sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

41 PSICODRAMAS E ESTÍMULOS PARA INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS - ALDRY SUZUKI


ALDRY AKEMI SUZUKI 



41 PSICODRAMAS

&

ESTÍMULOS PARA INTELIGÊNCIAS
                                   MÚLTIPLAS






Este livro poderá ser o início de um grande projeto educacional.
 O gosto pela leitura é decorrência de alguns importantes fatores
motivacionais intrinsecos e/ou extrinsecos ao ser humano. Os motivadores
internos são ligados diretamente: à razão, (pensamento, memória, imaginação e raciocínio); ao psíquismo, (emoção, vontade, paixão); e ao intuitivo, relacionado às nossas crenças, cultura e saberes. Despertas e motivadas estas áreas, a pessoa passará compreender e valorizar o mundo das letras.
 Um caminho seguro, atraente, atual e rápido para atingir essa meta é este,
escolhido pela brilhante educadora, professora Aldry. Seu livro, repleto de
técnicas e orientações para a correta forma de contar histórias é, também,
uma fonte de encantos e luzes, pois na prática, vai conduzindo o leitor ao
gosto por essa gratificante tarefa. Na simplicidade de uma pessoa dedicada
com esmero ao ensino, a autora se entrega, de corpo e alma, para a
importante e indispensável missão de orientar outros colegas para que se
dediquem, como ela, a expressar as idéias próprias ou de outros autores, nas
páginas dos livros infantis e suas histórias.
 Despertar a curiosidade pela imaginação, talvez seja o grande trunfo que
qualquer professor possa ter para conseguir atingir seus sagrados
propósitos. Essa é a essência do presente livro, proposto pela professora
Aldry, contendo as técnicas para contar histórias. Toda pessoa que folhar
suas páginas, com esse específico interesse, certamente encontrará o
subsídio que procura e necessita em sua caminhada como mestre. Mas não só
isso! Encontrará motivação para ser um exímio e brilhante contador de histórias.


 Amani Spachinsnki de Oliveira
  Escritor









SUMÁRIO

Pensamentos.................................................................................................................................  04

Apresentação................................................................................................................................. 09

Introdução...................................................................................................................................... 08

I. Experiência..................................................................................................................................14

1.1. Fantasia versus Realidade.......................................................................................................27

II.Característica da idade/ interesse comuns...................................................................................16

III.Finalidades.................................................................................................................................31

IV. Características essenciais de uma “Boa história e narração”...................................................34

V. Utilização.................................................................................................................................. 38

VI. Métodos e Técnicas para Contar Histórias...............................................................................44

VII . As Inteligências Múltiplas.....................................................................................................79

7.1. As inteligências múltiplas e seus estímulos.............................................................................82

7.2. Quando usar os jogos...............................................................................................................89

7.3. Como usar os jogos..................................................................................................................90

7.4. Jogos para estimulação das inteligências.................................................................................91

VIII.Conclusão.............................................................................................................................128

IX. Bibliografia .......................................................................................................................... 130




AFIRMAÇÕES DE PENSADORES
(Pensamentos relacionados à educação e  que fizeram a diferença no tempo e na história).

“Educar é a arte de formar homens”
(Rousseau)
“Educação é o desenvolvimento integral do homem. É o domínio de todas as coisas”.
(Comenius)
“Educar significa o desenvolvimento natural, progressivo e sistemático de todas as forças.” (Pestalozzi)
“Educar é desenvolver proporcional e regularmente todas as disposições do ser humano”.
(Kant)
“Aqueles que se ocupam da educação, são responsáveis pelo desenvolvimento de todas as atitudes intelectuais, afetivas e corporais da criança. A separação da educação e das disciplinas, as quais dirigem-se a um só órgão, ao cérebro ou a musculatura, divide a personalidade da criança e lhe infligem um dano enorme, pois o indivíduo é um todo indivisível”.
(Schede)
“Há quatro coisas que não voltam mais depois de lançadas:
a pedra depois de solta pela mão;  a palavra, depois de proferida;
a ocasião, depois de perdida; e o tempo, depois de passado”.
“Ah! Dois corações que se amam são como dois corações magnéticos, o que se move em um faz mover o outro, pois é um só impulso que age em ambos. A vista de dois namorados é um espetáculo digno dos deuses”.
(Goethe)
“A grandeza de um País não depende da extensão do seu território, mas do caráter de seu povo.” (Colbert)
“Quando te encontrares numa situação angustiosa em que tudo parece conjurar-se contra ti, de modo a não mais poder agüentar-te, não te rendas, porque é o momento em que começa o refluxo da maré para o triunfo”.
“Se você se julgar derrotado, derrotado estará; se achar que não tem coragem, nada fará; se quiser vencer, mas pensar que não pode, é quase certo de que não poderá; se achar que vai perder, está perdido. Pois, por este mundo afora, descobrimos que o sucesso depende da vontade do indivíduo; tudo depende do estado de espírito. As batalhas na vida nem sempre são vencidas pelo homem mais forte ou mais ligeiro. Porém, mais cedo ou mais tarde, quem vence é o homem que acha que pode vencer”.
( Norman Vicent Peole)
“Só a consciência atenta – que nada tem a ver com a atividade mental, que é livre de todas as referências do passado, livre dos hábitos corpóreos e psicológicos, livre do dever de escolher, livre da receptividade - e pode abrir as portas da compreensão espontânea” (Jean Klein).
“Respeite os que procuram esvaziar-se de toda mentira, que se esvaziam do eu e só conservam em si o ser puro é luminoso”.
(Rumi)
“Se tendes o dom de ler as sementes do tempo, e dizer quais hão de germinar e quais não, falai”.
(Shakespeare)
“Correr não adianta, é preciso partir a tempo.”
(La fontaine)
“Seja a mudança que você quer ver no mundo”.
(Nahatma Gandhi)
“Pensa que só dispões de um tempo limitado e que se não o aproveitas para buscar a tranqüilidade de tua  alma, desaparecerá junto contigo”.
(Marco Aurélio)
“Os instantes que perdemos nem a eternidade pode devolvê-los”.
(Sherbrooke)
“Como tiveres semeado, assim hás de colher”.
(Cícero)
“Apressemo-nos, o tempo foge e nos arrasta consigo.
O momento em que falo já vai longe de mim”.
(Bokeau)
“Vive, sem esperar pelo dia que vem, colhe hoje, desde já colhe as rosas da vida”.
(Ronsard)
“Os fatos e os tempos ligam-se por fios invisíveis”.
(Machado de Assis)
“O nosso futuro não depende só de nossa ciência e inteligência; mas principalmente de nossa ética e força de vontade”.
(Agustín Álvares)
“O futuro é um lugar cômodo para colocar sonhos”.
(Anatole France)
“Quando você precisa tomar uma decisão e não toma, está tomando a decisão de não fazer nada”.
(William James)
“O que não se apaga é o futuro”.
( Machado de Assis)
“Toda natureza é uma harmonia divina, sinfonia maravilhosa que convida todas as criaturas a acompanharem sua evolução é progresso”.
(C. Torres Pastorino)
“Total uso da palavra a  todos me parece  um bom lema de bonito som democrático.Não para que todos sejam artistas, mas para que ninguém seja escravo.”
(Gianni Rodari)
“Transmitir conhecimento é uma honra é um dever”.
(Phillipe Perrenoud)
“Não corrigir nossas faltas é o mesmo que cometer novos erros.”
(Confúcio)
“Temos que a cada momento estar vencendo desafios, pois somos mais que vencedores.”
“A alfabetização inserida na metodologia na resolução de problemas ou seja desafio, deve ser encarado com reflexão”.
“Professor, comporte-se como o técnico de futebol: estimule, critique, mas não jogue – o jogo é das crianças”.
(Lauro de Oliveira)
“As aventuras não têm tempo, não têm princípio nem fim;e meus livros são aventuras, para mim são minhas maiores aventuras.Escrevendo descubro sempre um novo pedaço do infinito.” (Guimarães Rosa)
“Feliz não é aquele que nunca leva um tombo; feliz é aquele que levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”.
(Henry I. Sabel).
“Ninguém sabe que coisa quer, ninguém conhece que alma tem, nem o que é mal nem o que é bem, tudo é incerto e derradeiro, tudo é disperso, nada é inteiro”.
(Fernando Pessoa)
“O prof° deve aceitar e confiar em seu aluno, evitando qualquer tipo de ameaça... deve respeitar a idéia de seus alunos e seus pensamentos”.
(Carls Rogers)
“Através de seu trabalho específico, a escola deve levar o aluno a compreender a realidade de que faz parte, situar-se nela, interpreta-la e contribuir para a sua transformação”.
(Paulo Freire)
“Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre”.
(Paulo Freire)
“Eu diria a nós, como educadores: ai daqueles, entre nós, que aparecem com sua capacidade de sonhar, de inventar, a sua coragem de denunciar e de anunciar...”.
(Paulo Freire).
“O mais importante é que o Profº saiba ver progresso onde antes só via erros”.
(Emilia Ferreiro)
Aprender é descobrir daquilo que você já sabe. Fazer é demonstrar que você o sabe. Ensinar é lembrar aos outros que eles sabem tanto quanto você. Vocês são todos aprendizes, fazedores, professores. Educar não é dar aos outras riquezas. É despertar alguém para alguma coisa”.
(Jean Rinaud)
“Não há papel de educador como modelo e sim cada um construir o seu papel após algumas reflexões.”
“A educação é uma atividade que supõe... uma desigualdade no ponto de partida e uma igualdade no ponto de chegada”.
(Dermeval Saviani)
“Ter consciência de nossa história de educador é assumi-la na prática, significa também construir histórias de vida para aqueles que nos foram confiados”.
“Não há nada como o sonho para criar o futuro”.
(Victor Hugo)
“A verdadeira dificuldade não esta em aceitar idéias novas, mas em escapar das idéias antigas” (John M. Keynes – 1883-1946)
“O homem tende, por sua natureza, ao saber”.
(Aristóteles séc. IV a.C.)
“A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente de repetir o que as outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores. A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo o que a elas se propõe”.
(Jean Piaget – 1896 – 1980)
“Só sei que nada sei”.
(Sócrates séc. Va.C)
“Conhece-te a ti mesmo”.
(Sócrates séc. Va.C)
“Se educarmos as crianças, não será necessário punir os homens”.
(Pitágoras)





APRESENTAÇÃO
Longos anos de experiência e pesquisa em Técnicas de Contar Histórias ou Psicodramas, planejei e elaborei algumas , adaptáveis a qualquer série e a qualquer formação escolar.
Meu desejo é poder oferecer aos professores e alunos um material capaz de promover a aprendizagem  e um ensino eficiente em qualquer escola,  sendo mais uma metodologia opcional,  uma das estratégias de trabalho, para o enriquecimento do professor criativo, crítico e reflexivo, pois,  para cada psicodrama é necessário ter  objetivos em sua aula, pois em nosso dia à dia se resume em uma tríplice ação: planejamento, execução e avaliação.
Toda criança é o corpo de conhecimento constituído a partir de um esforço que nos professores fazemos para compreender melhor o seu mundo e dar-lhe um sentido mais significativo.
Fala-se muito em melhorar o ensino, transformar a escola, elevar o nível de aprendizagem dos alunos. Mas não é aí que está o núcleo. O núcleo da educação não é nem o professor, nem o aluno, nem os pais, e muitos menos os administradores escolares. O núcleo da educação não é os papéis que desempenhamos na escola ou na sociedade. Papéis são máscaras. A questão penetra mais fundo. O núcleo da educação é a pessoa – a pessoa humana.
O ser humano necessita nas escolas de: hospitalidade, carinho, compreensão, calor humano, ter perspectiva de vida, e que seja tratada com equidade . (CND)
A educação deve falar ao íntimo, ao coração da Pessoa. Senão será um discurso que até pode ser eloqüente, mas vazio e sem sentido. Seria como o surdo de uma estória, contada pelo grande filósofo judeu Martin Buber, que diz o seguinte:
“O rabino Moshé Haim, que era neto de um respeitado e santo rabino, o Baal Shem Tov, contava o seguinte: Ouvi isto de meu avô: uma vez um violinista se pôs a tocar com tal doçura, que todos os que escutavam, começavam a dançar, e bastava alguém ouvir o som de seu violino para juntar-se à roda dos dançarinos. Então, apareceu no caminho um surdo que não conhecia nada de música, e vendo todos pulando e batendo as mãos, aquilo lhe pareceu um gesto de doidos, sem gosto nem sentido”.(CND)
 
Só poderá apreciar o gosto e o sentido da educação quem for capaz de ouvir, com sensibilidade e inteligência, a música que brota do interior das pessoas – e que faz com que elas sejam o que são. Um educador que não tenha essa sensibilidade jamais poderá tocar o coração dos seus alunos – e só educa quem é capaz de tocar o coração.
Contar história é uma arte e foi pensando nisso que me propus a repartir com vocês o que tenho aprendido em minhas experiências em sala de aula e pesquisas pela experiência de vida. Procurei apontar os mais importantes na atualidade, ao qual desenvolvi em minhas experiências, aquelas técnicas que possibilitem a reflexão à discussão, a tomada de posições por parte dos objetivos de cada educador em cada técnica de contar história, pois o importante e a intenção “do objetivo” ao qual quer atingir com a “Literatura Infantil”, a “Literatura Brasileira”, na “gramática” que é vasta, encantadora e, sabendo trabalhar, torna-se deslumbrante e inesquecível para as crianças, jovens e adultos.
É por esse motivo que quanto mais  sabemos mais precisamos aprender,como diz a máxima de Sócrates “Só sei que nada sei”, isto é, sábio é aquele que reconhece a própria ignorância. Este é o ponto de partida para se buscar a sabedoria.
Porque o conhecimento, não para e certos conhecimentos, tornaram-se coisas já ultrapassadas. A questão agora é aprender a aprender (como diz Vygostky). “E para aprender a aprender basta conhecer e, principalmente, pôr em prática algumas regras, é indispensável que saibamos nos querer bem, que aprendamos a nos fazer respeitar e que possamos usar a cabeça, aprendendo a pensar e ser criativo”.[1] 
Sendo que estas técnicas não precisam necessariamente ser aplicadas somente nas “Literaturas” e sim, em seu amplo aspecto: na construção da cidadania para compreensão da realidade social e dos direitos e responsabilidades em relação à vida pessoal, coletiva e ambiental.Nessa perspectiva, entra a aprendizagem dos Temas Transversais nas questões da Ética, da Pluralidade Cultural, do Meio Ambiente, da Saúde e da Orientação Sexual(Tenho vários artigos sobre sexo, irei postar posteriormente).
E poderão interagir depois da aplicação das técnicas, se divertindo com alguns estímulos das inteligências múltiplas. Estes são jogos de minha longa jornada como educadora e pesquisadora, cujo intuito, é dar continuidade no processo de  desenvolvimento cognitivo e aos desafios de viver dos alunos, e não como competição entre pessoas ou grupos que possa implicar em desafio com vitória ou derrota. Esta é uma proposta para professores que lutam por qualidade de ensino e de vida. Espero que tenham  bom aproveito.
    


INTRODUÇÃO

 Todas às vezes que um professor ou uma professora exerce a sua função - em um lugar específico, a chamada “sala de aula”, junto aos seus alunos e alunas – entende-se que está ocorrendo uma prática pedagógica e, sendo assim há a necessidade de subsídio, por isso apresento a vocês quarenta e dois (42) PSICODRAMAS (“ técnicas de contar histórias”).
Pode ser o professor do jardim de infância,  Pré-Escola,  Ensino Fundamental,  Ensino Médio, da Educação de Adultos, do Ensino Superior, da Educação Especial, da Educação Profissional, ou de outro sistema, em qualquer parte, com qualquer intenção e conteúdo.
O sentido e as condições desta prática pedagógica são tão importantes quanto à aprendizagem dos alunos e das alunas e, quanto à felicidade que se instala na “sala de aula”, na escola, durante os encontros e nas atividades programadas.
As Técnicas de Contar Histórias, como área de conhecimento que ajuda a formar o profissional da educação, constitui-se numa oportunidade especial para a reflexão sobre a prática pedagógica.
Esta reflexão envolve questionamentos importantes para qualquer profissional da área de educação, que sempre deverá perguntar-se:
-    Como devo atuar com as técnicas de contar histórias?
-    Que implicações e conseqüências podem ter o modo como atuo?
-    Como posso escolher e justificar minhas estratégias para ajudar meus alunos e alunas a aprender?
-    Como posso escolher e justificar os conteúdos e os objetivos com os quais trabalho?
-    Como posso motivar meus alunos para a luta da aprendizagem?...
As indagações podem ir mais além. E os PSICODRAMAS,  podem ser entendidos como uma possibilidade de atuar.
Atuar com arte, atuar com conhecimento, atuar com técnica, atuar com crítica.
Em minha experiência, com crianças de 4 a 6 anos (educação infantil), com alunos de 5ª à 8ª, alunos do Curso Médio (Magistério), (Antigo Colegial), nesta vasta experiência percebi o instrumento precioso que são as técnicas de contar histórias, pois através delas, as crianças podem inventar, desenhar, dramatizar, criar estratégias para o seu próprio desenvolvimento de aprendizagem nas áreas: de língua portuguesa, matemática, ciências naturais, história, geografia, arte, educação física e língua estrangeira, idealizando todos os processos desejáveis e imagináveis, criando o seu mundo, a sua realidade, o seu conhecimento.
Aristóteles desenvolveu seu conceito de educação, partindo da idéias da imitação que objetiva levar o educando a adquirir hábitos. Para isso é necessário que ele tenha disposição para se desenvolver e meios de fazer acontecer.
            “Na escola, por exemplo, educar é dar aula. O professor imagina-se especialista em dar aula. Todavia, pode apenas estar treinando os alunos, escamoteando os desafios propriamente educativos e formativos”. (Paulo Freire)
Perde de vista que seu papel correto não é o de dar aulas, mas o de fazer o aluno aprender. Onde o aluno é objeto, não há educação.
“Tomamos educação como processo de constituição histórica do sujeito, através do qual se torna capaz de projeto próprio de vida e de sociedade, em sentido individual e coletivo”.[2]
Este livro é, por sua vez, uma obra destinada, principalmente a professores em exercício ou em formação, procurei organizar os capítulos, dispondo-os em blocos temáticos.
No primeiro bloco, um relato de pesquisa e a importância da literatura, com sua fantasia e realidade.
No segundo bloco, concentrei os interesses comuns, referentes à sua faixa etária.
No terceiro bloco, a história, torna-se um recurso valioso para o desenvolvimento integral da criança, e colocamos várias finalidades.
No quarto bloco, a história tem adquirido, no decorrer dos tempos a melhor forma de transmissão do conhecimento e tem papel importante na modelagem do caráter do ser humano. Dentre os papéis que ela desempenha na educação, a história estimula o pensamento lógico, o poder criador, o vocabulário, a noção de seqüência, linguagem oral e composição, desenvolvimento de percepção, desenvolvimento de esquema corporal, coordenação motora, desenvolvimento das noções espaciais e temporais, afetividade, compreensão, inteligência, finalidade da literatura, auxiliando na continuidade de maneira produtiva e desejável.Facilitando a integração de conteúdos como: atitudes de cortesia, hospitalidade, atitudes de cooperação, habilidades de disciplina, observação de independência, observação, discussão, reconhecimento e identificação de objeto e animais, reflexão na exploração de elementos para compor seu mundo imaginário, saúde e higiene, o próprio corpo, curiosidade pelo que cerca, conclusões sem precipitações, mudança de opinião pela certeza dos fatos, resolução de problemas despertando a criatividade, adquirir conhecimentos de sua importância ao contar histórias, desenvolver a capacidade de pensar e desenvolver idéias, habilidades de compreensão de ordens relativas ao trabalho escolar, enriquecer o vocabulário, socialização, desenvolver a atenção, observação, reflexão e memória para ter capacidade de fazer associações, interpretar e compor idéias para a sua realidade.
No quinto bloco, a utilização, as características e os seus conteúdos respeitando a cultura local e ao mesmo tempo, aumentando suas experiências, escolhendo um local adequado para utilizar as distintas técnicas.
No sexto bloco, está a explicação singela das 41 técnicas de contar histórias e algumas variações.
No sétimo bloco, as inteligências múltiplas, seus prováveis estímulos e alguns jogos (adaptados para as histórias) com o intuito da estimulação das inteligências múltiplas.
No oitavo bloco, a conclusão e no Nono e último bloco teremos as referências bibliográficas.






