.Tudo isto onde as crianças sugerem um elemento para se criar uma
história. Criam estes elementos através de recorte, colagem ou mesmo
dobraduras.E sua narrativa pode ser simples ou complexa depende onde eles irão
passar este carnaval.Nesta técnica dispensa as fantasias e os recursos
adicionais. O público nesta técnica não poderá ser muito grande, pois se for
através de cartazes ou cinema (televisão - um filme), somente para um grupo
pequeno.E a interação da criança é intensa pois ela que ira fazer os recortes e
colagem para montar o seu carnaval deslumbrante, onde através desta técnica a
criança desenvolve seu senso estético, atenção, criatividade, informação,
pesquisa, habilidade motora e sua interação com o grupo.O carnaval e um exemplo
mas você profº pode desenvolver todos os tipos de temas geradores e datas
comemorativas com esta técnica.
36
– O PROFESSOR COM A AJUDA DAS CRIANÇAS
CRIAM TEXTOS
Esta
técnica pode ser feita em equipe ou individual, onde elas criam textos e as
ilustrações formatando a criação de um livro.Sendo de uma forma simples como de
uma narrativa bem mais complexa dependendo de sua turma e idade das mesmas.
E para criarem
estes textos e necessário ter um objetivo referente a criação. Nesta montagem
do livro ou poderá ser sobre as datas comemorativas, ou eventuais noticiários
de maior destaque, discriminação, inclusão, guerra, desarmamento, mulheres em
destaque, saída de pessoas para outros paises em busca de uma qualidade de
vida, abuso sexual, e muito mais... Depois de confeccionarem o livro os alunos
farão o rodízio dos mesmos. Mostrando para a sua classe o belo trabalho de
criação, ficção, romance...
37- AS CRIANÇAS CONFECCIONAM LIVROS COM PALAVRAS
O professor, com a ajuda das crianças sugere
algumas palavras referentes ao tema gerador ou mais precisamente ao tema
que vincule a data comemorativa do momento, palavras soltas onde através destas
singelas palavras possa surgir o crescimento de uma história linda, cheia de
sonhos desejos e anseios de um objetivo concreto ou simplesmente que destas
palavras estabeleça uma viagem cheia de ficção, ação, aonde nasça um
acontecimento cibernético, computadorizado, cheio de informações que para o
ser humano são indispensáveis, pois se
um ser não saiba lidar com um computador hoje, praticamente ele é um
analfabeto, um leigo... quem poderia imaginar nesta atual realidade. Caro professor aqui vai uma sugestão para que possa jogar bem
estas palavras para os nossos alunos, além desses projetos que temos que
montar, como professores devemos, auxiliar nossos alunos para terem a
compreensão exata das cinco regras essenciais para gostar de si mesmo ser
respeitado em sua casa e na escola, aprender a pensar e ser criativo, ler e
compreender um texto, tirar melhor proveito de uma aula, fazer fichamento
(resumo) de texto, fazer uma pesquisa, uma boa redação, as nove “inteligências”
e o funcionamento de seu cérebro, aprender disciplinas conceituais,estudar e
aprender conteúdos exatos, memorizar, não se esquecer do que aprendeu,
diferença entre aquele que sabe as coisas e o sábio. (todos estes itens poderão
ter o privilégio de ler e aprender no livro do professor
Celso Antunes, A grande Jogada, Ed.Vozes, 2002).Dependendo das palavras que indicar e forem sugeridas por
eles, poderá surgir grandes efeitos nas histórias de seus alunos.
38 – REPRODUÇÃO DE HISTÓRIAS DE DESENHOS,
COLAGENS COM SUCATAS
Mais
uma técnica criativa, engenhosa, de pesquisa. Pois através de histórias que
conhece que a avó, o avô, contava ele, poderá usar sua imaginação criadora para
reproduzir através de desenhos, colagens diversificadas ou mesmo reproduzir
através de materiais de sucatas. Poderá ser individual ou em grupo, cores a
vontade, sucatas diversificadas, borracha de pneu, pepsi, caixa de leite,
saquinho de leite, lacre de latinha...onde deverão buscar proposta de trabalho,
organizar, selecionar, criar, e
apresentar sua reprodução das histórias. Que depois do trabalho pronto a
equipe deverá passar por uma BANCA diríamos assim - Desenvolvendo assim as
críticas em grupo, entrevistas dos próprios amigos referentes a sua reprodução fazendo-lhes perguntas aos quais,
cada grupo, poderá ter o conhecimento das histórias que nos pais e avôs
contavam muitas vezes para nos colocar medos e receios, disciplinas... No curso
que fiz, conheci histórias inacreditáveis, ao passo que foi mais um
conhecimento.
39 – TECNICA
DO RODÍZIO DO PAPEL
As
crianças recebem um papel para que em 1 minuto desenhem algo sobre a história
lida.
-
Em seguida o papel é trocado e outra criança continua a
história. No final da atividade terão várias histórias feitas em conjunto.
-
Depois do desenho pronto deve ser feito o relato da
história desenhada.
Nesta estratégia do rodízio os alunos poderão
realizar as seguintes atividades:
·
Leitura individual;
·
Estudo do vocabulário (palavras e expressões
regionais do Brasil);
·
Levantamento da linguagem popular regional;
·
Seleção dos elementos culturais trazidos pelo
texto: ex: capoeira, frevo, lendas, culturas regionais do Brasil, imigração,
emigrantes, dekaseques, gaidin;
·
Debate sem sala abordando: personagens, cenário,
contrastes;
·
Montagem de maquetes reproduzindo o cenário,
seja ele em amplo aspecto na ciência, física, biologia, química, geografia,
história, literatura e muito e muito mais... e extremamente rico.