I – EXPERIÊNCIA
Caro professor, para aproveitar o conhecimento, utilize seus objetivos específicos para cada história, dando o seu valor e sua real importância para a criança, juntamente com o seu trabalho pedagógico e doutrinário – dependerá exclusivamente de seu lado crítico, reflexivo e imensamente criativo como professor. Há uma explicação para o desinteresse do educando, conforme afirma Romildo Sant’Ana:
 “Observando a atual realidade, todos os educadores reclamam muito, contra o crescente desinteresse dos educandos de todos os graus pela leitura. Diferentes razões são apontadas para o fato: descuido familiar, decadência do ensino, excesso de facilidade na vida escolar, apelos sociais com muitas formas de diversão, etc... etc... A história tem sido, no decorrer dos tempos, a melhor forma de transmissão do conhecimento e tem papel importante na modelagem do caráter do ser humano. Dentre os papéis que ela desempenha na educação, é importante ter presente seu papel problematizador, estimulador, animador e provocador. O conto estimula o desenvolvimento do sonho e da criatividade”.[3]

E deve cultivar a Literatura Infantil na escola e no ensino, porque ela é um agente de conhecimento, propício aos valores na sociedade, ao qual desencadeia o horizonte cognitivo ao leitor – “escrita é auto-estranhamento. Sua superação, a leitura do texto, é, pois, a mais alta tarefa de compreensão”.[4]
Você professor deve:
a)      Escolher as obras apropriadas ao leitor;
b)      Ao emprego de recursos metodológicos eficazes, que estimulem à leitura, suscitando a compreensão das obras e a verbalização, pelos alunos, no sentido apreendido.
            A história a ser contada nunca deve ser humilhante, o final sempre feliz e que existem certas qualidades que o bom contador de histórias deve possuir: ser hábil, versátil, ter expressão viva, ardente e sugestivo. Deve revelar interesse na narrativa, emocionar-se com o próprio episódio por ele narrado.
            A idade dos ouvintes deve ser levada em consideração e adaptar as histórias de acordo com o ciclo de interesse da criança. No jardim I, II, Pré-Escolar e 1ª séries primárias, devem conter elementos do meio familiar, devendo ser movimentadas, ilustradas... E você professor poderá fazer de seus contos de fadas – dos clássicos para uma plena alfabetização.
            A necessidade da construção social das relações, do tecido social, do poder e do trabalho pode ser transformada por homens e mulheres que acreditem em um mundo melhor, mais justo e acolhedor para todos. A educação é uma das ferramentas essenciais nesse processo. Professores e alunos engajados na construção do conhecimento podem contribuir para experiências existenciais que modelem, transformem e alterem o curso da história.
A escola é um espaço social legitimado para a construção do conhecimento, mas também é o templo que se caracteriza pelo ensinar e pelo aprender. O ensinar é um amplo movimento de vida entre educador e o educando. Na perspectiva de Morais (1986) A convivência que caracteriza o ensinar precisa vir dosada de comunicação humana, e ao mesmo tempo do mais completo respeito pela privacidade dos elementos nele envolvidos (...) ensinar é um processo que ocorre no leito do momento histórico com todas as suas condicionantes”.
Vivemos numa sociedade comunicacional, informatizada e globalizada, com abismos sociais e distribuição de renda injusta. Entretanto é nesse mundo, nesse espaço temporal que a escola é chamada a contribuir para a transformação desse mundo, formando um cidadão crítico e consciente.
O professor Joseph Fisher, de Chicago, afirma que os mais recentes e importantes projetos de transformação de ensino no mundo têm muitas características comuns, entre elas destacam-se:
1ª. Que o ensino seja mais relevante à vida e interessante aos alunos;
2ª. Que os pilares da educação possam ser definidos como, “aprender a aprender, a fazer, a viver juntos e a ser”;
3ª. Que a escola tenha maior autonomia,seja mais participativa e democrática e que alunos e professores possam produzir conhecimentos e não apenas consumi-los.
Temos que pesquisar, ler literatura especializada feita para elas, conhecer seus heróis sejam eles pertencentes aos desenhos animados ou histórias em quadrinhos, assistir a filmes, conhecer suas brincadeiras e preferências.
É só desta forma que saberemos escolher, dentro de um repertório conhecido, qual história se adapta aquele comportamento que desejamos ou precisamos abordar.
Necessitamos de futuros professores com a possibilidade de indagar, pesquisar, criar, recriar, de maneira que a literatura venha a ter uma função atual, verdadeiramente recreativa e estética sendo social e renovadora entre as atividades das crianças.
             



1.1. COMO CONTAR HISTÓRIAS?
Neste conjunto das preposições aqui expressas, responde a necessidade de referenciais aos quais o sistema educacional exige que a escola se organize, a fim de garantir e respeitar as diversidades culturais, regionais, étnicas, religiosas e políticas. Catalisando ações na busca de uma melhoria da qualidade de educação brasileira, não que essas técnicas resolvam todos os problemas que afetam a qualidade do ensino e da aprendizagem no País. Pois, na busca da qualidade estas técnicas auxiliam e “você” professor sendo criativo e qualificado desenvolverá vários projetos políticos-pedagógicos dentro de sua sala de aula, adote essas técnicas de contar histórias como um processo reflexivo e crítico sobre a prática educativa – você professor, investir no seu desenvolvimento profissional e também investir sem suas reais condições de trabalho, através de um processo dinâmico.
Caro professor, você aplicando o desenvolvimento das técnicas de contar histórias, você irá desenvolver capacidades como as de relação interpessoal, as cognitivas, as afetivas, as motoras, as éticas, as estéticas de inserção social, torna-se possível mediante os processos que você irá construir e reconstruir com os alunos, através dos conhecimentos prévios de sua turma.  Os conhecimentos que se transmitem e se recriam na escola através das técnicas de contar histórias ganham sentido quando são produtos de uma construção dinâmica que se opera na interação constante entre o saber escolar e os demais saberes, entre o que o aluno aprende na escola e o que ele traz para a escola, num processo contínuo e permanente de aquisição, no qual interferem fatores políticos, sociais, culturais e psicológicos e você professor com todas as riquezas dessas técnicas que possibilitam adaptações de aplicações onde você colocando em prática, estará ampliando a sua criatividade e aumentando seu conhecimento, suas experiências, suas informações, que por sinal têm sido avassaladoras e crescentes.
Mas queridos professores em relação à formação escolar devem possibilitar aos seus alunos condições para desenvolver competência e consciência profissional, mas não se restringir ao ensino de habilidades imediatamente demandadas pelo mercado de trabalho, é imprescindível que você discuta e construa seu projeto educativo e você tem aqui várias opções para o seu projeto educativo, sendo base de diálogo e reflexão para toda a equipe escolar.
Uma escola eficaz, segundo Mello (1993), apresenta um clima e uma atmosfera de satisfação, há presença de liderança, apoio e participação dos pais elevada expectativa em relação ao rendimento dos alunos. A sala de aula deve utilizar recursos da multimídia, sem perder de vista a dimensão afetiva (bom humor e alegria) e comportamentos éticos (solidariedade, liberdade e convivência).
A ação do professor deve superar a rotina e desenvolver uma prática reflexiva, utilizando as estratégias do diálogo e problematizarão, estando o professor aberto para o novo e considerando o aluno como pessoa, com desejos e sentimentos.
Pesquisas recentes têm desvelado as representações sociais que os docentes carregam sobre os alunos desejáveis e indesejáveis.O aluno desejável é obediente, disciplinado; entende a comunicação do professor, é interessado, é assíduo, amoroso, sociável e fluente verbalmente; enquanto que o aluno indesejável é sujo, calado, desinteressado, indisciplinado, violento, insubmisso, que possui pouca inteligência (muitas vezes é grosso, estúpido, sem educação, e quer aparentar saber muita coisa, mas na verdade e carregado nas costas por amigos, professores ou qualquer outra pessoa com muito maior conhecimento faça). – nestes casos e realmente conflitante um relacionamento desta espécie, e nos professores temos que manter muita calma, segurança, equilíbrio, determinação e muito cuidado com as palavras, pois temos o “Estatuto da Criança e o Adolescente” que nos deixa de “mãos atadas” quanto a certas situações que nos professores nos encontramos, e somos obrigados a ser humilhados, ridicularizados, agredidos, ofendidos... Meu Deus! Estudamos tanto, temos tanto para incorporar na construção do conhecimento da aprendizagem de seres como “esses”, mas tenho convicção que o resultado que se espera é a possibilidade que os alunos terão uma experiência escolar coerente e bem-sucedida.
Aprender e ensinar construir e interagir, hoje se sabe que é necessário ressignificar a unidade entre aprendizagem e ensino, uma vez que, em última instância, sem aprendizagem o ensino não se realiza, é a busca de um marco explicativo que permita essa ressignificação, além da criação de novos instrumentos de manuseios como as técnicas de contar história, fazendo análise das mesmas (uma forma sugestiva da arte), planejando e conduzindo-as à ação educativa na sala de aula, dentro da perspectiva construtivista e socioconstrutivista.
Pois, meu companheiro (a) de luta a atividade “construtivista- sociocontrutivista”, física ou mental, permite interpretar a realidade e construir significados, ao mesmo tempo que permite “construir” novas possibilidades de ação e de conhecimento.
Professor na superação do erro, como nada mais é do que algo inerente ao processo de aprendizagem e ajusta na intervenção pedagógica para auxiliar o aluno supera-lo, através do processo de incorporação de novas idéias e de transformação  das anteriores, utilize uma dessas técnicas e seja criativo, de maneira a dar conta das contradições, levando a níveis superiores de conhecimento.
E cada professor, quanto ao objetivo de atingir uma aprendizagem  para seus alunos, deve esquematizar 5 (cinco) estratégias com o mesmo objetivo- para que assim possa atingir sua sala como um todo. Pois sua sala sendo homogenia, seria um método eficaz para atingir seu objetivo proposto. Pois se esta percebendo que os alunos não conseguem concluir  a 1ª estratégia proposta, dê a 2ª estratégia, se mesmo assim, ela sentir dificuldade dê a 3ª estratégia e assim por diante, sempre a incentivando a esforçar-se a pensar, refletir, analisar, isto tudo de uma forma amável, hospitaleira, humana, calorosa e com aquela sublime paciência que só uma poderosa SUPERMÃE tem...  amor de Mãe é sublime é  este amor devo todo a minha mãezona Sirlei Adelaide Suzuki. Te amo mãe!
E estas estratégias, com certeza serão o  resultado do seu trabalho complexo e intrínseco no processo de modificações, reorganizações e construções, utilizando incansavelmente  para os alunos “assimilarem” e “interpretarem” os conteúdos que quiser ministrar para a sua melhor aprendizagem, mas lembre-se meu amigo professor, nada pode substituir a atuação do próprio aluno, na tarefa de construir significados sobre os conteúdos da aprendizagem (quer ensinar o encontro de vogais, deixe os alunos produzirem seus encontros, encenarem uma ação que represente este encontro). E ele (o aluno) quem modifica, enriquece e, portanto, constrói novos e mais potentes instrumentos de ação e interpretação – sendo que esta situação nunca e absoluta – a aprendizagem significativa implica sempre alguma ousadia. O aluno com as técnicas e você professor com o conteúdo que quer alcançar, necessariamente, precisa elaborar hipóteses e experimenta-las, se a aprendizagem for uma experiência de sucesso, o aluno constrói uma representação de si mesmo, como alguém capaz. Bem, do contrário, se for uma experiência de fracasso, o ato de aprender tenderá a ser modificado, com novas técnicas e novas metodologias, pelas possibilidades do aluno, que englobam tanto os níveis de organização do pensamento como os conhecimentos e experiências prévias dele mesmo.
Professor, este trabalho é árduo, mas gratificante... o nível de desenvolvimento potencial é determinado pelo que o aluno pode fazer ou aprender mediante a interação com outras pessoas, conforme as observa, imitando muitas vezes, trocando idéias com elas, ouvindo suas explicações, sendo desafiado por elas ou contrapondo-se a elas, sejam essas pessoas o professor ou seus colegas. Existe uma zona de desenvolvimento próximo, dado pela diferença existente.
Você amigo professor, deve ter propostas claras, sobre o que, quando e como ensinar e avaliar, a fim de dispor o planejamento das técnicas  adequadas para serem utilizadas ou mescladas entre elas. Dirigindo assim o ensino para a aprendizagem de maneira coerente com seus objetivos, com sua programação, sua intervenção de maneira a propor situações de aprendizagem ajustadas às capacidades cognitivas dos alunos. Enfim, não é a aprendizagem que deve se ajustar ao ensino, mas sim o ensino que deve potencializar a aprendizagem.
A democratização do ensino implica na qualidade de ensino. Isto  significa uma apropriação ativa de conteúdos escolares. A escola deverá garantir que seus alunos realmente aprendam.
Sabe professores, os fatores de permanência, terminalidade e qualidade estão intimamente relacionadas à avaliação da aprendizagem. Uma avaliação escolar conduzida de forma inadequada pode gerar repetência e evasão. Uma avaliação adequada é fundamental para garantir a qualidade da aprendizagem do aluno. Entendemos AVALIAÇÃO como JUÍZO  de QUALIDADE sobre DADOS  relevantes, tendo em vista uma tomada de decisão. Analisando essa definição, vamos verificar o quanto a prática da avaliação escolar é realizada de forma antidemocrática.
v  O juízo de qualidade: os professores não definem com clareza qual o padrão de  qualidade que esperam da conduta do aluno.
v  Dados relevantes da realidade: muitas vezes, os professores tomam dados, irrelevantes como se fossem relevantes e aprovam ou reprovam os alunos por aquilo que não é essencial a aprendizagem escolar.
v  Tomada de decisão: no cotidiano escolar, a única decisão que se tem tomado sobre o aluno tem sido classificá-lo. Exemplo: um cliente: com febre e dores torácicas, vai ao médico. Este o examina e constata: esta com pneumonia. Faz anotações e se despede do “cliente”. O médico o classificou. O professor também age assim. Aplica um teste, corrige-o e atribui-lhe uma menção, classificando. O professor não encaminha para o crescimento.
v  Concluindo, a prática da avaliação é antidemocrática. E ainda, a escola possui uma  prática de avaliação que necessita transformar a qualidade em quantidade – transforma expressões verbais de avaliação em expressões numéricas. A escola trabalha com média de notas e não com o mínimo necessário de conhecimentos.
            Caros professores, isto quer dizer que é preciso compreender o estágio de aprendizagem em que se encontra o aluno, para se tomar decisões no sentido do seu crescimento. A avaliação não será, então, para a aprovação ou reprovação dos alunos, mas para um diagnóstico que auxilie a definição de encaminhamentos visando à aprendizagem.
            O professor, que defende a avaliação diagnóstica busca a formação de pedagogia – a pedagogia/histórica/crítica.
            Além disso, você professor deverá garantir um certo rigor nas técnicas.Significa que não é qualquer instrumento que é adequado, mas que cada instrumento deverá:
v  Medir resultados de aprendizagem claramente definidos e em harmonia com os objetivos instrucionais;
v  Conter os tipos de itens que são mais adequados para medir os resultados de aprendizagem do aluno;
v  Ser utilizado para melhorar a aprendizagem do estudante;
v  Portanto professor, exige-se um planejamento técnico dos instrumentos(nas técnicas e seus reais objetivos propostos) assim como uma elaboração clara e objetiva das questões.
E para enriquecer para o aluno, que a avaliação fosse participativa com possibilidade de entender o processo de aprendizagem que se encontra o aluno, estaríamos superando o autoritarismo e construindo uma avaliação mais democrática.
E ela deve estar articulada com o projeto pedagógico da escola. O projeto educativo que defendemos visa o desenvolvimento dos educando, a partir de uma assimilação ativa ao ligado cultural do aproveitamento escolar. Os professores realizam três procedimentos:
v  A medida do aproveitamento escolar;
v  A transformação da medida em nota ou conceito;
v  A utilização dos resultados;
            A utilização dos resultados: você professor poderá:
v  Simplesmente  registra-los nos diários;
v  Oferecer ao aluno uma oportunidade de melhorar a nota ou conceito, fazendo nova aferição;
v  Atentar para as dificuldades dos alunos para trabalhar com elas e, de fato, possibilitar a aprendizagem.
            Sendo a terceira opção a mais rara na escola. Ela exige que o professor esteja compromissado à aprendizagem é desenvolvimento do aluno. E ai que entra a diversidade de opções das técnicas de contar histórias.
            Pois, alguns alunos, devido às diferenças individuais, culturais e sociais, ultrapassarão o mínimo. Porém, outros pelo menos, chegarão ao mínimo. Ensinar o mínimo não significa não ir além dele. Devemos ir além do mínimo, mas garantir que dominem o mínimo.
Vou lhes contarem uma verdade que dói no peito, mas é real: o sistema social não demonstra estar interessado na educação dos alunos. Investe se pouco, tanto financeiramente quanto pedagogicamente , tantos professores querendo ser mestres, doutores... só querem... não por falta de potencialidade, são capazes, mas não encontram oportunidades financeiras para ingressarem,pois não encontra-se apoio político/ educacional / governamental...
Sendo que a maioria dos professores, pais e alunos interessam-se mais pela aprovação ou reprovação do que pelo desenvolvimento dos alunos. Mudar este triste quadro implica constatar que a verificação é uma configuração dos resultados parciais e finais e a avaliação exige  mais do que isso, um diagnóstico para a tomada de decisões, visando o desenvolvimento do aluno, tendo uma prática docente crítica, levando os objetivos políticos, os princípios científicos  e metodológicos que traduzem a visão política . Se assumirmos o compromisso político de  “estar interessado em que o aluno aprenda e se desenvolva”, devemos fazer mediação a transformação  e assimilação ativa dos conteúdos, definindo um ensino e uma aprendizagem sistemática com base na assimilação receptiva de conhecimentos e metodologias criativas, bem como seu exercício  e aplicação, chegando à inventividade  de novos conhecimentos, afim que possamos construir os resultados satisfatórios com o auxílio do planejamento, execução e avaliação, auxiliando, o desenvolvimento do aluno, ao mesmo tempo que processamos nosso auto-crescimento.
            É necessário a tomada de consciência e a reflexão a respeito desta compreensão equivocada de avaliação.
Educar é fazer qualidade de sujeito, é problematizar o mundo em que vivemos para superar contradições. Pensar como aluno pensa não é tarefa costumeira do meu amigo professor.
E sabemos que os  alunos não aprendem da mesma maneira e nem no mesmo ritmo, podem aprender em uma determinada fase depende de seu nível de amadurecimento, de seus conhecimentos anteriores, de seu tipo de inteligência, mais verbal mais lógica ou mais espacial – no cotidiano da sala de aula, convivemos pelo menos três tipos de que têm “aproveitamento insuficiente” os imaturos, que precisam de mais tempo para aprender, os que “têm dificuldade específica” em uma área do conhecimento, é os que, por razões diversas, não se aplicam, não estudam, embora tenham condições.
Para adquirir o que perdeu, é preciso sair à sua procura e o quanto antes melhor, inventar estratégias de busca, refletir sobre as causas, sobre o momento ou circunstâncias em que se deu a perda, pedir ajuda, usar uma lanterna para iluminar melhor. Se a busca se restringir a dar voltas no mesmo lugar, provavelmente não será bem sucedida.
O conhecimento é o resultado de um complexo processo de modificação, de reorganização e de construção realizado pelo aluno, a partir de propostas e intervenções pedagógicas adequadas.
O compromisso do professor não é somente com o ensino, mas principalmente com a aprendizagem. O trabalho só termina quando todos os recursos forem usados para que todos os alunos aprendam.
E lembra-se que tudo na vida vai do hábito, da prática, se não iniciarmos nunca saberemos se seremos capazes.
É preciso resgatar a necessidade social do professor, mas não em uma perspectiva saudosista.
Atualmente caros professores, vivem um paradoxo: nunca se precisou tanto do professor, para ensinar, auxiliar no apoio psicológico aos alunos e para desenvolver ações relativas a uma série de questões, como sexualidade, prevenção às drogas, consciência ecológica, educação para o trânsito e muito mais e nunca se deu tão pouco a ele – tanto do ponto de vista da formação, quanto esta contradição de trabalho. É preciso explorar esta contradição. A partir dela, o professor terá elementos para sua afirmação diante da sociedade, à medida  mais do que nunca ele é necessário.
Necessitamos urgentemente de uma mudança de paradigma, pois do ponto de vista da classe dominante, é contra-senso oferecer um ensino popular de qualidade, pois, este ajuda as pessoas a compreenderem melhor a realidade em que vivem, a desenvolver as relações, a se valorizarem, a exigirem seus direitos. Isto significa que a escola para o “povo” só tem sentido numa forma de organizar a sociedade. Não é possível fazer uma escola para todos dentro de uma sociedade para alguns, ou seja, a democratização da escola precisa ser acompanhada de um novo projeto social, que supere aos filhos da burguesia ou comprometer-se com a educação democrática, no bojo de um novo projeto de sociedade...
Meus amigos, a falta de perspectiva para as crianças e jovens em relação à sociedade com um todo e, em particular à escola, é um dos sérios problemas do ensino hoje, Com o desmonte do mito de ascensão social motivação extrínseca que mobiliza alunos e pais, o educador não tem conseguido articular um novo sentido para a escola, até porque eles próprios estão sem perspectivas. Entendemos que o que vai dar a direção da superação para o professor é também o que vai dar sentido, horizonte para o aluno – e a esperança de poder construir uma realidade diferente e de que a escola possa contribuir para a concretização desta sociedade mais humana. O mesmo movimento que recupera o sentido do trabalho do professor é o que dá sentido ao estudo do aluno. Estamos ao mesmo barco, daí a importância de ver no aluno – e na comunidade – um aliado, e não um inimigo, como tem acontecido. Os alunos, desde cedo, precisam ser ajudados a encontrar um sentido para o estudo; a nosso ver, este sentido se encontra na tríplice articulação entre compreender o mundo em que vivemos – viver num mundo que faça sentido, usufruir o patrimônio acumulado pela humanidade – poder participar das conquistas histórico-culturais e transformar este mundo, qual seja, colocar este conhecimento a serviço da construção de uma realidade melhor, mais justa e solidária. É claro que esta tarefa não é nada fácil no atual contexto social.
Este empenho do educador tema ver com o enfrentamento da alienação: trata-se de uma luta de perspectivas, de sentidos para conhecimento e para a vida.
Sendo a escola um espaço de humanização onde se pode exercer o direito universal de acesso à cultura. Mas... Para que isto ocorra, não basta o sujeito ter contato com a informação, é preciso ser ajudado no conhecimento da realidade social contraditória em que vive, buscando alternativas de superação. Esta função crítica se dá fundamentalmente na relação com o outro: neste sentido, não existe conhecimento crítico “em si”, o que vai criticamente ou não são as relações que o sujeito vai estabelecer, a partir da provocação ao outro (e do meio). Daí o papel de mediação do professor entre o educando, o objeto de conhecimento e a realidade. Nesta busca de resgate da dignidade de seu trabalho é fundamental que o professor tenha convicção de que sua proposta é significativa para os alunos, ou seja, deve acreditar de maneira profunda naquilo que está propondo, querer de fato ensinar e mais do que isto, querer realmente que o aluno aprenda.Pois, caro professor, somos averbados de várias informações, mas elas só tornam-se conhecimento se as colocarmos em prática. Como diz: é como uma receita de bolo, esta e a informação somente serão conhecimento, quando você o fizer e conseguir come-lo, se não terá que usar outra estratégia para executar o bolo. Enquanto o bolo não ficar bom você não adquiriu o conhecimento para faze-lo.
É lamentável, mas temos relatos de professores que passam a dar aulas de acordo com o que ganham. O professor não pode se igualar ao salário que recebe, precisa ter clareza que aquilo que está recebendo faz parte de uma perversa lógica social, porém, o que tem a propor dificilmente o aluno encontrará em outro lugar.
Ao assumir a postura de compromisso e realizar as técnicas de contar histórias, sendo uma tarefa de construir uma nova prática pedagógica e social, temos convicção de que o professor estará resgatando seu papel histórico, sua própria cidadania, estando, portanto, em condições de favorecer formação da autêntica cidadania das novas gerações que lhe são confiadas.
A nossa meta como Educadores não poderá ser outro senão a de lutar para a construção de uma nova escola, uma escola de cara nova. Uma escola que sendo séria, não seja chata; sendo rigorosa, não seja enfadonha; que seja o lugar da autoridade, mas não do autoritarismo; que viva a liberdade, sem ser licenciosa; que seja exigente, mas que provoque alegria”.[5] Mãos à obra!

Os estímulos são o alimento das inteligências.Jamais compare o progresso de uma criança com o de outra. Nunca confunda velocidade na aprendizagem com inteligência. Andar mais cedo, resolver um problema mais depressa, falar com maior fluência, sensibilizar-se pelo som de uma música precocemente não é sinal de inteligência maior, reflete apenas heranças genéticas diferentes. A história genética de cada um pode fazer com que o efeito dos estímulos sobre a “abertura da janela” seja maior ou menor, produza efeitos mais imediatos ou mais lentos.Existe uma janela para cada inteligência.E os estímulos para abri-la, não atua diretamente sobre a janela, mas, se aplicado adequadamente, desenvolve habilidades e estas sim, conduzem aprendizagem significativa.
Com os estímulos das inteligências, as técnicas de contar histórias, ambas as formas  saberemos escolher dentro de um repertório conhecido, qual história se adapta aquele comportamento que desejamos ou precisamos abordar.
O treino, a pesquisa e o teste de uma história à outra, vocês vão adquirindo habilidade e estarão aptos a fazerem adaptações as técnicas desejadas ou mesmo criar novas estratégias, pois, dispomos de diversas fontes: histórias de fadas, fábulas, lendas folclóricas, passagens bíblicas, fatos históricos, fatos cotidianos, narrativas de aventuras, etc.
              A história é sem dúvida uma das atividades mais ricas e que mais agrada as crianças de qualquer idade, principalmente as que estão entre os 3 (três) e 10 (dez) anos. Embora o gosto por diferentes temas varie conforme a idade e o nível social das crianças. Alguns como, por exemplo, as histórias de animais, são de interesse universal e devem ser dados no início do ano letivo, até que o professor se familiarize com a preferência das crianças. No entanto é preciso insistir que ao escolher uma história, é importante que se leve em consideração à idade e o estágio de desenvolvimento em que se encontra o grupo a que se destina.
Muitas das velhas histórias de fadas e contos folclóricos que encantavam as crianças de gerações passadas são apreciadas até hoje, há, no entanto, uma tendência salutar no sentido de se retirarem os aspectos de “horror”, “tristeza”, dessas histórias. Ex. o lobo de “chapeuzinho vermelho” escondeu a vovó dentro do armário em vez de devora-la. Qualquer idéia que leva a criança de jardim à sensibilidade exagerada (medos, temores, angústias) deve ser omitida da história.





1.2. FANTASIA VERSUS REALIDADE (idade Pré-escolar)
Algumas crianças trazem a escola edições populares de contos infantis para serem lidos em aula, e se o professor modifica alguma parte deles é corrigida pelas mesmas. Neste caso é importante que a criança seja convencida que muitas histórias são de”faz de conta” – que dragões não existem na realidade, que os lobos vivem longe das cidades.
Outro tema comum das velhas histórias é a crueldade das madrastas, irmãos ou irmãs mais velhas. Essas histórias são impróprias à medida que a Pré-escola procura desenvolver na criança atitudes de apreciação à vida familiar.
É importante a questão da realidade versus fantasia, alguns autores pregam que as crianças devem ouvir apenas histórias da vida real, cujos personagens só podem fazer coisas que acontecem de verdade. Mas como o adulto que escolhe um romance ou livro de aventuras para descanso mental, as crianças também necessitam experimentar histórias fictícias. Recomenda  portanto, a importância de se estabelecer um equilíbrio entre temas reais e imaginários, que auxiliam as crianças a distinguirem a verdade da ficção e da fantasia.






II - CARACTERÍSTICAS DA IDADE/ INTERESSE COMUNS

Embora crianças de diferentes faixas etárias ou níveis sociais não se interessem pelos mesmos temas ou histórias, observa-se que algumas características de idade conduzem a interesse e/ ou necessidades comuns.


Características da idade –Pré-Escolar

Interesse/necessidades – escutar e conhecer



 Até 3 anos, fase Pré-mágica
Palavras simples, rimas, palavras disparatada, escutar breves relatos e sua repetição. História de bichinhos, brinquedos, objetos de seres da natureza(humanizados) falam usam roupas, têm hábitos humanos. História de Crianças
3e 4 anos
Desenvolvimento de uma atividade contínua: breve momentos de atenção, comportamentos egocêntricos, curiosidade por conhecer o mundo; construção de conceitos através de atividades concretas; animismo.
Participar de relatos e poesias, nomear personagens e objetos, repetir frases ou breves relatos; ouvir relatos nos quais se identificam nos personagens e na ação. História simples de crianças como elas mesmas, suas casas, acontecimentos da vida diária (aniversários, profissões, tarefas caseiras) contos e poesias com personagens animados.
4e 5 anos
Busca de afeto e segurança em relação ao adulto.
Relacionamento estreito com a mãe ou a professora durante a audição do relato; justiça nos contos e finais felizes; histórias que envolvem ações.
 5 e 6 anos
Firmação da personalidade; independência em relação ao adulto; aumento do período de atenção; aquisição de habilidade.
Enredos mais complicados; prazer nos episódios engraçados; histórias que contenham informações(sobre a natureza, os animais), histórias de crianças de outros lugares com hábitos ou profissões diferentes, histórias de repetição e acumulativas, histórias de fadas.
 Escolares 7 anos
Histórias de crianças, animais e encantamento aventuras no ambiente próximo, família, comunidade, história de fadas, fábulas.
8 anos
Histórias de fadas, história vinculadas à realidade, que utilizam a fantasia de forma mais elaborada.
9 anos
Histórias de fadas com enredo mais elaborado, história humorísticas, aventuras (selva, oriente, fundo do mar e narrativas de viagens, explorações, invenções).
10 anos em diante
Fábulas, mitos e lendas narrativas de  viagens, exploração, invenções, ficção.

HOWARD GARDNER, o psicólogo americano de 56 anos é professor de Cognição e Educação, integrante do Projeto Zero, um grupo de pesquisa em cognição humana mantido pela Universidade de Harvard. Também leciona neurologia na Escola de Medicina da Universidade de Boston. Escreveu dezoito livros. Dezoito anos se passaram desde que o livro Estruturas da Mente:Teoria das Inteligências múltiplas, de Howard Gardner, foi lançado nos Estados Unidos. Publicado no Brasil em 1994, ele causou um boom. De lá para cá, a teoria do psicólogo americano, que propõe a existência de um espectro de inteligências a comandar a mente humana, suscitou muitos comentários, contrários e favoráveis.
Os estímulos das inteligências múltiplas são o alimento das inteligências – E estímulos excessivos atuam como “desestímulos”. Temos hoje 10 inteligências. De acordo com Gardner, as nossas noves inteligências seriam estas:
Lógico-matemática: capacidade de realizar operações matemáticas e de analisar problemas com lógica. Matemáticos e cientistas têm essa capacidade privilegiada.
Lingüística: habilidade de aprender línguas e de usar a língua falada e escrita para atingir objetivos. Advogados, escritores e locutores e exploram bem.
Espacial: capacidade de reconhecer e manipular uma situação espacial ampla ou mais restrita. É importante tanto para navegadores como para cirurgiões ou escultores.
Cinestésica-corporal: potencial de usar o corpo para resolver problemas ou fabricar produtos. Dançarinos, atletas, cirurgiões e mecânicos se valem dela.
Interpessoal: capacidade de entender as intenções e os desejos dos outros e, conseqüentemente, de se relacionar bem com eles. É necessário para vendedores, líderes religiosos, políticos e, o mais importante, professores.
Intrapessoal: capacidade de a pessoa se conhecer, incluindo aí seus desejos, e de usar essas informações para alcançar objetivos pessoais.
Musical: aptidão na atuação, apreciação e composição de padrões musicais.
Uma das últimas competências por Gardner e não presente em suas primeiras obras é a inteligência Naturalista ou biológica que, como seu nome indica, está ligada á compreensão do ambiente e paisagem natural, uma afinidade inata dos seres humanos por outras formas de vida e identificação entre os diversos tipos de espécies, plantas e animais.
    O professor Nilson José Machado, doutor em Educação pela Universidade de São Paulo, onde leciona desde 1972, inclui ainda a competência Pictórica que se manifesta em qualquer criança através de seus desenhos ou outros signos pictóricos, ainda antes  que a linguagem escrita lhe seja acessível. Presente em grandes pintores é típica do cartunista cujos personagens “falam” por suas expressões não verbais.
              A escola deve valorizar as diferentes habilidades dos alunos e não apenas a lógico-matemática e a lingüística, como é mais comum.
               Um alerta para que as diversas inteligências sejam desenvolvidas, a criança tem de ser mais que uma mera executora de tarefas. É preciso que ela seja levada a resolver problemas. É importante que o professor favoreça essas múltiplas inteligências. Por isso, todos os estudantes passeiam pela diferentes estações. (Elaine Moura ).
A inteligência Existencial: Como é uma inteligência transcendental, ela desenvolve através da maturação, interesse e evolução de cada ser humano. Pois inclui o processo emocional, psicológico, social, político, educacional e nada mais e nada menos que sua própria existência neste mundo de obtenção.
A Inteligência Pictórica: fase de 2 a 5 anos, não possui referências explícitas – são símbolos de risco e rabiscos que a criança desenvolve  conforme sua maturação.