·
Dramatização em sala;
·
Criação de textos dramáticos, tendo como base a
obra lida, mas procurando transpor a temática para a realidade, mesmo que seja
a da mulher que aparece no banheiro em dia de lua cheia, e não tem dentes;
·
Avaliação do trabalho pelo grupo. Dependendo do
tema escolhido poderá haver integração entre; comunicação e expressão, estudos
sociais, ciências, biologias, história, geografia, etc...
40
–KIRIGAMI
Os
alunos escutam, atentos, as narrações e acompanham mentalmente, desde que você
profº esteja trabalhando algo que desperte a curiosidade do aluno, as chances
de ter uma postura atenta e participativa aumenta muito. Trouxe do Japão livros
de kirigami uma coleção maravilhosa de difícil acesso no Japão, demorei
localizar. Cada livro contém 40 modelos de Kirigami que vai desde uma gangorra
com duas crianças, rei e rainha, escorregador com criança para desce-lo, Oni (capetinha),
floresta com bichinhos e menina para movimenta-los, uma casinha de cogumelo com
duende, um siri que movimenta as patinhas, macacos que abanam leques, homens
com luvas se boxeando, um porquinho batendo martelo, um gato pegando peixe, um
joguinho se sapo que pula com rampa e tudo e cai em cima de uma folha régia
japonesa, um carrossel que gira, um jogo de ratinhos que assoprando eles fazem
uma competição de quem é mais rápido, e mais vários jogos interativos e
educativos, Cartões que representam para datas comemorativas, aniversários,
congratulações, trens, caminhões, ônibus, casas, máscaras, relógios,
astronautas, cachorro e sua casinha, desejando feliz aniversário, sapo tomando
vinho e abrindo a boca par desejar um feliz aniversário, um macaco abrindo os braços dizendo guenke deska: tudo
bem!, porta lápis, brinquedos diversificados, cofrinho, carteiro, cachorro com
osso e tudo, helicóptero, bonde elétrico, telefone sem fio, um sapo que pula
alturas, foguete que vai para o espaço, ursinho que tem balanço,porquinho que é
guarda de trânsito, bicho preguiça que sobe em árvore com um filhinho nas
costas, um torrador com duas torradas, um golfinho que joga bola, um macaco
acrobata, uma vara de pesca com peixe e tudo, e muito mais. Com todos esses
Kirigamis você poderá contar histórias, pedi para reprodução,criação, confecção
de livros de história com os Kirigamis, utilizando-os para a sua realidade e de
seus alunos. Jogar, brincar, lazer fazem parte da existência humana.E com sua criatividade com certeza fará um ótimo
trabalho.
41 – CASINHA
DA IMAGINAÇÃO
São textos
que você poderá criar para a hora do relaxamento. Pedir inicialmente que os
alunos fiquem em uma posição confortável na carteira ou deitem-se no chão.
Vou passar para vocês 2 exemplos de
relaxamento e depois pedir que façam um desenho que imaginaram sobre a
historinha que for narrada. Criando assim um texto – mas desta vez os alunos
irão fechar os olhos e imaginar...
Desenvolvimento
– corrida na floresta:
(com os olhos fechados).
# Imaginem uma floresta muito bonita e imensa,
cheia de árvores, flores, bichinhos, borboletas e passarinhos. Todas as manhãs o sol aparecia
por de trás das nuvens acordando todos os moradores da mata. E quando isto
acontecia as árvores, as flores, os bichinhos, borboletas, e passarinhos se
movimentavam alegremente.
Porém
um dia foi diferente dos outros.
O passarinho
anunciou - “hoje haverá uma corrida”.
Este era o
comentário que envolvia a floresta, todos estavam felizes, pois nunca
acontecerá tal evento.
Mas
quem vai competir?
-
Seu Coelho o mais veloz da redondeza e a Dona
Tartaruga, aquela baita preguiçosa.
Seu Coelho estava orgulhoso,
tinha certeza que ia vencer.
Tudo
pronto para a largada. Seu Coelho se preparava no aquecimento. Dona tartaruga,
desanimada, cabisbaixa ... quase morrendo de tanta preguiça.
Mas
na mata a alegria era tanta que as árvores balançavam, o sol sorria, as nuvens
se moviam, as flores e os bichinhos acenavam para os atletas.
Atenção
! seu Juiz acena a bandeira e os atletas saem.
Seu Coelho disparou na dianteira
enquanto que a Dona Tartaruga lá atrás seguia lentamente. Passando algum tempo
o coelho astuto avistou um coqueiro umas pedras – lugar encantador para
descansar.
E assim ele
fez, dormiu... dormiu tanto que a Dona Tartaruga passou por ele.
Quando o
Coelho acordou assustado, viu a Dona Tartaruga já cruzava a linha de chegada.
Vivaaa!!
A bicharada pulava de alegria, assim todos cantaram e dançaram.
# Agora,
abram os olhos façam o desenho do que foi narrado e como vocês imaginaram toda
essa corrida.
# Depois
criem um texto:
Desenvolvimento:
casinha da imaginação
Agora com os
olhos fechados!
-
Imaginem uma casinha bem bonitinha!
-
As suas paredes são branquinhas... branquinhas...
-
Em volta tem uma grama verdinha... verdinha...
-
O jardim é lindo! Tem muitas flores: amarelas, brancas,
vermelhas e muitas árvores onde os passarinhos gostam de morar.
-
Agora, vocês estão sentindo um calorzinho bem gostoso.
-
Por que será?
-
Ah! É por causa do lindo sol que está a brilhar no
imenso céu azul.
-
Quem será que mora nessa casinha?
-
Você conhece?
-
Imagine quem possa morar nessa linda casinha.
-
Agora, abram os olhos, façam o desenho que vocês
imaginaram sobre a casinha e quem mora nela.
-
Depois criem um texto:









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