III - FINALIDADES
A história se torna um recurso valioso para o desenvolvimento integral da criança, abrangendo várias finalidades:
3.1. Objetivo Geral:
Conscientizar os educadores idealizadores de projeto, com as técnicas de contar histórias a compreender sua realidade e serem capazes de levantarem hipótese sobre o desafio dessa realidade (ao qual vivemos) e procurar soluções. Sendo que através de seu trabalho poderá criar um mundo próprio –“um mundo para o seu EU e suas circunstâncias”.
O ser humano tende a captar uma realidade, fazendo objeto de seus conhecimentos. Assumindo assim a postura de SUJEITO CONGNOSCENTE (que conhece) de um OBJETO COGNOSCÍVEL (que pode conhecer), isto é próprio dos seres e não privilégio de alguns (por isto a consciência reflexiva deve ser estimulada).
A cultura consiste em RECRIAR e não em REPETIR, o professor pode faze-lo por que tem uma consciência capaz de captar o mundo transforma-lo. Um projeto educacional que pretendesse adaptar o educando estaria matando suas possibilidades de ação, transformando-o em abelhas. As técnicas de contar histórias com suas metodologias devem estimular a opção e afirmar o “educando” como homens. Adaptar é acomodar não transformar. Sendo que, que este livro tem como objetivo auxiliar no trabalho dos professores quanto as suas dificuldades em trabalhar as diferenças individuais de alunos em um mesmo ambiente a um mesmo tempo. Para tanto estaremos integrando aos conteúdos que levem a reflexão da prática educativa, proporcionando situações que envolvem: Pensamento lógico, criatividade, vocabulário, seqüência, memória, linguagem oral e composição, percepção, esquema corporal, saúde e higiene,coordenação motora, noções  espaciais e temporais, afetividade, socialização, gosto pela leitura, atitudes de cortesia, disciplina, direitos, deveres, obrigações, independência, resolução de problemas, imaginação, poder criador, noção de mora, atitudes desejáveis.
Sabe caros professores quanto mais dirigidos são nossos alunos pela propaganda ideológica, política ou comercial, tanto mais são objetos e massas. Quanto mais o educando é rebelde e indócil, tanto mais é criador, apesar de em nossa sociedade se dizer que o rebelde é um ser inadaptado.
Nossa era é constituída por determinados valores, com formas de ser ou de comporta-se que buscam plenitude. Enquanto estas concepções se envolvem ou são envolvidas pelos homens, que procura a plenitude, a sociedade está em constante mudança. Se os fatores rompem o equilíbrio, os valores começam a decair, esgotam-se não correspondendo aos novos anseios da sociedade, não podemos deixar morrer esses anseios devemos buscar sua plenitude.
Não há transição que não implique um ponto de partida, um processo e um ponto de chegada. Todo amanhã se cria num ontem através de um hoje. De modo que o nosso futuro baseia-se no passado e se corporifica no presente. Temos de saber o que fomos e o que somos, para saber o que seremos.
A técnica de contar histórias é um processo de mudança, por meio de um método ativo, dialogal e participativo, nutre-se de amor, de humanidade, de esperança, de fé e de confiança. Assim, mediante a conscientização dos executores do projeto e da própria conscientização social das técnicas de contar histórias, que nada mais é do que um processo de mudança dialética que o Brasil necessita.
Portanto, com estas técnicas de contar histórias todos os educadores trabalhando com os educandos a auto-estima e a valorização como ser, isto será a base de toda uma educação: digna, honesta e incentivadora, deixando o educando a refletir, ter opções e não querer que os educandos adaptem ao sistema, pois adaptação é acomodar, estas técnicas de contar histórias é mudança é transformação de uma política educacional que é pelo desenvolvimento de uma consciência  crítica que permite ao aluno transformar a realidade e isto se faz cada vez mais urgente.
Na medida em que os alunos dentro de sua sociedade vão respondendo aos desafios do mundo, vão temporizando os espaços geográficos e vão fazendo “história” pela própria atividade criadora, vamos agilizando a educação por uma melhoria de qualidade de vida.
Caros professores, Paulo Freire diz: “Entre saber e ignorância: a educação tem caráter permanente não há seres educados e não educados. Estamos todos nos educando. Existem graus de educação, mas estes não são absolutos”.[6]
Apresento-lhes vinte valores imprescindíveis para as atividades educacionais e desejo-lhes um bom trabalho e grande sucesso:


1.      Alegria
2.      Disciplina
3.      Amor
4.      Honestidade
5.      Compartilhar
6.      Igualdade
7.      Confiabilidade
8.      Justiça
9.      Cooperação
10.  Lealdade


11.  Coragem
12.  Limpeza
13.  Cortesia
14.  Misericórdia
15.  Paciência
16.  Paz
17.  Respeito
18.  Responsabilidade
19.  Solicitude
20.  Tolerância


Formação: Através do psicodrama as crianças são estimuladas e desenvolvem hábitos  e atitudes desejáveis – bondade, solidariedade, delicadeza, compreensão, prática do bem, repúdio do mal e muito mais.
Informação: Os psicodramas, são amplos e podem englobar várias áreas do conhecimento, ao qual, prepara a criança para adquiri-los e são recomendáveis para motivação das aulas. Use e abuse de sua criatividade, e das fontes existentes;
Recreação: Qualquer psicodrama interessante, bem narrado, alegra as crianças, e o professor através dele conquista os alunos, fazendo com que percebam que na escola há alegria e não somente deveres e obrigações.
Atendimento as diferenças individuais: Á medida que existem muitos gêneros de histórias, devemos explorar “todos” incansavelmente, diversificando as técnicas para atingir o nosso maior objetivo “a aprendizagem de nosso aluno” – quando temos um objetivo a ser alcançado, devemos utilizar diversificadas estratégias, por que muitas vezes: Você escolhe! somente uma estratégia e alguns alunos não conseguem entender, falta mais o restante...- sendo assim, você aplicando várias estratégias para o mesmo objetivo, com certeza sua sala será privilegiada.

IV – CARACTERÍSTICAS ESSENCIAIS DE UMA “BOA HISTÓRIA E NARRAÇÃO”

O narrador se encontra diante dos ouvintes para iniciar a história. Antes porém, é conveniente estabelecer uma breve conversa que facilite o entendimento do enredo e evite interrupções.
Caixa de texto: Por Favor !!  Não Entre!
Contando histórias.
 



                                                           # um cartaz –indicando que você está contando história;
                                                            # que não deve ser interrompida naquele momento.
·   Se a história gira em torno de animais domésticos e começamos  diretamente, sem preâmbulos, os ouvintes poderão interromper, dizendo: “eu também tenho um gato”... como sei disso, vou contar. “O gato de botas”, eles ficam felizes em contar sobre seu gatinho de estimação. Nem todos falam, não importa, escutam essa conversa que não deve ser longa, só o tempo necessário para que as crianças se predisponham a escutar a história de um gato que não é o deles, mas bem que poderia ser. Isso facilita também a identificação e a integração da mensagem.
·   Em história de brinquedos, bonecas, irmãozinhos, deve-se permitir à criança falar sobre a própria vivência. É uma conversa informal estabelecendo portanto, a empatia indispensável e ainda permite ao narrador conhecer melhor as crianças, além de dar-lhes  oportunidade para falar.
·   Contar histórias é uma arte, por conseguinte requer a prática de certa tendência inata, uma predisposição latente, aliás, em toda pessoa, mas é preciso despertar naquelas que se propõem lidar com crianças. Em primeiro lugar, o contador deve estar consciente de que a história é que é importante. Ele é apenas o transmissor, conta o que aconteceu  - e o faz com naturalidade, sem afetação, deixando as palavras fluírem.
·   Contar com naturalidade implica ser simples, sem artificialismo. São, também, indispensáveis a sobriedade nos gestos e equilíbrio na expressão corporal. Se o contador vivencia o enredo com interesse e entusiasmo, ele estabelece sintonia com o auditório. As emoções se transmitem pela voz, principal instrumento do narrador. Há vários tipos de vozes: adocicada, sussurrando, suave, cálida, arriscada (perigoso, temerário, intrépido), espinhenta, sem vibração, sem modulações, inertes, sem consistência, inexpressiva. O narrador tem de expressar-se numa voz definida, inconfundível tem de saber modulá-la de acordo com o que está contando, considerando os seguintes aspectos:
   Intensidade: o timbre de voz varia na razão direta da distância de quem fala a quem ouve, varia também conforme a emoção que se quer passar, juntamente com o ritmo, a inflexão e as entonações. Durante cursos de treinamentos, algumas pessoas perguntam como se faz a voz do “Lobo” ou do “Porquinho” e sendo o “Lobo” um animal de maior parte que assume na história um papel violento, o narrador engrossa a voz, torna-se mais grave. Se o foco da narrativa gira em torno de crianças, flores, seres delicados, o narrador reveste-se de ternura, sem falsear a voz. Isso é muito importante, saber modular a voz e torna-la expressiva, deverá constituir um treino constante que ela possa ser utilizada em toda a sua plenitude.
Clareza: Ela deve falar por si, sem necessidade de explicações. Significa boa dicção, correção de linguagem, evitando repetições desnecessárias, os chamados “tiques” de linguagem, daí, nés, os cacoetes (certo?, então?, ai!, entenderam?, etc), defeitos esses que podem ser corrigidos com disciplinas, impostação de voz.
Conhecimentos: Apreciar os comentários das crianças e avaliar as suas reações. Entretanto, nada disso funciona se você não gosta de crianças, se não se diverte tanto quanto elas com a história. Funciona, assim, quando é capaz de sentir que o ato de narrar é uma interação integral de captar com sensibilidade a mensagem na narrativa. A criança por si, encontra em cada uma dessas histórias um motivo que a toca particularmente de maneira íntima e pessoal.
Simplicidade: Simplicidade de linguagem. Períodos curtos e em ordem direta. Crianças e adultos entendem bem o que é simples e claro. Só prestam atenção no que lhes interessa e reagem da mesma forma diante das histórias. Só o tema as interessa, se sua linguagem está de acordo com suas necessidades e compreensão, então vem, participam e aprendem. Caso contrário, simplesmente as ignoram.
Se aprende fazer... fazendo,
            Se aprende andar... andando,
            Se aprende falar... falando,
            Se aprende a contar história ... contando história.


4.1. Cuidados que contribuem para o êxito da narração
A melhor arrumação consiste em senta-las em semicírculo, numa posição descontraída, onde todas possam ver o narrador e o material a ser apresentado  sem forçar o pescoço. Prefiro que os ouvintes fiquem sentados no chão. Mesmo arrumados, ainda assim um acotovela o outro, mudam de lugar. Se o narrador fica pedindo silêncio ou atenção  possivelmente a história acaba antes de começar. Então no começo costumo cantar com eles assim:

Agora minha gente
Uma história eu vou contar
Uma história bem bonita
Que todos vão gostar
Ei ei ei trá lá lá ei ei ei trá lá lá

Isso exerce um efeito mágico. Era uma vez... a expectativa de emoção e emoção da expectativa. A atenção se concentra e se fortifica. A emoção prepara e reforça o aparelho receptivo. Quanto ao horário, toda hora é boa, menos a que antecede de imediato, a refeição ou o sono, isto é, se a criança estiver com fome ou sonolenta, não é recomendável contar-lhe histórias. Com fome é difícil acompanhar a narrativa.Com muito sono, a criança logo adormece ou se mantém acordada mediante um esforço, contraria as solicitações de seu organismo naquele momento.
A técnica evidencia a vantagem de contar-se na hora em que a criança esteja bastante esperta para avivar-lhe a imaginação, facilitar a identificação e dar-lhe o prazer inefável que a história proporciona, no sentido de que não fique somente a divertir-se, chegue também no pensar  e no assimilar.
Em nenhum caso, o contador interrompe a narrativa. (O cartaz na porta). Se acontecer  um “penetra” adentro,  confirma-se com um sorriso, uma palavra, um gesto de assentimento. Na segunda hipótese, fixa o olhar na direção de que interrompeu, sorri e com um gesto pede-lhe para aguardar.
Concluída a narração, imediatamente pergunta-lhe o que estava querendo dizer ou indagar, dando-lhe oportunidade de expandir-se. As crianças  que interrompem com freqüência  e mostram sinais de indisciplina são as que mais necessitam ouvir histórias.
Há um tipo de interrupção que acontece quando se começa a contar “há esta eu já sei” é freqüente advertir: “não foi assim” – “eu sei de outra forma” (chapeuzinho vermelho, por exemplo).
Chapeuzinho Vermelho é um exemplo típico. Como sei que cada qual ouviu de uma forma, pergunto-lhes, no início, o que o chapeuzinho levava  na cesta  para a vovó: maça, leite, pão, manteiga, doce, biscoito, geléia. Pois então, prossigo, chapeuzinho levava na cesta para a vovó... e coloco tudo o que citarem. Desse jeito, não há quem não acompanhe a menina pela estrada afora... Quando o lobo chega a casa da vovó, interrompe novamente e pergunto-lhes o que aconteceu  na história que ouviram antes: “a vovó se escondeu debaixo da cama”; “dentro do armário”... “o lobo engoliu a vovó”... e continuo deixando a vovó onde eles preferem, na maioria das vezes na barriga do lobo. Chapeuzinho chega encontra o lobo na cama da vovó e os convido a fazer comigo o célebre diálogo... eu faço a vez de chapeuzinho a eles, a do lobo:
-          Vovó, para que estes olhos tão grandes?
-          Prá te olhar melhor minha netinha (arregalam bem os olhos)
-          Prá que estas orelhas tão grandes?
-          Prá te “orelhar” (risadas)
  
E assim chegamos à ultima pergunta:
-    Pra que esta boca tão grande, vovó?
-    Pra te comer. (cada qual abre uma boca bem grande)

E o final da história, segundo a versão que conhecem, será como preferirem, desmistificando-se o medo do lobo. É divertidíssimo!
(Coloca-se a vovó no armário em vez de engolir; E se engoliu a vovó, depois de tira-la coloca-se pedra dentro da barriga do lobo e joga-o no rio...)
Esta história do Chapeuzinho tem várias formas de ser contada, depende de seu público.
A força da história é tamanha que narrador e ouvintes caminham juntos na trilha do enredo e ocorre uma vibração recíproca de sensibilidade, a ponto de diluir-se o ambiente real ante a magia da palavra que comove e enleva. A ação se desenvolve e nós participamos dela, ficando envolvidos com os personagens, mas sem perder o senso crítico, que é estimulado pelos enredos.
   Por isso – e ai vai mais um segredo – o narrador deve estar consciente de que importante é a história, ele apenas conta o que aconteceu, emprestando vivacidade à narrativa, cuidando de escolher bem o texto e recriando-o na linguagem oral, sem as limitações impostas pela escrita. A história é que sugere o melhor recurso de apresentação, sugere inclusive as interferências feitas por quem a conta.

É gostoso quando contamos a eles dizem:
·        Eu gostei. Pensei que fosse boba.
·        Eu gostei! Fiquei até com pena de acabar.
·        Quando você vai contar outra?
·        Que jóia !!
·        Que história linda!
·        Ela não devia ter ido com o príncipe..
·        Devia sim. Ela ficou mais feliz

Há professores que pensam que não têm jeito para contar uma história. Se experimentarem, descobrirão qualidades novas em si mesmas, reacendendo a própria criatividade, o que as incentivará a modificar a prática de ensino, obtendo resultados positivos. Há quem conte histórias para enfatizar mensagens, transmitir conhecimentos, disciplinar, até fazer uma espécie de chantagens – “se ficarem quietos, conto uma história”, “se isso”, “se aquilo” – quando o inverso é que funciona.
A história aquieta, serena, prende a atenção, informa, socializa, educa. Quando menor a preocupação em alcançar tais objetivos explicitamente, maior será a influência do contador de histórias. Compromisso do narrador é com a história, enquanto fonte de satisfação de necessidades básicas das crianças. Se elas as escutam desde pequeninas, provavelmente gostarão dos livros, vindo a descobrir neles histórias como aquelas que  lhe eram contadas.

V - UTILIZAÇÃO

Contar histórias, todo mundo conta, contar bem uma história seria tão fácil assim?
Todo professor – deve ser necessariamente um bom contador de estórias...)
“um fazer para quem conta...”
“um prazer para quem ouve...”
As características das crianças justificavam o valor e a razão de se incluir histórias nas nossas atividades.
Durante o seu crescimento a criança vai participando, aos poucos da vida em grupo.
   As histórias, com suas situações reais e imaginárias,  devem despertar na criança: prazer, agrado, interesse.
A linguagem da criança está em fase de evolução e ele está se socializando. A história vai contribuir para este desenvolvimento, observando, ouvindo com atenção, perguntando, respondendo, enfim aproveitando todas as oportunidades, a criança vai adquirindo palavras novas que vão ser incorporadas, aos poucos, com vida ao seu vocabulário.
Nesta fase, realidade e fantasia se confundem. Cabe a professora escolher as histórias  que atendam às necessidades e aos interesses das crianças. Aos poucos as próprias crianças irão percebendo o que é real e o que é fantasia.
Para se escolher a história – o conteúdo deverá estr ligado as coisas que a criança conhece respeitando a cultura local, e ao mesmo tempo aumentando suas experiências. Assim as estórias deverão contar acontecimentos da vida real, da família, da casa, da comunidade, dos parentes, dos animais domésticos, do circo ou do jardim zoológico, do campo, fazenda, férias, festas de aniversário e todas as outras que estimulam a sua fantasia.

DEVE-SE PROCURAR:
A.    Gostar de contar histórias;
B.     Conhecer bem as crianças;
C.     Saber dosar a voz;
D.    Introduzir quadrinhas ou pequenas canções nas histórias facilitando a dramatização espontânea;
E.     Dar um pouco de você mesmo ao contar história;
F.      Falar pausadamente sem exageros;
G.    Usar linguagem clara, simples;
H.    Explicar todas as palavras novas;
I.    Preferir enredos simples;
J.    Aproveitar repetições;

ESCOLHER UM LOCAL PARA A HISTÓRIA
A.   A própria sala;
B.    Um cantinho sossegado;
C.    O fim de um corredor;
D.   Um banco de jardim;
E.    Em um quintal, terreno ou área externa (à sombra de uma árvore);
F.     O principal é que a história não seja interrompida.

E MAIS
A.    Sentar as crianças em semicírculo no chão;
B.     Você professor: poderá sentar-se numa cadeira baixa (para que as crianças possam ver as ilustrações); Você pode sentar no chão, mas tomando cuidado para que todos possam ver a ilustrações;
C.     Procurar falar o nome das crianças como se fossem personagens de histórias;
D.    Criar um clima propício no início da história;

COMO APRESENTAR AS HISTÓRIAS
1.      Usando a imaginação infantil... contar histórias como faziam os antigos contadores;
2.      Escolher bem a história (uma história folclórica por ex.);
3.      Procurar evitar os: “ai”, “então”, “ta”, intercalados na história;
4.      Conhecer bem a história;
5.      Usar a mímica (expressão facial, transmitindo seus próprios sentimentos);
6.      Variar a voz de acordo com os personagens(você conseguirá);
7.      Aproximar-se mais das suas crianças;
8.      Conhecer melhor seus sentimentos;
9.      Criar um elo afetivo professor/ criança.

CUIDADOS NECESSÁRIOS QUANDO FOR USAR O LIVRO DE HISTÓRIA
1.      Ler antes cuidadosamente a história;
2.      Contá-la sem exageros – voz adequada;
3.      Mostrar uma ilustração de cada vez e de maneira que todos vejam  e não precisem reclamar;
4.      Usar o livro com cuidado e respeito, preste atenção à maneira como virar as folhas e como segurar o livro;
5.      Levar a criança a gostar de livro.

OUTRAS FORMAS DE CONTAR HISTÓRIAS
1.      Flanelógrafo
2.      Fantoche
3.      Desenho no quadro
4.      Cartaz de prega
5.      Mímica
6.      Livro
7.      T.V.
8.      Dobraduras
9.      Maquete
10.  Bocão
11.  Figuras ou gravuras
11.1. gravuras de sentido completo
11.2. gravuras apresentando histórias mudas
11.3. gravuras que contam dois ou mais movimentos de uma história
11.4. gravuras de sentido incompleto
11.5. exemplos diversos de sentido completo
11.6. gravuras que você deixa lacunas em aberto
12.  Música
13.  Radionovela
14.  Álbum seriado
15.  Máscaras (dramatizações)
16.  Desenho feito pelo aluno e o profº como escriba
17.  Tema
18.  Objetos e plantas
19.  Teatro de vara
20.  Dedoche
21.  Marionete
22.  Teatro de Sombra
23.  Narração com efeitos especiais
1 - os efeitos sonoros
2 - os efeitos sensitivos
2.a - perfume
2.b - ventania
2.c - abelhas
3 - o final da história
3.a - em grupos
24. Narração interativa
1.a - caixa
1.b - interior da caixa
1.c -  pedaços de esperança
1.d  - manuseio da caixa
2 – aparição da fada esperança
25. Histórias matemáticas
26. Problemas
      27. Através de variadas atividades o Profº trabalhará a linguagem oral com seus  alunos
1. Em grupos
2.Variação
28.  Quebra-cabeça
29.  Salada de Contos
30.  Criança como protagonista
31.  Criação de final para a história
32.  História em quadrinhos
33.  Conte um conto e faça um ponto
34.  Levantamento das histórias conhecidas pelas crianças
35.  As crianças sugerem um elemento para se criar uma história
36.  O Profº com a ajuda das crianças – criam textos
37.  As crianças confeccionam livros com palavras
38.  Reproduzir histórias através de desenhos, colagens com sucatas
39.  Técnica rodízio do papel
40.  Kirigami
      41. Casinha da imaginação
Aproveitando as atividades de enriquecimento decorrente da história estimular as crianças a reproduzirem a história, sozinhas ou em grupos através de:
v  Aproveitamento de seus comentários;
v  Confecção de um filme para o cineminha;
v  Criar novas histórias;
v  Dramatizar novas histórias espontaneamente...
v  Passeios;
v  Feiras de ciências;
v  Excursões;
v  Cartazes, denunciar, folder informativo, pesquisa, entrevista...

Realmente á princípio, as crianças talvez tenham dificuldades em reproduzir as histórias, comece então, com histórias de enredo simples e poucos personagens, já  os adolescentes você poderá extravasar com seus alunos.
Ao convidarem a criança a reproduzir a história, você pode e deve auxiliar: vá mostrando as ilustrações, facilitando a seqüência de fatos ou qualquer outro recurso que você professor tenha utilizado, pois com este livro, você terá várias opções e para seu melhor desempenho na sala  de aula.
Dependendo do objetivo que quer atingir, por ex: meio ambiente - poderá ser feito a dramatização e mais tarde faça um passeio com seus alunos,  vá com eles conhecer seu  ambiente, sua cidade, se acharem irregularidades de a eles a oportunidade de desempenhar sua cidadania e instrua este processo de cidadão: denunciar, falar, fazer cartazes, criticar, discutir alternativas para solucionar o seu problema, dê uma gincana de conscientização, faça feira de ciências, entrevistas, pesquisa de campo, excursões, palestras com órgão competente... Com a história, podemos criar e desempenhar nosso papel como educador de uma forma extraordinária, sendo um herói , sendo um mediador de todo esse processo de aprendizagem global que necessitamos hoje. A água esta escassa, o ar esta poluído, constatamos a existência  materiais recicláveis perdidos por ai, e nosso planeta necessita urgente de tratamento de água, pois tem que acabar esta poluição nos rios... Falta ética, honestidade, determinação, objetivos humanitários, solidariedade em nossa sociedade. E nesta hora que não esqueço jamais deste verso: “A grandeza de um País não depende dê sua extensão territorial e sim do caráter de seu povo”.[7] Não preciso falar mais nada...

VI- MÉTODOS E TÉCNICAS PARA CONTAR HISTÓRIAS

1. FLANELÓGRAFO
Um recurso visual muito prático, o flanelógrafo é um quadro de forma retangular em madeira, compensado ou de papelão grosso, com uma fase coberta de flanela ou feltro de cor clara, verde ou  azul de preferência, por que servirá de cenário (verde, amarelo, marrom...), enfim o que tiver para improvisar pode ser até flanela . As figuras podem ser confeccionadas em feltro ou papel-camurça, outra opção é usar recortes de revistas, personagens recortados em papel ofício, revestidos de papel de lustro de cores variadas ou em cartolina, nesse caso, colam-se pedacinhos de lixa no verso para fixar onde o personagem principal entra e sai de cena, movimenta-se num vai e vêm durante  o enredo.

2. FANTOCHES
São muito apreciados pelos alunos e podem ser usadas por mais de um  narrador. Outra vantagem é que se pode ter o roteiro escrito, o que facilitará a tarefa. Os fantoches também podem ser usados de forma interativa com as crianças, elas mesmo manuseando-os, ou mesmo fazendo os bonecos de cartolina, com roupas de papel crepom, sacos de papel, meias velhas, frutas, verduras e tudo mais que sua imaginação almejar.
O fantoche é uma das técnica mais antiga e rica em suas formas de expressão, que engloba a literatura, expressão corporal, a comunicação e a arte plástica. Nessa atividade, os alunos poderão confeccionar os personagens e o palco, tornando-a uma fonte de prazer que favorece o desenvolvimento da criança e da coordenação motora. Devemos trabalhas com intensidade deixando fluir espontaneamente sua emoção, o seu mundo imaginário, recriando sua própria realidade para construir seu conhecimento. Vamos fazer com que nossas crianças sonhe, fantasie, e deixe extravasar suas expressões espontânea do aluno, é uma forma do aluno se evoluir como ser humano sensível e mais completo.
Sendo por tanto o fantoche uma atividade gostosa e interessante na construção dos personagens pelos alunos é uma técnica simples e materiais de fácil aquisição e uso, podemos criar vários personagens.
Alguns exemplos de fantoches:
# Fantoche de dedo:- Utilizar tinta guache ou caneta esferográfica para fazer o rosto do personagem no dedo indicador. Usar pedaços bem pequenos de pano ou papéis coloridos para se fazer: gravatas, laços, chapéus, etc.
# Fantoches com meias velhas:- Colocar a meia na mão e marcar os lugares para desenhar a boca, olhos e nariz, costurar então os botões no lugar dos olhos e nariz, desenhar a boca com canetinha ou colar tecido. Acrescentar os detalhes costurando ou colando retalhos de panos ou papéis.
# Fantoche com sacos de papel:- Utilizar tintas ou canetinhas para fazer o rosto. E para dar o acabamento usar: lã, tiras de papel, Bombril, retalhos, fitas, etc. Quanto pronto, deve ser amarrado ao punho e a mão do manipulador deverá estar fechada para dar o formato rosto.
# Fantoche feitos com tubos de papel higiênico:- Cobrir o tubo ao papel higiênico com papel fantasia acrescentando, olhos,  boca, cabelos de lã, papel crepom ou Bombril.
# Fantoches com legumes:- Utilizar cenouras, chuchu, batata, pepino, etc... introduzi-los numa vareta e montar os detalhes com botões, lãs, retalhos de tecidos ou papel, tintas, etc.
# Fantoches de varetas:- fazer os desenhos dos personagens ou colar  gravuras em um papelão. Enfeita-los e cola-los em palitos de churrasco.
Pode ser feito um palco improvisado para apresentação dos fantoches da seguinte forma:
-    Colocar 3 cadeiras lado a lado e cobri-las com um lençol.
-    Utilizar uma mesa e colocar duas cadeiras em cima da mesa viradas uma de costa para a outra e em seguida cobri-las com um lençol ou tecido deixando as aberturas das duas costas das cadeiras para a encenação da peça.
-    Mini palco com caixa de papelão – (utilizar caixas de papelão, fazendo uma abertura para as crianças apresentarem o teatrinho).

3.  DESENHO NO QUADRO FEITO PELO PROFESSOR
O professor antes de iniciar esta técnica tem que planeja-la, pois  ela não deve ser lida, copiada, pois se copiar poderá dispersar a atenção dos alunos e tira-los de motivação do raciocínio, de sua seqüência. Esta situação fará o aluno perceber que existe momento para tudo: brincar, se divertir e também prestar atenção, e o que é melhor, que vale a pena prestar atenção! Nos desenhos que a professora desenha pelo quadro  com o seu enredo deslumbrante, interessante feito para elas.Esta técnica não é necessariamente somente para histórias e um instrumento que abrangem todas as disciplinas.

4. CARTAZ DE PREGA
Papel KRAFT fazer pregas para colocar os personagens, os alunos ouvem atentas a narração e com isso acompanham visivelmente . Nesta técnica professor você consegue situações verdadeiramente formidáveis, com ela podemos transitar pelo tempo e o espaço. Estando ora na Pré-história, ora pisando em galáxias estranhas. Podemos “bater um papo com Hércules, participar de rituais indígenas ou conhecer a Selva”. Nas histórias tudo é possível.
O exemplo da imaginação traz grande aproveito às crianças, primeiro porque atende a uma necessidade muito grande que elas tem de imaginar e depois vai de seus objetivos que pretende atingir em suas aulas pedagógicas, ao qual poderá  viajar sempre que puder sem sair do lugar.

5. MÍMICA
É uma pantomima, sendo uma técnica divertida, de descontração, espontânea que têm o intuito de despertar no aluno o espírito artístico, desinibi-la, faze-la representar sem utilizar a voz, somente com gestos, movimentos do corpo utilizando sua criatividade, imaginação e sua expressão corporal, não deixando de utilizar acessórios, máscaras (opcional) sem falar, mas isto é para desenvolver sua desenvoltura, destreza, inteligência, habilidades, etc...(nesta técnica pode-se utilizar recursos de outras para suprir suas necessidades estratégicas)

6. LIVRO
Há textos que requerem, indispensavelmente, a apresentação do livro, pois a ilustração os complementa. Examinando-se livros onde se destaca a apresentação gráfica e a imagem é tão rica quanto ao texto.
Devemos mostrar o livro para a classe virando lentamente as páginas com a mão direita, enquanto a esquerda sustenta a parte inferior do  livro, aberto de frente para o público. Narrar com o livro não é propriamente, ler a história. O narrador deve ter o conhecimento da história apresentada, e vai contando com suas próprias palavras sem titubeação (sem dúvidas), vacilações ou consultas do texto, o que prejudicaria a integridade da narrativa.
É uma forma de apresentação que, observada a técnica, favorece o narrador inexperiente. Recomenda-se evitar observações do tipo: “estão vendo o gato?” “olhem o pé da vovó na porta!”. Os alunos observam e percebem tudo enquanto escutam, sabendo fazer a leitura simultânea da imagem, os comentários dessa natureza atrapalham. Mas a história não acaba ai e é uma das grandes vantagens do livro: é possível, por exemplo, reabri-lo. (pois você professor pode utilizar sua criatividade e aumentar esta história, diminui-la colocar suspense...).

7. TELEVISÃO
O cineminha é um “projeto”, que através das figuras de um livro ou desenhos confeccionados, recortados..., poderá colaborar como um recurso que exponha melhor, as folhas sendo originais ou cópias, são anexadas umas às outras, formando um “rolo de filme”, que é apresentado as crianças através da “tela” de uma caixa de papelão ou madeira, conforme as condições da escola ou da criatividade do  professor / nesta técnica, muitas vezes o narrador segure o texto original, sem a necessidade de fazer adaptações.Porém, se a fizer, esta deve aproximar-se o máximo do que as gravuras descrevem.
Nesta técnica não são necessários vários personagens para contar a história, pois necessita somente de um bom narrador (com boa dicção, boa entonação, uso dramático dos gestos e da voz).
E nesta técnica não é aconselhável trabalhar com um número grande de crianças e sim para um grupo pequeno – e para você deixar mais interessante e despertar a atenção, imaginação, informação cultural, senso do belo e criatividade rode o filminho com as gravuras e deixe as crianças contarem a sua história. No cineminha pode-se desenvolver o teatro de sombras. Uma luz, projeta figuras em uma superfície opaca. A sombra de bichinhos feita com as mãos exerce grande fascínio sobre as crianças e com as figuras recortadas  não é diferente. Elas são muito fáceis de fazer e a apresentação pode conter músicas e efeitos especiais.

8. DOBRADURAS
Outra arte que pode representar tantas figuras quanto nossa imaginação permitir e alcançar. E verdade que não é uma técnica acessível a todos, mas há os que fazem...(trouxe vários livros de origami do Japão que lá ensina, que através de um simples papelzinho podemos fazer desde uma simples florzinha e flores de várias espécies, casa, pessoas (samurais, ilustres imperadores, humildes operários, crianças pequenas e recém nascidos, etc..., dragões e animais de várias espécies, portas trecos, baús, copos, lenços, algodão, lixas, esmaltes, rashis, cartões para várias finalidades, enfeites para datas comemorativas, carrinhos, barcos de diversos formatos até lancha e navios de grande porte, aviões desde pequeninos até enormes, brinquedos diversificados, utensílios para casa, robôs, monstros japoneses que representam suas lendas orientais: UMI,  crianças em suas várias atividades japonesas, esquiando, sentados, montados em ursos panda, orando etc... o efeito é surpreendente, proporciona uma boa interação com as crianças quando a narrativa acompanha a sucessão de  dobraduras feitas por elas. Ou pode-se fazer painéis com os devidos episódio da história - eu conto sempre a lenda do “TSURU”, e vou dobrando o papel, quando chega ao final da história o pássaro TSURU está completo, e utilizo dois bonequinhos (ela vestida de noiva e ele de traje a rigor de casamento japonês) para interpretar o casal da história e logo após  a história, ensino a fazer a dobradura do pássaro sagrado do Japão.Não é difícil tudo é uma questão de habilidade e treino.


9. MAQUETE
Também alcança resultado. E é mais simples do que parece. Uma floresta de papel crepom, uma casinha de papelão e pequenos bonecos de feltro comandados por um contador habilidoso, ao qual irá fazer as manobras maravilhosas para  uma boa execução da história. Caros professores tudo vai de sua criatividade e estratégias de ações, Os cenários onde se desenrolam as cenas são reproduzidos em pequena escala, os personagens são bonequinhos que o contador movimenta à medida que narra o enredo.
As adaptações são fáceis de serem feitas para este tipo de técnica, o narrador pode ater-se ao texto original. Observar somente para as possibilidades de se reproduzir os cenários.
Quando o enredo é complexo o cenário ajuda nas explicações. E quando sua caracterização e complexa também os pequenos bonecos podem auxiliar com suas confecções de roupas simples e econômica.
Quanto a habilidade dos operadores, é necessário muito treino e conhecimento da história, para ter desenvoltura no decorrer da narração. Boa dicção, volume de voz. Coordenação entre os membros da equipe. Habilidade manual para confeccionar a maquete.
E quanto ao local pode ser uma mesa ou tablado de altura suficiente para que as crianças vejam todos os detalhes. Os espectadores podem acomodar-se em pé e locomover-se à sua volta. E o número não pode ser muito grande de crianças, pois senão não terão a oportunidade de ver cada passo de seus personagens. E se você professor quiser fazer uma interação com seus alunos, você pode trabalhar com seus alunos na confecção da maquete. Podem protagonizar alguns dos personagens juntamente com os adultos.Podem ouvir a história básica e depois, em pequenos grupos, desenvolverem uma história similar, uma variação ou a continuação. E desenvolve no aluno o senso estético, criativo, habilidade manual (nas interações).

1 Lembretes para a utilização da maquete:
-    Fazer a maquete com cuidado e material que possa resistir a sucessivas montagens.
-    Na confecção da maquete, preste atenção à proporção entre os elementos do cenário e os bonecos que serão os personagens.
-    Se existirem cenários diferentes e que não sejam interligados, monta-los em locais distintos (duas mesa, separadas por um espaço maior, etc).
-    Tomar maior cuidado na produção do cenário onde a cena principal se desenvolverá.
-    Deixar os bonecos em lugar de fácil acesso para troca.
-    Esconder os bonecos (personagens) que não estão sendo usados em determinada cena.
Não necessariamente uma floresta a sua maquete vai ser o que desejar que ela seja, tudo é construídos com carinho dedicação e muito amor, pois você se sente um personagem lá dentro daquele mundo encantado cheio de bons pensamentos, coisas positivas, pode ser a criação de uma melhora no nosso Ecossistema, porque não, ou pode ser uma colocação de não discriminação, bons hábitos, bons costumes, cultura, música, festival, de pessoas que possuem deficiência(mental, visual, auditiva ou física) todos somos iguais e merecemos ser tratados com tais, como pode perceber meu caro professor e a partir de sua realidade que vai surgir o seu ambiente de trabalho.Bom trabalho.

10. BOCÃO (tipo ventríloquo)
São poucos profissionais que tem o hábito de trabalhar com bonecos grandes que ficam sentados no colo do narrador que faz a sua voz. Mas é um trabalho que chama à atenção do aluno, ele acha divertido, engraçado e ri a toa. Torna-se gratificante.
O boneco pode ser só um (uma vovó, um duende, etc), que contará a história... ou tantos outros que você professora achar melhor, será que irá preferir um ventríloquo para cada ação,ou irá preferir um somente para narrar a história.(depende de sua estratégia de trabalho e seu objetivo).
A história pode se desenrolar através de diálogos dos diversos bonecos(esses necessariamente precisará de auxiliar ou você professor terá que usar várias tonalidades de vozes) ou um boneco que narre uma histórias. Quando você inicia com o boneco deve terminar com ele.
E para que a pessoa que for manusear o ventríloquo teve ter uma boa memória, volume, dicção e entonação de voz.Ter um bom ritmo: perceber o quanto as crianças estão gostando, para aumentar ou diminuir a participação de um personagem(se houver mais de um). Boa coordenação para movimentar o boneco e não o próprio corpo. Ter familiaridade(muito treino) com o boneco, para fazer os gestos que imprimem as emoções que os diálogos pedem.
E um recurso que pode ser usado tanto como um grupo de 5 pessoas, com em um palco.Criar uma história simples e fazer a apresentação. O boneco pode fazer parte do ambiente da classe, tornando-se um mascote aparecendo sempre quando determinado assunto por discutido. Desenvolve nas pessoas sua afetividade, atenção e imaginação.
Você perceberá que as crianças ficam encantadas com o efeito e praticamente esquecem-se do mundo. Você pode aproveitar desse efeito de forma hábil, mesmo que seja o seu primeiro trabalho com o bonecão... e assim poderá ir acostumando, quem sabe em festinhas de amigos para treinar.

11. FIGURAS OU GRAVURAS
Aconselha-se o uso de gravuras reproduzidas. As imagens indispensáveis podem ser ampliadas em cartolina, que é um papel resistente, sendo possível também preparar o material  para a colagem das mesmas. Costumo utilizar esse para contar história a partir das figuras do livro, as personagens são ampliadas em papel camurça colorida, faz-se a montagem em cartolina, com os complementos: céu, nuvens, gramas, flores, etc. Depois deste cenário podemos utiliza-los para outros objetivos das histórias inventadas ora por mim ora pelos alunos.
Um ótimo recurso desta técnica de contar história e a história ilustrada, que você utiliza desenhos e palavras e pede para a criança descobrir  a história que quer contar( diferente, criativa e pede para que a criança seja observadora, pedira que os alunos leiam a história e depois escrevam os nomes embaixo dos desenhos ou figuras que você professor for utilizar.
Em grupo, ou individualmente, eles irão criar uma história ilustrada para colocar no mural de histórias.
Mas, voltando a história que vem numa revista, recorta-se as cenas da própria revista e faz a montagem em quadrados ou retângulos de cartolina, duplex, complementando-se o necessário para obter o efeito visual mais bonito, considerando sempre os elementos essenciais da história. As gravuras favorecem, sobretudo, as crianças pequenas, permitem  que elas observem detalhes e contribuem para a organização de seu pensamento. Isso lhes facilitará mais tarde a identificação da ideia central, fatos principais, fatos secundários, etc.
Antes da narrativa, empilham-se as gravuras em ordem, viradas para baixo. Á  medida que vai contando as coloca uma a uma no suporte próprio. Este movimento se faz com naturalidade, uma gravura substituindo a outra no momento exato, sem atropelos, a narrativa deve fluir interruptamente, mesmo durante a colocação e troca de gravuras.
Concluída a narrativa, se o número de ouvintes não for muito grande, distribua as gravuras entre eles e pergunte de que parte da história eles gostaram mais. Assim, peça a quem tiver a figura referente a parte de que mais gostaram e coloque no chão a sua frente.
            E inicie a indagar sobre a história.
-    Foi assim que a história começou?
-    Continue...
-    Quem que tem o início da história queira trazer para nós.
-    E o que aconteceu depois?
-    Assim vamos reconstituindo a história e se alguém erra na disposição  dos quadros os outros o alertam.
-    Agora, com todas as gravuras dispostas em seqüência , prosseguimos os comentários.
-    Vocês acham que se poderia retirar alguma gravura sem fazer falta?
-    Alguém mudaria o final?
-    Olham, observam, discutem e concluem que tudo é importante, à compreensão do enredo esta concretizada, consegui chegar ao meu objeto.Sem saberem , automaticamente estão se familiarizando com noções de introdução, enredo,clímax e desfecho.
Cada recurso, portanto, é valioso em sua peculiaridade, permitindo variar  a apresentação e recriar de modo original.
As gravuras são recursos, onde podemos levar as crianças de várias maneiras  a inventar suas próprias histórias. “Criação de histórias originais”.
           
 1. Interpretação de gravuras.
As gravuras oferecem contribuição valiosa ao ensino. Muitas histórias podem ser inventadas a vista de um quadro sugestivo, de uma cena familiar a criança.
Há gravuras de sentido completo que contam toda a história. Há outras  que, apenas, incluem um movimento, um fato, deixando que o observador em liberdade para idealizar os episódios que antecederam ou que sucederam aquele acontecimento. Há séries de gravuras, organizadas logicamente,  encerrando uma história completa. São as histórias mudas.
As gravuras são apresentadas em quadros, flanelógrafos. Podem ser desenhadas no quadro, na falta de outro material.

2. Gravuras de sentido completo:
Apresentando uma história. A professora poderá guiar a criança, perguntando-lhe: “que há de engraçado nesta gravura?” “que lhe conta esta gravura?”  - Uma gravura de sentido completo traz toda a história, o desenvolvimento lógico do acontecimento do início ao desfecho.

3. “Gravuras apresentando histórias mudas”:
Mais complexas, quer pelo tamanho, quer pela interpretação das próprias gravuras. (produção de texto dirigido, completar de acordo com a característica de cada bichinho. Macaco, Gato e Coelho
-    Nome: Macaco, seu corpo e coberto de..., ele gosta de comer..., ele mora..., de quem é amigo..., ele é engraçado, por quê...;
-    Nome: Gato, ele mora..., ele gosta de comer..., ele tem medo do..., seu corpo é coberto de..., ele faz...;
-    Nome: coelho, a sua cor é..., ele gosta de comer..., a sua orelha é..., seus olhos são...

4. Gravuras que contam dois ou mais movimentos de uma história:
- Ficando o último á criação do aluno.

5. Gravuras de sentido incompleto, sugerindo, apenas, uma cena da história:
As crianças inventam um enredo completo, em torno dessa gravura, organizando os movimentos que faltam. A professora precisa guiar a classe na interpretação dessa gravura. Ajuda-la na observação e estudo cuidadosos de certos pontos importantes.
Por exemplo, uma menina com um guarda-chuva e uns cachorrinhos se molhando na chuva. “Chii...i ...i ! que azar! Mariana ia passear com seus cachorrinhos. O que aconteceu? Vamos escrever?”
a)      Análise de expressões fisionômicas;
b)      Escolha de palavras e expressões que descrevam sentimentos e ações de tais personagens;
c)      Caracterização dessas personagens;
d)     Análise do que teria acontecido antes e do motivo que levou tais pessoas à aquela cena;
e)      criação dos demais movimentos da história: começo, e fim; começo e meio ou meio e fim.
6. As gravuras de sentido completo apresentam o fato integralmente, em uma só cena.
“É desenvolvida a linguagem ora, proporcionando a associação rápida de idéias e a capacidade de interpretar (a figura é uma galinha no ninho com um pintinho  debaixo de sua asa).
O professor conduzirá as crianças a destacarem o fato principal e as orientará a:
            # Observar  cuidadosamente cada detalhe da gravura.
# Analisar a expressão da fisionomia de cada personagem: alegre, triste, assustado, medroso, etc.
            # Observar o cenário da gravura e descreve-lo.
            # Imaginar o que teria acontecido antes e depois.
            # Aproveitar a gravura para noções espaciais e conceitos matemáticos:
 Exemplos: quantos bichinhos? Quantos passarinhos no ninho? Quantas flores? Quem quer mostrar na gravura o pintinho que está atrás da galinha? Mostrar a árvore que está à direita da menina.

7. São histórias que você deixa em aberto para o aluno criar.
Você coloca a primeira seqüência da história e a última e deixa uma “lacuna no centro” para que ela crie o que imaginar. Esta lacuna poderá ser no início ou no final.

12 - MÚSICA
A música completa a narrativa, estudar uma história é também inventar as músicas ou adaptar as letras das músicas conhecidas, conforme sugestões do texto, que são introduzidas no decorrer do enredo ou no seu final.
É interessante como o próprio personagem nos inspira: poderá ser feita uma canção para ser usada em momentos chaves no perigo ou quando aparece determinado personagem.

O gatinho
É uma história engraçada-da, da de um gatinho, nho levadinho, nho ele corre, re atrás do rato, to, mas não consegue, não consegue mais pagá-lo, que legal! (música: atirei o pau no gato)
Os três porquinhos
Os três porquinhos, muito bonitinhos, fizeram suas casinhas e o lobo apareceu. A primeira casinha, que era de palha o lobo soprou e a casinha derrubou. A segunda casinha, era de pau, o lobo soprou e a casinha derrubou. Mas a última casinha, que era de pedra, o lobo soprou, soprou e a casinha em pé ficou.(música: marcha soldado)
Chapeuzinho vermelho
Chapeuzinho vermelho foi levar doces pra vovó encontrou pelo caminho um lobo mau que a assustou. O lobo engoliu a vovó mas o caçador chegou foi dando logo um tiro e a vovó ele salvou. (música: pirulito que bate, bate.)


JESUS
Nasceu em Belém o menino Jesus
que aos pequeninos quer bem.
O bom Jesus, o bom Jesus!
nasceu em Belém.
Natal! Natal!
Soam alegres os sinos.
Na gruta de Belém Jesus nasceu.
Natal! Natal!
Cantam doces os sinos
na alma dos fiéis,
Jesus nasceu
NATAL
Na árvore linda de natal
Vamos ver Jesus pequenino.
Ao Bom Jesus, ao bom Jesus!
O nosso coraçãozinho...
Nasceu em Belém o menino Jesus
Que aos pequeninos quer o bem
O bom Jesus, o bom Jesus!
Nasceu em Belém
  
SAPO CURURU
Sapo cururu,
Na beira do rio,
Sapo quando grita, maninha,
Diz que está com frio.
Sapo cururu,
Na beira do mar,
Sapo quando grita maninha,
Diz que quer casar.
A mulher do sapo
Diz que está lá dentro,
Fazendo rendinha, maninha,
Para se casar.
BRUXA CAXUXA
Caxuxa é uma bruxa
Baixinha e feliz
Tem uma pinta roxa
Bem na ponta do nariz!
No seu xale xadrez
Embrulhou o Pixoxó
Seu peixinho voador.
Ele é o seu xodó.
(música: eu estava na peneira)

13- RADIONOVELA
Para um modelo sofisticado, pode-se revestir uma base feita de madeira compensada com uma lâmina fina de EVA e posteriormente colar figuras de pacas de EVA de cores contrastantes, ou poderá ser feito de uma forma simples: papelão e com todos os artigos disponíveis na hora.
O operador ficará atrás narrando a história e manuseando os efeitos sonoros à vontade. Sendo que está técnica incitará a imaginação das crianças, que sentirão mais prazer em ouvira a história. Esta técnica e parecida com o cineminha, mas este você ficará atrás deste caixote ou dentro como preferir confecciona-lo. E, conforme você for narrando a história, poderá utilizar recursos de efeitos sonoros e musicais a parte. Onde você deverá ter um assistente nesta hora, para auxiliar em determinados pontos da história dar mais impactos.Se sua história houver vários personagens você deverá escolher pessoas que possuam tonalidade diferenciadas, para que as crianças percebam a presença das diferentes personagens.É uma técnica que permite pouco uso de recursos além dos sonoros.Sendo que para esta técnica ter um bom efeito e resultado e necessário habilidades dos operadores como uma boa dicção, capacidade de interpretação dramática utilizando a voz. Coordenação entre os elementos da equipe.
Esta técnica pode ser usada para 5 pessoas como para um número grande de 100 crianças, o teatro deve ficar próximo das crianças e se for um público grande o “rádio” deve ficar em um local bem alto com uso de microfone. Neste trabalho podem ser realizadas várias dinâmicas após ela, desde a identificação dos sons existentes, que comentem o que mais gostaram do início, meio ou fim, etc, onde desenvolve nas crianças sua imaginação, atenção, criatividade memória.
Lembretes para o narrador:
# Encontrar um local que permita ler o texto e operar o aparelho de som e demais utensílios que forem usados para os efeitos.
# Certificar-se de que as vozes de todos serão ouvidas por todos.
# Ter um adulto (do lado de fora do teatro) para motivar as crianças, sentarem e dar início a apresentação, manter a ordem, etc.
# Escolher uma entonação de voz diferenciada para cada personagem e tomar cuidado para não muda-la no decorrer da narração.
# Preferencialmente uma pessoa para cada personagem e outra somente para fazer a sonoplastia.
# Falar alto.
# Dar um espaço maior que o habitual entre uma fala e outra. Ficar atento quando o texto provocar risada, recomeçar a falar quando as manifestações cessarem.
# O rádio ele poderá ter uma decoração engraçada, lembrando um rádio antigo. Isto será muito mais atraente para os meninos.

14 - ALBUM SERIADO
É uma pasta distinta, confeccionada pelo professor, não apresentando legendas e, para acompanhar, terá, somente, os desenhos distribuídos nas páginas em suas seqüências respectivas, o que levará, o educando, ao encanto, à magia de sua história e ao objetivo pretende atingir.
É uma pasta como um caderno espiral ou com barbantes ou fitas, que se coloca em uma altura tal que os alunos possam ter visão e você, de costas para o álbum, conta a história, deixando o desenho exposto somente aos alunos.
Nesta técnica o professor deve dominar todo o conteúdo da história e saber os detalhas sobre os seus desenhos para não se atropelar durante sua narrativa as páginas que virão.

15-  MÁSCARAS
A história não acaba quando chega ao fim. Ela permanece na mente da criança, que a incorpora como um alimento de sua imaginação criadora. As máscaras são produzidas na medida da existência de seus personagens. Suas adaptações podem ser feitas conforme a sugestão do grupo que irá apresentar a dramatização, e se quiserem podem, até, acrescentar cenários, para enriquecer o ambiente de trabalho da equipe. Quanto a quantidade de personagens, será conforme a necessidade da história. Se a equipe da dramatização quiser utilizar um narrador para a sua apresentação, será mais uma máscara que a equipe discutirá que imagem ele ou ela terá.
Conforme a complexidade do enredo e dependendo do público a quem irão apresentar, as máscaras ajudam nas explicações. Se a equipe quiser, além das máscaras, poderá usar roupas confeccionadas, o que não deixa de ser criativo e habilidoso, com materiais recicláveis: jornais, papeis, saquinho de leite, caixa de leite, câmara de pneu usado, lacres de latinhas e muito mais.
E a equipe que irão apresentar a dramatização com máscaras deve ser muito habilidosa, pois deve ser compreendida em  seu todo mesmo que a equipe queira desenvolver esta técnica como pantomima, através de suas expressões corporais acrescido da fabulosas máscaras e roupas típicas.
O local para a apresentação é a combinar, pois esta apresentação pode ser em um palco ou mesmo dentro de uma sala de aula, no pátio da escola, existem muitos locais que poderão ser utilizados para essa técnica.
Sempre que possível, convém propor atividades subseqüentes como, por exemplo: as chamadas atividades de enriquecimento. Elas ajudam a “digerir” esse alimento num processo de associação a outras práticas artísticas e educativas. Essa técnica atua como agente desencadeador de criatividade, inspirando cada pessoa a manifestar-se, expressivamente de acordo com sua preferência. Esse exercício deve ser espontâneo, jamais funcionará como imposição e na dramatização de máscaras participam apenas os que quiserem.

16                -DESENHO FEITO PELO ALUNO E O PROFº O SEU ESCRIBA
Não há limites para a criatividade. Coisas simples, usadas na hora apropriada podem enriquecer a história.
Utilizamos está técnica para despertar nos alunos a sua imaginação, sua criação, seus sonhos, desejos sendo um recurso riquíssimo que podemos participar desse mundo encantado que cerca nossos alunos.
 Você professor pode partir de um desenho livre ou dar um tema, para que a partir desse tema ele possa desenvolver sua história e, para que sua imaginação se enriqueça e cresça e sua criação chegue a ser uma linda história. Pode se iniciar com os seus alunos individualmente, em grupo ou por temas ou como desejar, como a criação de livros de histórias, não precisando encadernar o material  do trabalho feito durante o ano ou semestre pode ser feito de forma manual, somente com fitas coloridas, porém, sem deixar de colocar uma capa bem registrada: com o nome da instituição, que série esta cursando, o nome do aluno, “Título do livro”, (que o professor e o aluno deverão escolher juntos e chegarem a um consenso), nome do pro ? pode ser escriba, cidade, ano. E um trabalho tão gratificante, que, inclusive, já fiz os meus alunos. Hoje sinto saudade.  Recentemente realizei um trabalho parecido, no CEFAM - Centro Específico de Formação e Aperfeiçoamento do Magistério de Penápolis, trabalhando a literatura Brasileira (movimentos literários), cada qual referente a um desenho  que refletisse: cantiga de amigo, (lírico-amorosas/trovadorismo), cantigas de maldizer (Satíricas/trovadorismo), Prosa-Poesia (Romantismo), sonetos-poemas (parnasianismo, simbolismo, Pré-modernismo,                                   modernismo). Neste caso não fui uma escriba mais uma orientadora do grupo ao qual registramos esse trabalho na biblioteca Nacional do Rio de janeiro, com o nome “Um pouquinho de Nós”, até hoje sem patrocinador para o mesmo. Queridos professores, tudo que e feito com amor e gratificante.
        
17.  TEMA
Criar história a partir  de um título. A história contada tem a vantagem de oferecer, num plano de idealização estética, a oportunidade de um jogo emocional que,ao lado da aprendizagem condicionada da conduta, terá sua função terapêutica. E nesta técnica podemos diversificar  com estratégias criativas e estimulando as Inteligências Lingüísticas ou verbal, lógico-matemática, visual-espacial, sonora ou musical, cinestésico-corporal, naturalistas e pessoais de seus alunos (depende o objetivo de cada tema para estimular as inteligências, nem todos os temas atingirão todas as inteligências de uma só vez).
Através do tema integrador da aula prevista a técnica pode mesclar-se utilizando máscaras, pantomima, dobraduras, músicas, maquetes, tv... incentivando um enriquecimento de atitudes, criatividades e participação de toda a turminha. Escrever é uma arte, pois, devemos “unir a simplicidade de concepção a simplicidade de linguagem, sem que haja redução artística” conforme diz: Maria Antonieta Antunes Cunha.

18.  OBJETOS E PLANTAS
            Esta técnica é divertida e cheia de imaginação e sua estratégia criativa pode dar vida e sentimentos aos objetos e plantas, no mesmo estilo de “A bela é a fera”, você utiliza no real os objetos e plantas e faz a criação dos textos orais  ou escritos encima do que utilizará podendo  colocar-se encima de um palco, ao qual uma mão preta(luvas) manipulará os nossos animados personagens, podem ser desenvolvidos dentro da TV, e da Radio Novela.
Inventando histórias, as crianças desenvolvem suas possibilidades de criar e adquirir certa estabilidade emocional pelo prazer, pelas alegrias que a auto-expressão lhes proporciona.

  19. TEATRO DE VARA
            Teatro de vara já diz “uma varinha” e nesta haste e agregada os personagens que irá compor sua história, e cada personagem tem seu valore relativo. Estas hastes são movimentadas em um teatro semelhante ao fantoche. As histórias textos de preferência devem ser transformada em diálogos. E o narrador da história deve utilizar uma voz bem distinta, daquelas empregadas para os personagens.
Esta técnica deve ser rica em conteúdos, pois deve ser média para alta, pois se for de recurso muito simples pode tornar-se chata e sem graça. Pode ser usada várias fantasias pois isto enriquece a história, ao qual este técnica permite a utilização de músicas e feitos sonoros especiais, cenário de fundo, pois nesta técnica você também poderá se utilizar da Tv, do palco ou da Radionovela. Desenvolve a imaginação, atenção e a criatividade.
Lembretes:
# Se for uma história com vários personagens preste atenção procure uma posição confortável para os braços.
# Deixe as varinhas com os personagens prontos e em lugar de fácil acesso para a troca.
# Se necessário o texto escrito em letras grandes, em local visível para todos e de forma que não seja preciso virar as folhas.
# Usar entonações diferentes para cada personagem.
# Manter o personagem em uma altura suficiente para não ver a mão do operador do personagem.
# Entrar  e sair os personagens sempre pelas laterais.
# Ter um operador auxiliar para os efeitos especiais e sonoros se tiver.

20 – DEDOCHE
            São pequenos fantoches utilizados nos dedos. A vantagem é que têm um custo de material muito baixo, o que permite ter uma grande variedade deles, também podem ser feitos e posteriormente apresentados pelas próprias crianças. A desvantagens é que não podem ser usados para uma platéia muito numerosa (cinco ou seis no máximo) ou TV, onde você grava o teatrinho e repassa para seus alunos (exemplo: programação da TV escola/ Ratibum) O cenário é um palco pode ser na Tv, Cineminha onde possa apresentar somente seus dedinhos enfeitados. E o texto deve ser curto de fácil entendimento, conforme o seu público alvo.Pois, caso contrário torna-se cansativo para o operador do dedoche. Você poderá usar os 5 dedos para a encenação ou alguns dedos, depende exclusivamente do contexto. Se preferir poderá  utilizar um narrador e você desenvolve os seus dedinhos fantasiados. A caracterização dos dedoches é importante e de fácil confecção, econômica. Nesta técnica poderá ser usado efeito sonoro e com isto necessitará de um auxiliar para tais efeitos.Onde desenvolve a atenção, criatividade, habilidade manual. Nesta técnica poderá ter um “memo” para eventuais esquecimentos do texto, ao qual deve deixar em local de visível acesso.

            21 – MARIONETE
            São bonecos comandados por fios presos na cabeça, nas mãos e nos pés. A cena desenrola-se no chão e os operadores ficam colocados atrás de um pequeno cenário. As histórias com vários movimentos engraçados são as que melhor se adaptam  a esta técnica. Como os bonecos são esguios, eles prestam as mais diversas caracterizações e podem inclusive, trocar de roupas conforme a cena. As histórias de em ser transformadas em diálogos entre os personagens. Para descrever uma cena utiliza-se o próprio personagem. Em uma história que tenham 3 a 5 personagens, utiliza-se 2 a 3 operadores que não devem manusear mais que 2 personagens. Deve-se fazer um planejamento na divisão de papeis de modo a cada operador estar somente com um personagem no palco por vez. Quando na história houver um narrador este por sua vez, deve ficar do lado de fora par liberar espaço atrás do teatro. Na utilização de um narrador marionete deve-se usar um personagem bem diferente para não dar confusão: um bichinho ou um mestre de cerimônia...Para este tipo de evento, a caracterização das marionetes deve ser bem sofisticada, pois além de chamar atenção fica apreciável de assistir, pois são simples de fazer e econômicos.E o uso de fantasia e aceitável, pois com as marionetes pode-se fazer praticamente tudo e elas fazem movimentos incríveis. Permitindo o uso de músicas e de efeitos sonoros diversos.E os operadores das marionetes devem possuir uma boa coordenação motora, e coordenação de movimentos com os outros operadores, boa dicção, volume de voz e interpretação. Esta técnica é adequada para os narradores tímidos. Sendo recomendável para poucas crianças(no máximo 20). É uma técnica que explora o encantamento e permite pouca interação com a platéia, desenvolver o senso estético, atenção e a imaginação.
Lembretes:
# Os operadores devem procurar uma posição  confortável em pé atrás da cortina.
# Treinar muito o controle dos movimentos dos bonecos através dos fios, Fazer movimentos coordenados com as falas.
# Testar antes do início o volume de voz adequado, lembrando que a cortina abafa o som.
# Movimentar as marionetes com corpo ereto para proporcionar melhor clareza na voz.
# Deixar os bonecos prontos e em lugar de fácil acesso para troca.
# Se houver troca de roupas, uso de objetos e de som, utilizar um assistente.
# O texto poderá ser escrito com letras grandes e afixado em local visível para todos, de forma que não necessite virar as folhas.
# Dar uma entonação de voz para cada personagem e não muda-la durante a narração.
# Cuidar para que a mão e o antebraço fiquem ocultas atrás das cortinas.
# Entrar e sair com os personagens sempre pelas laterais.
# Movimentar o boneco de acordo com a história: virar o corpo na direção de quem está falando, abrir os braços nas exclamações, colocar a “mão” na boca nas surpresas, etc.

             22 – TEATRO DE SOMBRAS
             Uma  luz projeta figuras em uma superfície opaca. A sombra de bichinhos feita com as mãos exerce grande fascínio sobre as crianças e com figuras recortadas não é diferente, tem o mesmo fim proposto. Elas são muito fáceis de fazer e a apresentação pode conter músicas e efeitos especiais, cenários e efeitos: recortes de estrelas, fitas balançando, caleidoscópio de luzes, retroprojeção de slides de paisagens  e o que mais desejar...
            E pode ser desenvolvido também através de silhuetas dos personagens da história em diversas posições afixadas em uma haste. Estas figuras são movimentadas em um teatro semelhante ao de fantoches, com uma lâmina na janela e iluminação por trás. A sombra das figuras é que ilustra a narração. As histórias devem ser transformadas em diálogos. Para descrever uma cena utiliza-se o próprio personagem. Pode se utilizar um narrador para dar o “fio” condutor da história. Deve-se usar de 4 a 7 personagens, utilizando assim 2 ou 3 operadores e planejar bem a distribuição de papéis, a fim de não ter um operador com mais de uma figura em cena. Para histórias simples e com menos personagens, um operador pode dar conta.E quando você quiser usar um narrador auxiliar, não usar figuras para representa-lo e ele precisa ter uma voz bem distinta dos personagens. Nesta técnica a complexidade da história terá que ser média para alta pois se for muito simples poderá tornar-se enfadonha.Quanto a sua caracterização, de qualquer tipo, uma vez que só se utiliza de silhuetas. Pode-se usar de muita fantasia, pois o recurso de sombra é rico e fácil de ser preparado.Os operadores devem ter boa dicção, volume de voz e interpretação.Boa coordenação motora e excelente coordenação entre os membros da equipe. Permite a utilização de um texto de apoio. Adequada aos narradores mais tímidos. É um recurso recomendado para poucas crianças no máximo 20. O teatro deve ficar de 50cm a 1 m acima dos olhos das crianças.Se desejar uma interação com os alunos peça para ajudarem fazendo as silhuetas, para criarem e apresentarem uma história. Pode-se fazer um jogo com reprodução de figuras de animais com as mãos. Com esta técnica desenvolve a atenção, imaginação e criatividade.
Lembretes:
# Encontrar uma posição confortável para toda a equipe antes do início da apresentação (ter certeza de ter livre movimentação dos braços).
# Deixar os bonecos prontos e em lugar de  fácil acesso para troca.
# Se necessário, afixar o texto escrito em letras grandes, em local visível para todos e de forma que não seja preciso virar as folhas.
      # Usar uma entonação de voz para cada personagem e não muda-la durante a narração.
# Manter o boneco em uma altura suficiente para não se ver a haste que segura a figura ou o antebraço do operador.
# Entrar e sair com os personagens pelas laterais.
# Ter um operador auxiliar para os efeitos especiais e sonoros.
# As luzes poderão ser apagadas enquanto são feitas as mudanças.

            23- NARRAÇÃO COM EFEITOS ESPECIAIS
            Esta técnica é muito interativa e de alta participação constituindo quase uma atividade, um jogo ou em alguns casos, uma dramatização. A história é narrada com os participantes sentados em círculo (preferencialmente em cadeiras) e com os olhos fechados.Esta história é somente um exemplo vocês podem montar qualquer história dependendo o objetivo que querem atingir, pode ser em todas as áreas e setores:político, social ou econômico.  Se possível usar vendas nos olhos. A história deve ser narrada com muito ênfase e os efeitos sonoros e sensitivos irão ocorrendo conforme a marcação constante na história.Esta é uma técnica que utiliza vários auxiliares e deve ser bem planejada, organizada em detalhes para dar mais emoção, suspense, expectativas o que será que vai acontecer agora... despertando a plena imaginação e a criatividade dos operadores – na realidade é uma técnica deslumbrante. Experimenta, experimenta, não é cerveja mas irão gostar ...
1 – OS EFEITOS SONOROS – deverão preferencialmente, ser gravados anteriormente em uma fita. O ideal é que eles sejam gravados com intervalos suficientes para a narração que acontecerá entre um som e outro. Pode-se usar o recurso de dar pausas no gravador -  a cada som. Mas isto será necessário um operador auxiliar o mais durante a narração.
   O narrador deverá ensaiar com esta fita (rodando continuamente ou dando pausas, conforme a fita foi produzida). Desta forma o narrador irá se familiarizar  e poderá controlar a cadência da narração.
             2 – OS EFEITOS SENSITIVOS – Para aplicação destes efeitos, necessita-se de dois ou mais auxiliares que deverão agir de acordo com a marcação da narração. O efeitos usados são perfumes, ventos, abelhas e borrifos de cachoeira, conseguidos da seguinte forma:
2.a – PERFUME – utilizar spray para ambientes, de perfume suave. Tomar o cuidado de borrifar pouco e na direção do teto, pois um jato direto nos participantes  poderá causar uma sensação desconfortável, estragando a apresentação. Prestar atenção se não existem alérgicos ao perfume no grupo.
2.b – VENTANIA – Utilizar um ou dois ventiladores que deverão ser  direcionados lentamente para toda a platéia, a uma distância de cerca de 1 metro do rosto de cada participante. Os ventiladores poderão ser de porte pequeno, afixados em uma haste de madeira e o seu manuseio será mais confortável  e melhor direcionado.
2.c – ABELHAS – As abelhas são feitas com pedaços de barbantes fininho, de comprimentos diversos e presos a uma haste de madeira. O desenho poderá ilustrar melhor. Segue anexo. No momento da  narração, a ponta dos barbantes deverá tocar levemente a face do participante. Poderá haver dois “enxames” de abelhas, manipulados cada um por um auxiliar. Se desejar uma sensação mais confortável pode-se colar ou amarrar floquinhos de espuma (do tipo usado para encher almofadas) na ponta dos fios (neste caso pode usar linha grossa).
3 – O FINAL DA HISTÓRIA – a história é interrompita em um momento surpreendente, em que ninguém tem muita idéia do que irá acontecer – isto é proposital para que, com a “mente exercitada”, os participantes possam criar o final.
3.a – Assim, divididos em pequenos grupos de 4 a 6 pessoas, eles devem reunir-se e criar o final da história. Dou 15 minutos para isto e reúne-se novamente todos em uma grande roda – onde um representante de cada grupo irá contar o final da sua história dos demais.

            24 – NARRAÇÃO INTERATIVA
            É uma técnica de  história como o nome já expressa e tentarei ser clara nesta técnica, pois exige atenção, criatividade, imaginação, assumindo uma postura de sujeito cognoscente (que conhece) e de um objeto cognoscível (que pode conhecer) é uma aventura pura de muita adrenalina. Esta técnica de história trabalha  muito com a curiosidade do que está contida na caixa de PANDORA. Assim, trazer a caixa até a narração enriquece o conteúdo e aprende a atenção.
1.a – CAIXA – a caixa poderá ser simples, mesmo uma de sapatos, com uma decoração que chame a atenção:forrada exteriormente com papel laminado ou papel colorido (somente não utilizar a cor verde) como decorações vistosas por fora da caixa. Ao passo que esta caixa deverá ficar escondida, porém “à mão” do narrador que deverá coloca-la no centro do círculo somente no momento da narração, na qual, ZEUS a entrega a PANDORA para que seja levada a PROMETEU.
1.b – O INTERIOR DA CAIXA – o interior da caixa deverá ser forrada com papel verde, para estar de  acordo com o final da história, demonstrando que no fundo da caixa restou a esperança.
1.c – Os pequenos “PEDAÇOS DE ESPERANÇAS” – Desejando-se, pode-se “materializar a Esperança” colocando no interior da caixa alguns pequenos objetos que a simbolização: pedaços de papel laminado ou em forma de dobraduras (a de um pássaro por ex.), balas, bombons embrulhados em papel ou tule verde amarrado com fita da mesma cor. Esses objetos  enriquecerão a mensagem e funcionarão como pequenos talismãs.
1.d – O MANUSEIO DA CAIXA – Este manuseio é muito importante, pois é o que irá transmitir a importância da caixa no contexto da história, valorizando a sua presença. O narrador deverá fazer alguma encenação com a caixa nos momentos em que ela é citada: olhar, tocar e sacudi-la enquanto narrar estas ações feitas por EPIMETEU. No momento em que EPIMETEU abre a caixa pela primeira vez, o narrador deverá  abri-la só uma frestinha, afim de que a platéia não veja o seu interior verde e a surpresa seja antecipada. No final quando EPIMETEU encontra a Esperança, e a caixa deverá ser totalmente aberta e o seu conteúdo distribuído entre todos. (cada um poderá guardar a “sua esperança”, pois afinal ninguém sabe quando irá necessitar de um pouquinho dela).
2 – APARIÇÃO DA FADA ESPERANÇA- Havendo o interesse de aumentar o impacto, pode-se personificar a Esperança na forma de uma fada. Para isto, deve-se utilizar-se uma auxiliar que se vestirá como uma fada, totalmente verde. Ela deverá ficar escondida em um lugar de onde possa escutar a narração. No momento em que EPIMETEU  está arrependido por ter aberto a caixa, o diálogo que se estabelece com a voz feminina no interior da caixa pode se desenvolver com a “fada”, sem que ela “apareça” ainda. No momento em que EPIMETEU cede a tentação e finalmente abre completamente a caixa. A fada “aparecerá” no interior de uma nuvem de fumaça verde surgida com a abertura da caixa pela segunda vez. Esta fumaça poderá ficar “por conta” da imaginação dos meninos ou mesmo ser produzida.

25 – HISTÓRIAS MATEMÁTICAS (DESENHOS)
            Inicialmente, o professor deverá propor uma atividade coletiva em que os alunos, a partir de elementos pregados no quadro-de-giz, possam inventar uma história com bichinhos móveis. Após a elaboração oral da história matemática, os alunos escrevem e ilustram no caderno.
            O professor deverá trabalhar inicialmente com histórias que envolvem somente adição.
            Á medida que forem elaborando suas histórias matemáticas, os alunos irão descobrindo os signos e as representações matemáticas. Aqui você encontrará exemplos de algumas adições e operações para o desenvolvimento lógico de seu aluno ou até mesmo para concurso, muitas vezes algo tão lógico as pessoas, ficam tão nervosas que não conseguem responder.Pode acreditar...
EXEMPLOS:
1 – Havia 3 borboletas no jardim, chegaram mais 2.
            # Frase matemática : 2 mais 2 é igual a 5
                   # Operação: 3 + 2 = 5
2 - Continuar essa história matemática, através de desenhos para ser completados:
                   # Estavam 2 coelhinhos brincando no bosque.
                  # Chegaram mais --------- coelhinhos.
                   # Frase matemática:
                   # Operação:
3 – Observar e Responder:
                   # Havia no campo --------- carneirinhos.
                   # Chegaram---------- cachorrinhos.
                   # Agora existem------- animais no campo.
            # Frase matemática:
                 # Operação: -------------
4 – Escrever uma história matemática sobre a ilustração:
                  # História matemática:
                  # Frase matemática:
                  # Operação:
5 – Continuar essa história matemática:
                  # No chiqueiro havia 5 porquinhos.
                  # Saíram ------- porquinhos.
                  # Agora existem --------- porquinhos no chiqueiro.
                  # Frase matemática:
            #Operação:

            26 – PROBLEMINHAS
            São problemas de matemática, que através das figuras ou desenhos feitos pelo professor, poderão ser manifestado pelos alunos a capacidade de discernir padrões lógicos ou numéricos e a capacidade de trabalhar com longas cadeias de raciocínio.É um trabalho rico, interessante e diferente para o aluno, quem não gosta do que é novo? e quando possui uma pitada de criatividade
1 – Observar o desenho e responder: (supostamente, imagine, não tenho o desenho)- são problemas que deverá ter no desenho borboletas sobre as flores e algumas voando, que através deste desenho o aluno poderá fazer as contas – através do processo construtivismo.A observação pode ser individual ou coletiva.E o desenvolvimento desta técnica pode ser no quadro de giz ou folhas mimeografadas.
·   Quantas borboletas estão sobre as flores?
·   Quantas borboletas voaram?
·   Escreva o numeral em cada quadrinho.
·   Agora faça a continha:
2 – Observar e responder: (supostamente, pois não tenho o desenho)- neste são abelhas que estavam sobre a flor, e algumas que chegaram. Fazendo a operação em seguida.A observação pode ser individual ou coletiva.Os desenvolvimentos desta técnica podem ser feitos no quadro de giz ou em folhas mimeografados.
·   Quantas abelhas estavam sobre a flor?
·   Quantas abelhas chegaram?
·   Fazer a operação abaixo:
3 – Observar e responder: (supostamente, não tenho o desenho) – neste são balões de ar ao qual a menina esta consigo, e alguns estouraram, depois de observar e para os alunos escreverem, inventarem uma história matemática, sobre a ilustração (pode ser em grupo ou individual).O desenvolvimento deste desenho pode ser no quadro de giz ou em uma folha mimeografada, que a partir deste desenho que o aluno vai desenvolver sua história, que pode ser tanto oral como escrita.
·   Quantos balões tinham a menina?
·   Quantos balões estouraram?
·   Agora, escrever uma história matemática, sobre a ilustração.

             27 – ATRAVÉS DE VARIADAS ATIVIDADES O PROFº TRABALHARÁ A LINGUAGEM ORAL COM SEUS ALUNOS
     # As crianças inventarão suas próprias histórias com temas sugeridos ou não pelo profº;
     # Recontar a história contada ou lida pelo professor;
     #  Recontar a história através de uma dramatização;
     # Modificar o princípio ou o fim da história;
     # Fazer pantomimas de cenas da história;
     # Dramatizar os diálogos da história;
1 –EM GRUPOS: os alunos realizam mudanças na história contada, apresentando cada grupo.
Ø Mudança no meio;
Ø Mudança no final;
Ø Mudança no princípio;
Ø Mudança de personagens;
Ø Mudança de situações da história.
2 – VARIAÇÃO: dizer um trecho de uma história para que os alunos a identifiquem.
Ø A mãe deu a cesta de docinhos;
Ø O menino tocou a flauta encantada;
Ø Quando o menino mentia seu nariz crescia;
Ø Ou o profº fala o nome de uma história e os alunos contam uma parte da história.

            28– QUEBRA-CABEÇA
            Com desenhos bem ilustrativos de sua escolha, que envolva início, meio e fim de uma história.Este trabalho pode ser desenvolvido individualmente ou em grupo dependendo do que irá propor a eles. 
# E esta técnica envolve vários momentos de trabalhos, dependerá exclusivamente do objetivo proposto pelo Profº nesta aula distintamente:
-    Você pode contar uma história encima deste quebra-cabeça;
-    Dê o quebra-cabeça, peça que montem e depois peça que inventem uma história sobre o que montou;
-    Dê um “tema específico”, depois peça para que procurem uma figura que represente este “tema”, produzindo um quebra-cabeça e inventem  uma história criativa  cheia de imaginações pode ser de ficção, aventura, romance, problemas sociais, políticos  ou   atuais.
            Nesta técnica você utiliza a imaginação, criatividade, pesquisa e desafios... As adaptações dependem do que irá propor e o que o aluno irá criar. Quanto aos seus personagens seria o narrador de seu próprio quebra-cabeça, de sua história (imaginação, criatividade). Caso ele queira um auxiliar dependerá como ele produzirá e conduzirá  a sua história.E este quebra-cabeça poderá ter  um enredo complexo ou simples. E nesta técnica não utiliza caracterizações pois não haverá roupas e nem acessórios tudo será desenvolvido em cima de um jogo de quebra-cabeça. Quanto aos recursos de música, efeitos especiais, se usar dependerá de um auxiliar.E nosso habilidoso contador de história deverá ter uma boa dicção, um bom volume de voz,entonação dramática  e se possuir uma auxiliar deverá treinar bastante para haver uma coordenação em todo o contexto de seu singelo quebra-cabeça.

      

29 – SALADA DE CONTOS
            Esta técnica  e hiper interessante, pois leva o aluno a sonhar, criar, imaginar o impossível, criar palavras e dar sentenças verdadeiras edificando a beleza do falar. O estímulo dessa técnica se desenvolve enquanto um PROJETO que prevê continuidade e frequência levam as pessoas a se expressar com maior lucidez e clareza e dessa forma fazer do instrumento de sua fala um meio de sua realidade de seus sonhos e das relações interpessoais. Pois, mistura-se várias histórias ou vários personagens para que montem um contexto de uma única história com início, meio e fim.
            Sabe de uma coisa, quando estou escrevendo sobre estas técnicas eu viajo no espaço eu sonho neste mundo a fora, de sonho. Meu Deus como adoro história e ela é o início da educação onde há valorização, resgate, estimulo para criatividade, imaginação, e muito mais, socializa o ser humano não somente a criança, gostaria de ser normal , mas creio que as vezes pareço que não.
            Caro profº, desta técnica de  salada de contos você pode correr o mundo comunicando com todos os povos e nações descobrindo suas tradições culturas e comidas. E através desta salada de contos você pode contar a nossa salada folclórica de um povo, que traduz um pouco de como esse povo vive seja brasileiro ou outros paises, daí surgira também a pesquisa que é muito gratificante.Onde nosso aluno vai trazer em suas histórias criativas, com ou sem efeitos sonoros e especiais, pois nesta técnica engloba tudo deste auxiliar, recursos, adaptações, enredos simples ou complexo, fantasias, e com certeza desenvolverá a imaginação, desinibição, criatividade, senso estético, valoriza , aprende e aumenta sua auto-estima. Pois através desta salada de contos se for folclórica pode trabalhar com festas, costumes, danças, provérbios, quadrinhas, frases populares, músicas, comidas típicas, frases de pára-choques de caminhão, lendas, adivinhações, brinquedos, brincadeiras, mitos, cantigas, artesanato, remédios caseiros, etc...Este é um exemplo de tipo de projeto das saladas de contos, mas você professor dependendo do seu tema gerador do bimestre,poderá trabalhar infinidades de saladas de contos.

            30 - A CRIANÇA COMO PROTAGONISTA
            Misturar  o nome das crianças como parte de personagens da história, sendo para auxiliar, ajudar, socorrer... de uma forma interativa e gratificante  para o aluno.O cenário que desenvolverá esta história não importa pode ser qualquer história até mesmo do chapeuzinho vermelho onde o “William” pode ser o priminho do chapeuzinho vermelho que veio passar as férias na casa do chapeuzinho vermelho, no entanto qualquer história, mas que inclua algum ou vários alunos na história também com certeza elas irão acompanhar você profº por todos os lugares que inventar, mesmo que você esteja ensinando geografia, história, português, matemática, arte, inglês... enfim, todas as disciplinas não importa inclua este aluno para participar de sua história, pois caro professores e todas essas disciplinas com criatividade você pode montar histórias, dramatizar para explicar sujeito, adjetivo, substantivo... em literatura trabalhando as classes literárias em dramatização, encenação, da história literária que é riquíssima.Em matemática já citei exemplos, geografia, esta está inserida em todos os momentos de nossa vida, desde ao levantar(ar, gás carbono, atmosfera, água-’para escovar os dentes , lavar o rosto, ira ao banheiro’, local de seu quarto, local do banheiro, da cozinha... endereço de sua casa, de sua escola, de seus amigos, de seus avós, de seus tios...) percebem como a geografia, faz parte de nossa existência e nosso aluno é protagonista, de sua própria história, de sua rotina diária.E na história também desde quando foi concebido (meu filho diz ele foi feito no Japão mas nasceu em José Bonifácio- São Paulo), quem são seus pais, seus avos, seus amigos, sua escola, sua casa...Profº crie, sonhe, imagine. Andem nas nuvens, passeie  nas florestas encantadas, onde possam ver duendes, sininhos,Peter pan, príncipes e princesas e de uma passada no mundo da  história atual onde vai ver Digmom, Medabots, Dragon Ball, Arquivo X, Toy story, Street fighter,Space ghost e muito mais.

            31 – CRIAÇÃO DE FINAL PARA HISTÓRIA
            O profº contará uma história, quando faltar pouco para termina-la ele fecha o livro e as crianças que irão dar um novo final para a história.Nesta técnica o que importa é a criação do final da história como será desenvolvido o cenário dependerá dele ou da equipe, poderá usar uma das técnicas citadas até o presente momento, as adaptações dependerá como eles irão criar e existem X maneiras. Poderá aumentar ou diminuir os personagens.Tudo o que for feito necessita de planejamento e deve ser bem feito e bem organizado para sair um trabalho de destaque, profº incentive seu aluno para ser prestativo, organizado, querer ser um vencedor, tudo o que for fazer que seja bem feito.’Se “dê” pequeno ele adquirir este hábito, crescerá um ser filho de Deus perfeito. “(Quem falava assim, era meu pai Massao Suzuki, in memoriam)”.

32 – H ISTÓRIA EM QUADRINHOS

Essa  técnica basta o professor escolher uma história de preferência dos alunos.. e mãos a obra.. boa sorte.

33 – CONTE UM CONTO E FAÇA UM PONTO
            Esta técnica é diferente,  interativa, dinâmica, criativa e de certa forma deslumbrante.O profº conta a história aos alunos de maneira a envolve-las através de expressão corporal, expressão facial, tonalidade, ritmo de voz.
             Os alunos podem reproduzir a história contada através da técnica do pontilhismo.
            Num primeiro momento as crianças, fariam bonecos de papel ou fantoches (sucatas).
            Em seguida depois dos bonecos e fantoches prontos o profº utilizaria para construir uma história agora com o auxilio dos bonecos (teatro de fantoche) com cenário é tudo.Pode usar o palco’improvisado com lençóis, cortinas, carteiras’, Tv., ou cineminha.
            O aluno ouve uma história contada pelo professor com os fantoches. Em seguida a história e reproduzida em quadrinhos, utilizando desenho em pintura( como gibis, que seria o pontilhismo: você faz algo e a outra pessoa apresenta outra coisa mais criativa). Aja imaginação, senso criativo, humor, amizade, amor, carinho, sonho e ideais, com todas estas técnicas chegaremos ao ideal educando crítico e reflexivo, não precisamente esta de “conte um conto e faça um ponto” digo todas as 42 pelo menos é um começo.

            34 – LEVANTAMENTO DAS HISTÓRIAS CONHECIDAS PELAS CRIANÇAS
Está técnica é simples mais criativa, de fazer aplicação – depois de fazer uma mesclagem de todas as histórias conhecidas pelos alunos, distribui papeis (máscaras, roupas, acessórios...) 2 ou 3 elementos conhecidos e 1 elemento desconhecido, sugerido pela criança. Ex: 3 porquinhos, o lobo mal e uma nave espacial. O aluno deverá criar uma história. Sendo que a criança apresentará a sua história através da mímica. O cenário onde será reproduzida a história deverá ser criado pelos alunos, dê material de sucata para desenvolverem esta riqueza, as suas adaptações serão ricas com certeza, se necessário precisar de efeitos sonoros referente a alguma cena que irá fazer sua encenação, com certeza precisará de um operador assistente. Nesta técnica não utiliza narrador e nem haverá a complexidade do enredo, mas poderão enriquecer nas caracterizações que poderão ser complexas, de confecção simples e econômica.Fantasias no que for necessário.E que nossos habilidosos alunos tenham desenvoltura nas expressões corporais e fisionômicas. Quanto a interação dos alunos, podem participar na confecção do cenário, fantasias, roupas, e se  houver músicas terá que ser no áudio, pois eles somente poderão participar com suas mímicas, nesta aplicação de técnica será riquíssima em criatividade e destreza nos movimentos.

            35 –AS CRIANÇAS SUGEREM UM ELEMENTO PARA SE CRIAR UMA HISTÓ
RIA
            O profº trabalha o tema integrador do bimestre com as datas comemorativas e inicia o ano com o Carnaval: onde o qual, pode ser  extremamente abrangente, A descrição do ambiente ele pode fazer com se fosse em um filme, ou contar através de cartazes de fundo preto e vai criando o seu carnaval ou os carnavais que assiste na televisão que são riquíssimos, cheios de cores e vidas, dependerá exclusivamente de sua criatividade ou do seu grupo se assim o for.As adaptações desta técnica podem ser, desde uma história de um palhaço de uma bailarina, de uma dançarina, o pierrô, os frevos da região norte do país.Tudo isto onde as crianças sugerem um elemento para se criar uma história. Criam estes elementos através de recorte, colagem ou mesmo dobraduras.E sua narrativa pode ser simples ou complexa depende onde eles irão passar este carnaval.Nesta técnica dispensa as fantasias e os recursos adicionais. O público nesta técnica não poderá ser muito grande, pois se for através de cartazes ou cinema (televisão - um filme), somente para um grupo pequeno.E a interação da criança é intensa pois ela que ira fazer os recortes e colagem para montar o seu carnaval deslumbrante, onde através desta técnica a criança desenvolve seu senso estético, atenção, criatividade, informação, pesquisa, habilidade motora e sua interação com o grupo.O carnaval e um exemplo mas você profº pode desenvolver todos os tipos de temas geradores e datas comemorativas com esta técnica.

            36 – O PROFESSOR COM A AJUDA DAS CRIANÇAS  CRIAM TEXTOS
            Esta técnica pode ser feita em equipe ou individual, onde elas criam textos e as ilustrações formatando a criação de um livro.Sendo de uma forma simples como de uma narrativa bem mais complexa dependendo de sua turma e idade das mesmas.
E para criarem estes textos e necessário ter um objetivo referente a criação. Nesta montagem do livro ou poderá ser sobre as datas comemorativas, ou eventuais noticiários de maior destaque, discriminação, inclusão, guerra, desarmamento, mulheres em destaque, saída de pessoas para outros paises em busca de uma qualidade de vida, abuso sexual, e muito mais... Depois de confeccionarem o livro os alunos farão o rodízio dos mesmos. Mostrando para a sua classe o belo trabalho de criação, ficção, romance...

37-  AS CRIANÇAS CONFECCIONAM LIVROS COM PALAVRAS
O professor, com a ajuda das crianças sugere algumas palavras referentes ao tema gerador ou mais precisamente ao tema que vincule a data comemorativa do momento, palavras soltas onde através destas singelas palavras possa surgir o crescimento de uma história linda, cheia de sonhos desejos e anseios de um objetivo concreto ou simplesmente que destas palavras estabeleça uma viagem cheia de ficção, ação, aonde nasça um acontecimento cibernético, computadorizado, cheio de informações que para o ser  humano são indispensáveis, pois se um ser não saiba lidar com um computador hoje, praticamente ele é um analfabeto, um leigo... quem poderia imaginar nesta atual realidade. Caro professor aqui vai uma sugestão para que possa jogar bem estas palavras para os nossos alunos, além desses projetos que temos que montar, como professores devemos, auxiliar nossos alunos para terem a compreensão exata das cinco regras essenciais para gostar de si mesmo ser respeitado em sua casa e na escola, aprender a pensar e ser criativo, ler e compreender um texto, tirar melhor proveito de uma aula, fazer fichamento (resumo) de texto, fazer uma pesquisa, uma boa redação, as nove “inteligências” e o funcionamento de seu cérebro, aprender disciplinas conceituais,estudar e aprender conteúdos exatos, memorizar, não se esquecer do que aprendeu, diferença entre aquele que sabe as coisas e o sábio. (todos estes itens poderão ter o privilégio de ler e aprender no livro do professor Celso Antunes, A grande Jogada, Ed.Vozes, 2002).Dependendo das  palavras que indicar e forem sugeridas por eles, poderá surgir grandes efeitos nas histórias de seus alunos.


    38 – REPRODUÇÃO DE HISTÓRIAS DE DESENHOS, COLAGENS COM SUCATAS
            Mais uma técnica criativa, engenhosa, de pesquisa. Pois através de histórias que conhece que a avó, o avô, contava ele, poderá usar sua imaginação criadora para reproduzir através de desenhos, colagens diversificadas ou mesmo reproduzir através de materiais de sucatas. Poderá ser individual ou em grupo, cores a vontade, sucatas diversificadas, borracha de pneu, pepsi, caixa de leite, saquinho de leite, lacre de latinha...onde deverão buscar proposta de trabalho, organizar, selecionar, criar, e  apresentar sua reprodução das histórias. Que depois do trabalho pronto a equipe deverá passar por uma BANCA diríamos assim - Desenvolvendo assim as críticas em grupo, entrevistas dos próprios amigos referentes a sua reprodução fazendo-lhes perguntas aos quais, cada grupo, poderá ter o conhecimento das histórias que nos pais e avôs contavam muitas vezes para nos colocar medos e receios, disciplinas... No curso que fiz, conheci histórias inacreditáveis, ao passo que foi mais um conhecimento.

39 – TECNICA DO RODÍZIO DO PAPEL
            As crianças recebem um papel para que em 1 minuto desenhem algo sobre a história lida.
-    Em seguida o papel é trocado e outra criança continua a história. No final da atividade terão várias histórias feitas em conjunto.
-    Depois do desenho pronto deve ser feito o relato da história desenhada.
Nesta estratégia do rodízio os alunos poderão realizar as seguintes  atividades:
·   Leitura individual;
·   Estudo do vocabulário (palavras e expressões regionais do Brasil);
·   Levantamento da linguagem popular regional;
·   Seleção dos elementos culturais trazidos pelo texto: ex: capoeira, frevo, lendas, culturas regionais do Brasil, imigração, emigrantes, dekaseques, gaidin;
·   Debate sem sala abordando: personagens, cenário, contrastes;
·   Montagem de maquetes reproduzindo o cenário, seja ele em amplo aspecto na ciência, física, biologia, química, geografia, história, literatura e muito e muito mais... e extremamente rico.
·   Dramatização em sala;
·   Criação de textos dramáticos, tendo como base a obra lida, mas procurando transpor a temática para a realidade, mesmo que seja a da mulher que aparece no banheiro em dia de lua cheia, e não tem dentes;
·   Avaliação do trabalho pelo grupo. Dependendo do tema escolhido poderá haver integração entre; comunicação e expressão, estudos sociais, ciências, biologias, história, geografia, etc...

            40 –KIRIGAMI
            Os alunos escutam, atentos, as narrações e acompanham mentalmente, desde que você profº esteja trabalhando algo que desperte a curiosidade do aluno, as chances de ter uma postura atenta e participativa aumenta muito. Trouxe do Japão livros de kirigami uma coleção maravilhosa de difícil acesso no Japão, demorei localizar. Cada livro contém 40 modelos de Kirigami que vai desde uma gangorra com duas crianças, rei e rainha, escorregador com criança para desce-lo, Oni (capetinha), floresta com bichinhos e menina para movimenta-los, uma casinha de cogumelo com duende, um siri que movimenta as patinhas, macacos que abanam leques, homens com luvas se boxeando, um porquinho batendo martelo, um gato pegando peixe, um joguinho se sapo que pula com rampa e tudo e cai em cima de uma folha régia japonesa, um carrossel que gira, um jogo de ratinhos que assoprando eles fazem uma competição de quem é mais rápido, e mais vários jogos interativos e educativos, Cartões que representam para datas comemorativas, aniversários, congratulações, trens, caminhões, ônibus, casas, máscaras, relógios, astronautas, cachorro e sua casinha, desejando feliz aniversário, sapo tomando vinho e abrindo a boca par desejar um feliz aniversário, um macaco  abrindo os braços dizendo guenke deska: tudo bem!, porta lápis, brinquedos diversificados, cofrinho, carteiro, cachorro com osso e tudo, helicóptero, bonde elétrico, telefone sem fio, um sapo que pula alturas, foguete que vai para o espaço, ursinho que tem balanço,porquinho que é guarda de trânsito, bicho preguiça que sobe em árvore com um filhinho nas costas, um torrador com duas torradas, um golfinho que joga bola, um macaco acrobata, uma vara de pesca com peixe e tudo, e muito mais. Com todos esses Kirigamis você poderá contar histórias, pedi para reprodução,criação, confecção de livros de história com os Kirigamis, utilizando-os para a sua realidade e de seus alunos. Jogar, brincar, lazer fazem parte da existência humana.E com sua  criatividade com certeza fará um ótimo trabalho.

41 – CASINHA DA IMAGINAÇÃO
São textos que você poderá criar para a hora do relaxamento. Pedir inicialmente que os alunos fiquem em uma posição confortável na carteira ou deitem-se no chão.
            Vou passar para vocês 2 exemplos de relaxamento e depois pedir que façam um desenho que imaginaram sobre a historinha que for narrada. Criando assim um texto – mas desta vez os alunos irão fechar os olhos e imaginar...  
Desenvolvimento – corrida na floresta:
(com os olhos fechados).
 # Imaginem uma floresta muito bonita e imensa, cheia de árvores, flores, bichinhos, borboletas e  passarinhos. Todas as manhãs o sol aparecia por de trás das nuvens acordando todos os moradores da mata. E quando isto acontecia as árvores, as flores, os bichinhos, borboletas, e passarinhos se movimentavam alegremente.
            Porém um dia foi diferente dos outros.
                       
O passarinho anunciou - “hoje haverá uma corrida”.
Este era o comentário que envolvia a floresta, todos estavam felizes, pois nunca acontecerá tal evento.
            Mas quem vai competir?
-                Seu Coelho o mais veloz da redondeza e a Dona Tartaruga, aquela baita preguiçosa.
Seu Coelho estava orgulhoso, tinha certeza que ia vencer.
            Tudo pronto para a largada. Seu Coelho se preparava no aquecimento. Dona tartaruga, desanimada, cabisbaixa ... quase morrendo de tanta preguiça.
            Mas na mata a alegria era tanta que as árvores balançavam, o sol sorria, as nuvens se moviam, as flores e os bichinhos acenavam para os atletas.
            Atenção ! seu Juiz acena a bandeira e os atletas saem.
Seu Coelho disparou na dianteira enquanto que a Dona Tartaruga lá atrás seguia lentamente. Passando algum tempo o coelho astuto avistou um coqueiro umas pedras – lugar encantador para descansar.
E assim ele fez, dormiu... dormiu tanto que a Dona Tartaruga passou por ele.
Quando o Coelho acordou assustado, viu a Dona Tartaruga já cruzava a linha de chegada.
            Vivaaa!! A bicharada pulava de alegria, assim todos cantaram e dançaram.
# Agora, abram os olhos façam o desenho do que foi narrado e como vocês imaginaram toda essa corrida.
# Depois criem um texto:
Desenvolvimento: casinha da imaginação
Agora com os olhos fechados!
-          Imaginem uma casinha bem bonitinha!
-          As suas paredes são branquinhas... branquinhas...
-          Em volta tem uma grama verdinha... verdinha...
-          O jardim é lindo! Tem muitas flores: amarelas, brancas, vermelhas e muitas árvores onde os passarinhos gostam de morar.
-          Agora, vocês estão sentindo um calorzinho bem gostoso.
-          Por que será?
-          Ah! É por causa do lindo sol que está a brilhar no imenso céu azul.
-          Quem será que mora nessa casinha?
-          Você conhece?
-          Imagine quem possa morar nessa linda casinha.
-          Agora, abram os olhos, façam o desenho que vocês imaginaram sobre a casinha e quem mora nela.
-          Depois criem um texto:


        













[1] (Celso Antunes. A grande jogada,um manual construtivista de como estudar, ed.Vozes,2002)

[2] (DEMO. Pedro. Questões para teleducação. Vozes, 1998.p.19-20)

[3] Romildo Sant’Ana, 1998.
[4] Hans-Georg Gadamer
[5] Paulo Freire, 1989
[6] Educação e mudança, l986
[7] Colbert 

Nenhum comentário:

Postar um comentário